<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515981</id><updated>2011-04-22T01:30:42.618+01:00</updated><title type='text'>O Jacaré Responde</title><subtitle type='html'>&lt;b&gt;Problemas amorosos? Sexuais? Dúvidas existenciais?&lt;/b&gt;&lt;br&gt;Todas as perguntas têm uma resposta, e o Jacaré responde</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://ojacareresponde.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515981/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ojacareresponde.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Jacaré Voador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05595906511369108375</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/82/355/1600/jacarevoador3.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>40</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515981.post-1082940949605737185</id><published>2008-03-09T15:41:00.001Z</published><updated>2008-06-17T04:04:41.286+01:00</updated><title type='text'>ELAS E AS SUAS MAZELAS</title><content type='html'>“&lt;em&gt;Dr. Jacaré, queira explicar porque é que as mulheres sofrem tanto de enxaquecas, cefaleias, dores menstruais e outras que tais. Serão reais todas essas dores e padecimentos crónicos ou elas gostam é de se vitimizar e ter sempre uma desculpa na manga para se escusar ao sexo?&lt;/em&gt;”&lt;br /&gt;Céptico Pato Lógico&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Justiça divina, caro amigo, é &lt;strong&gt;justiça divina&lt;/strong&gt;. Tudo começou quando Deus criou o Homem a partir da costela da Mulher e se apercebeu de ter feito &lt;strong&gt;grande borrada&lt;/strong&gt;. Mas um filho – ainda que &lt;strong&gt;deficiente&lt;/strong&gt; – é sempre um filho, portanto, Deus amou-o na mesma e tal. Contudo, achou por bem presentear a sua criação superior, a Mulher, com toda uma panóplia exuberante de moléstias crónicas (entre outras coisas). Para &lt;strong&gt;equilibrar o jogo&lt;/strong&gt; entre ela e ele. E dar uma oportunidade ao pobre “Tecla 3” (não sabe o que é ser “Tecla 3”? Leia o que diz na tecla 3 do seu telemóvel... Pooois, é você).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É por essa razão que elas sofrem continuamente de tantas mazelas. Aquilo é tudo real (mesmo quando não é, porque elas fingem com tanta força que até dói). Assim as criou Deus para que nós, homens, beneficiando desse &lt;em&gt;handicap&lt;/em&gt;, tivéssemos a possibilidade de jogar ao &lt;strong&gt;nível&lt;/strong&gt; delas. Com a preciosa vantagem de podermos ainda &lt;strong&gt;mijar de pé&lt;/strong&gt; (aqueles que podem, quero eu dizer). Como consequência, e por não estarem habituados, os homens tornam-se uma cambada de &lt;strong&gt;caguinchas lamurientos&lt;/strong&gt; quando afectados pela mais pequena enfermidade (deplorável lote do qual me excluo, pois eu cá, contrariando o caso geral, sou deveras &lt;strong&gt;estóico&lt;/strong&gt; quando estou doente. Sim senhor).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seja como for, elas também não podem cantar de galo, porque são umas &lt;strong&gt;grandes chatas&lt;/strong&gt; quando se põem a desfiar o rol das suas maleitas. E ele há gajas que parecem retirar disso prazer – e fazem-no desde o &lt;strong&gt;primeiro encontro&lt;/strong&gt;! –, como velhos veteranos de guerra a partilhar as suas histórias pessoais de terror e glória de como perderam certos apêndices corporais no campo de batalha. A &lt;strong&gt;quem&lt;/strong&gt; esperam elas seduzir com conversas destas, é uma incógnita. Porque um homem &lt;strong&gt;não quer&lt;/strong&gt; saber. Por uma simples razão: &lt;strong&gt;doença mata tesão&lt;/strong&gt;! E quando elas se predispõem a discorrer, nos mais íntimos e arrepiantes pormenores, acerca de dores de cabeça, de enjoos, de dores menstruais, de distúrbios urinários, intestinais e estomacais, de celulite, anorexia e demais problemas de peso, de hérnias discais, de cancro, de problemas de dentes, de pele e de cabelo, de malformações genéticas, de pêlos encravados na zona da virilha, de operações cirúrgicas, e de todo um leque interminável de achaques constantes e de diversa ordem, nem um &lt;strong&gt;surdo&lt;/strong&gt; a consegue manter de pé. Precisa de reanimar a pila com &lt;strong&gt;choques eléctricos&lt;/strong&gt;. Como pode um homem sentir atracção por uma mulher que, a avaliar pelas suas próprias palavras, está a cair de &lt;strong&gt;podre&lt;/strong&gt;?...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deveria aplicar-se aqui a &lt;strong&gt;Regra da Eructação/ Ventosidade Reprimida&lt;/strong&gt;. Todos sabemos que as mulheres, como seres humanos que são, também &lt;strong&gt;arrotam&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;peidam&lt;/strong&gt;. Mas qualquer mulher inteligente sabe que &lt;strong&gt;nunca&lt;/strong&gt; deve revelar ao homem amado esse lado da sua... humanidade. Porque conspurca a imagem idílica que ele mantém da sua deusa e isso faz mirrar o barrote. Conclusão: elas que se peidem e arrotem, se quiserem – mas &lt;strong&gt;sozinhas&lt;/strong&gt;. Eu &lt;strong&gt;não quero&lt;/strong&gt; ser testemunha. E, de igual modo, &lt;strong&gt;não quero&lt;/strong&gt; saber de doenças. Tudo farei para minorar o sofrimento e o desconforto da minha amada enferma; só não preciso de saber o seu &lt;strong&gt;historial médico&lt;/strong&gt; com direito a detalhes escabrosos das enfermidades em causa. Porque o mal não é sofrer de doenças – é &lt;strong&gt;publicitá-las&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, quanto à questão de elas usarem as dores como desculpa para se escusar ao sexo, caro amigo, confesso que &lt;strong&gt;não sei&lt;/strong&gt; o que isso é. &lt;strong&gt;Nunca&lt;/strong&gt; nenhuma namorada minha me brindou com o clássico “Agora não, querido, tenho uma dor de cabeça.” Pelo contrário, já muitas se revelaram bastante aliviadas de certos padecimentos &lt;strong&gt;após&lt;/strong&gt; o acto sexual. Quer-me parecer que, se acaso elas usam as dores como desculpa, é para se escusar ao &lt;strong&gt;mau&lt;/strong&gt; sexo. No seu lugar, eu punha-me a pau.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515981-1082940949605737185?l=ojacareresponde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ojacareresponde.blogspot.com/feeds/1082940949605737185/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515981&amp;postID=1082940949605737185&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515981/posts/default/1082940949605737185'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515981/posts/default/1082940949605737185'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ojacareresponde.blogspot.com/2008/03/elas-e-as-suas-mazelas.html' title='ELAS E AS SUAS MAZELAS'/><author><name>Jacaré Voador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05595906511369108375</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/82/355/1600/jacarevoador3.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515981.post-944035077838407553</id><published>2008-02-09T23:48:00.001Z</published><updated>2008-04-10T01:43:43.276+01:00</updated><title type='text'>SEDUÇÃO SEM SEGREDOS</title><content type='html'>“&lt;em&gt;Mestre, qual é o segredo da sedução?&lt;/em&gt;”&lt;br /&gt;Aspirante a Dom-João&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Segredo?&lt;/strong&gt; Caro amigo, a sedução não tem grandes segredos. Pelo contrário, é coisa &lt;strong&gt;simples&lt;/strong&gt; e até perfeitamente &lt;strong&gt;lógica&lt;/strong&gt;. Contudo, tem alguns &lt;strong&gt;mitos&lt;/strong&gt;, que urge desmistificar. E eu cá estou para isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para começar, saiba que a sedução está ao alcance de qualquer idiota. &lt;strong&gt;Não é&lt;/strong&gt; imprescindível ser belo nem rico para ser um grande sedutor (embora isso ajude sempre, claro). Basta apenas uma certa independência financeira (para levar a menina a passear) e uma apresentação minimamente cuidada, e o idiota está lançado. O fundamental é &lt;strong&gt;não chocar&lt;/strong&gt;. Uma pista: você sabe que está a chocar quando as pessoas tapam o nariz à sua aproximação. Portanto, &lt;strong&gt;tome banho&lt;/strong&gt;. Use desodorizante para eliminar esse cheiro a cavalo. Muito importante: escove os dentes e evite o mau hálito. O seu sorriso é o seu &lt;strong&gt;cartão de visita&lt;/strong&gt;. Uma pobre higiene dentária é um repelente certo para as miúdas. Só de imaginar beijar uma &lt;strong&gt;boca infecta&lt;/strong&gt; elas até ficam com náuseas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sedução ao nível mais básico aprendi com a minha &lt;strong&gt;mãe&lt;/strong&gt;: foi ela quem me ensinou a ser sempre &lt;strong&gt;simpático e educado&lt;/strong&gt; com as pessoas que me rodeiam. E quanto mais experiência ganho na área das relações interpessoais, mais confirmo como estas qualidades aparentemente banais são de importância &lt;strong&gt;fundamental&lt;/strong&gt;. Em especial para causar uma boa &lt;strong&gt;primeira impressão&lt;/strong&gt;. Ajuntemos a isso a &lt;strong&gt;boa disposição&lt;/strong&gt; e o &lt;strong&gt;sentido de humor&lt;/strong&gt;. Atente no &lt;strong&gt;Roberto Benigni&lt;/strong&gt;, o actor italiano. Haverá homem mais medonho? Ele é escanzelado, careca, tem uma penca enorme. Já vi &lt;strong&gt;gafanhotos&lt;/strong&gt; mais bonitos. Porém, é um tipo inteligente, porque desenvolveu uma arma tão potente quanto a beleza para cativar as pessoas à sua volta – o &lt;strong&gt;riso&lt;/strong&gt;. E pergunto eu: que mulher não se sente encantada pela sua alegria contagiante? Elas deixam-se seduzir pelos homens com quem se &lt;strong&gt;sentem bem&lt;/strong&gt;. E, nesse ponto, aquele que as faz rir leva óbvia vantagem. Ninguém aprecia choramingas pé-de-salsa que passam a vida a carpir a sua pouca sorte. Mas toda a gente adora uma boa gargalhada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maior parte das minhas técnicas de sedução aprendi-as com &lt;strong&gt;crianças&lt;/strong&gt;. A trabalhar como &lt;strong&gt;monitor&lt;/strong&gt; em Colónias de Férias. É facílimo cativar (e deixarmo-nos cativar por) uma criança: algumas palhaçadas, um pouco de atenção &lt;em&gt;et voilà&lt;/em&gt; – temos um amigo para a vida. Com os adultos passa-se o mesmo, embora estes sejam de longe mais desconfiados e cépticos. Contudo, também só querem &lt;strong&gt;atenção&lt;/strong&gt;. E a atenção demonstra-se pelo &lt;strong&gt;interesse&lt;/strong&gt;. Você não gosta quando uma mulher manifesta curiosidade pela sua pessoa, pelas suas actividades e preferências? Pois bem, o recíproco também é verdadeiro. Por isso, há que demonstrar interesse pela rapariga em causa. Como? Fazendo-lhe todo o tipo de perguntas para a conhecer melhor. Elas adoram falar sobre o seu assunto favorito – &lt;strong&gt;elas próprias&lt;/strong&gt; –, e adoram igualmente aquele que se mostra interessado em &lt;strong&gt;ouvi-las&lt;/strong&gt;. Atentamente. Se, além disso, souber manter uma conversa &lt;strong&gt;inteligente&lt;/strong&gt;, marca mais pontos. Se não souber, não é grave. Fique calmo e &lt;strong&gt;cale a boca&lt;/strong&gt;, mas mostre-se sempre &lt;strong&gt;atento e interessado&lt;/strong&gt; na conversa – quem o vir de fora pensará que você é &lt;strong&gt;muito inteligente&lt;/strong&gt;, só não quer partilhar a sua douta opinião com os presentes. É garantido (quanta gente já não iludi eu deste modo!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, aqui está, a sedução não tem muito mais que isto. Insista e persista nestes pontos e qualquer mulher apreciará a sua companhia. Porém, lembre-se: o grande sedutor não é aquele que &lt;strong&gt;impõe&lt;/strong&gt; o seu charme a uma mulher. Pelo contrário, é aquele que sabe &lt;strong&gt;despertar&lt;/strong&gt; o lado sedutor da mulher. Por isso, seja simpático e educado, bem disposto e divertido, atento e interessado, mas nunca, &lt;strong&gt;NUNCA&lt;/strong&gt;, assexuado. Saiba olhar, saiba tocar, saiba elogiar. Quer que uma mulher o veja como &lt;strong&gt;homem&lt;/strong&gt;? Então faça-a sentir-se &lt;strong&gt;mulher&lt;/strong&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515981-944035077838407553?l=ojacareresponde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ojacareresponde.blogspot.com/feeds/944035077838407553/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515981&amp;postID=944035077838407553&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515981/posts/default/944035077838407553'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515981/posts/default/944035077838407553'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ojacareresponde.blogspot.com/2008/02/seduo-sem-segredos.html' title='SEDUÇÃO SEM SEGREDOS'/><author><name>Jacaré Voador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05595906511369108375</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/82/355/1600/jacarevoador3.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515981.post-1962101582991090355</id><published>2008-01-15T20:04:00.002Z</published><updated>2008-04-05T02:08:53.013+01:00</updated><title type='text'>SÓ ESTOU BEM ONDE NÃO ESTOU</title><content type='html'>“&lt;em&gt;É inevitável: quando namoro, só me apetece ser livre para me fazer a todas as mulheres que se me atravessam no caminho; mas quando estou sozinho, quero é assentar. Será isto normal?&lt;/em&gt;”&lt;br /&gt;Indeciso Crónico&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caro amigo, o seu comportamento não só é muito natural, como também muito &lt;strong&gt;humano&lt;/strong&gt;, já que a &lt;strong&gt;insatisfação&lt;/strong&gt; é característica comum a toda a nossa ingrata raça. Sempre que qualquer espécime do género humano tem de optar entre várias alternativas, não pode evitar encarar com uma certa dose de angústia e saudade aquilo que essa escolha o força a &lt;strong&gt;abdicar&lt;/strong&gt;. É fatal – só damos valor às coisas quando as perdemos. No seu caso, o meu amigo oscila entre optar pela &lt;strong&gt;segurança emocional&lt;/strong&gt; inerente a uma relação estável e a &lt;strong&gt;disponibilidade amorosa&lt;/strong&gt; da vida de solteiro. À partida, ambas as opções são inconciliáveis, logo, para beneficiar das vantagens de uma, é necessário renunciar às de outra. Troca por troca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outras palavras, &lt;strong&gt;tudo se paga&lt;/strong&gt; nesta vida. Claro que se pode argumentar que é possível ter a tal relação estável e ir comendo outras gajas por fora. Sem dúvida. Mas há &lt;strong&gt;sempre&lt;/strong&gt; um preço a pagar, caro amigo. Inevitavelmente. Nesse caso, paga-se em &lt;strong&gt;tranquilidade de espírito&lt;/strong&gt;. Porque o sacana que vai comendo gajas por fora da relação assumida é alguém que vive em ansiedade, a olhar por cima do ombro, no terror de ser apanhado com a boca (ou outros apêndices corporais) na botija. E mesmo que as mulheres com quem um gajo se envolve sejam muito modernas, esclarecidas e adeptas de &lt;strong&gt;relações abertas&lt;/strong&gt;, paga-se sempre. Porque quem quer ser livre para amar a todas, no fundo, permanece sempre só, pois não ama nenhuma em particular. Isto para não mencionar o &lt;strong&gt;tempo, dinheiro e saúde&lt;/strong&gt; (física e mental) gastos com todas essas doidas. Porque se uma mulher já suga um homem até ao tutano, imagine &lt;strong&gt;várias&lt;/strong&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em suma, &lt;strong&gt;qualquer&lt;/strong&gt; decisão que toma na vida, traz-lhe &lt;strong&gt;benefícios&lt;/strong&gt; por um lado e cobra-lhe um &lt;strong&gt;preço&lt;/strong&gt; pelo outro. Muito bem. E, como qualquer &lt;strong&gt;bom consumidor&lt;/strong&gt;, você procura fazer o &lt;strong&gt;melhor negócio&lt;/strong&gt;. Ou evitar ser (muito) roubado. Mas isto não significa que um tipo se deixe ficar &lt;strong&gt;obcecado&lt;/strong&gt; com os preços. Senão dá em &lt;strong&gt;forreta&lt;/strong&gt; e nunca compra nada. Ou, pior ainda, compra mas fica sempre insatisfeito. Erro. Quando um homem toma uma decisão, qualquer que ela seja, tem de se comportar como um &lt;strong&gt;milionário&lt;/strong&gt;: eu pago de bom grado, posso dar-me a esse luxo, &lt;strong&gt;vale a pena&lt;/strong&gt;. Só assim ele pode &lt;strong&gt;apreciar&lt;/strong&gt; a escolha tomada. Caso contrário, torna-se mesquinho. E não há nada pior que um gajo mesquinho, que não sabe dar valor ao que tem e vai comendo mas desdenhando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque é tudo uma questão de tempo até uma mulher que se sente criticada, depreciada e desvalorizada ir pedir uma &lt;strong&gt;segunda opinião&lt;/strong&gt; a &lt;em&gt;outras partes&lt;/em&gt;. E não faltam para aí lambões ansiosos por mostrar a estas mulheres desmerecidas o que elas estão a perder. &lt;strong&gt;Eu&lt;/strong&gt; sou um deles.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515981-1962101582991090355?l=ojacareresponde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ojacareresponde.blogspot.com/feeds/1962101582991090355/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515981&amp;postID=1962101582991090355&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515981/posts/default/1962101582991090355'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515981/posts/default/1962101582991090355'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ojacareresponde.blogspot.com/2008/01/s-estou-bem-onde-no-estou.html' title='SÓ ESTOU BEM ONDE NÃO ESTOU'/><author><name>Jacaré Voador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05595906511369108375</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/82/355/1600/jacarevoador3.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515981.post-1973753957551523321</id><published>2007-12-03T22:29:00.000Z</published><updated>2008-02-08T14:37:41.444Z</updated><title type='text'>ACREDITAÇÃO (INTER)NACIONAL</title><content type='html'>Sempre que tenho oportunidade de operar o meu charme sedutor em mulheres &lt;strong&gt;estrangeiras&lt;/strong&gt; e, invariavelmente, elas se mostram imensamente agradadas pelas minhas atenções e as valorizam, elogiando-me como pessoa e como homem, sinto-o como se de uma &lt;strong&gt;acreditação internacional&lt;/strong&gt; se tratasse. É altamente gratificante saber que as minhas capacidades sedutoras (tanto no sentido mais lato como no mais estrito do termo) são autenticadas e certificadas não só no país de origem, mas também &lt;strong&gt;internacionalmente&lt;/strong&gt;. Nos últimos tempos, senti muito fortemente essa realização pessoal tanto no &lt;a href="http://www.ojacareresponde.blogspot.com/2007/08/el-calamar-y-sus-muchachas.html"&gt;&lt;strong&gt;FoIkFaro&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;, como também, agora mais recentemente, com a minha nova amiga &lt;a href="http://www.agoeladojacare.blogspot.com/2007/12/mas-elas-tm-na-muito-pior.html"&gt;&lt;strong&gt;Mie&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;. Isto significa que, se algum dia a sedução vier a ser uma &lt;strong&gt;modalidade olímpica&lt;/strong&gt;, eu poderei fazer parte da delegação portuguesa – e vou lá sacar o &lt;strong&gt;ouro&lt;/strong&gt; nas provas de Falinhas Mais Mansas, Cafuné Mais Meigo e Beijinho Mais Doce! Vai ser mimar aquela gente toda sem dó nem piedade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todavia, quanto mais experiência cultivo desse vasto mundo além das nossas fronteiras lusitanas, mais chego à conclusão que não tenho grande razão para me sentir tão satisfeito por conquistar raparigas estrangeiras. Pelo contrário, mais motivos tenho de me regozijar com o sucesso que granjeio entre as mulheres portuguesas porque, verdade seja dita, acho o produto nacional &lt;strong&gt;bem mais difícil&lt;/strong&gt; de engan... perdão, engatar. E, de facto, todos os gajos com quem abordo este assunto são da mesma opinião. E garantem-me, de cenho franzido, que as mulheres portuguesas são uma cambada de &lt;strong&gt;Marquesas&lt;/strong&gt; esquisitinhas e orgulhosas, cheias de peneiras e mania que são boas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concedo, mas acho a explicação demasiado &lt;strong&gt;simplista&lt;/strong&gt;. Pausa agora para um momento de &lt;em&gt;flashback&lt;/em&gt;. Há cerca de dez anos atrás, tive oportunidade de trabalhar como monitor num Campo de Férias &lt;strong&gt;internacional&lt;/strong&gt; durante três semanas, num total de &lt;strong&gt;70 miúdos&lt;/strong&gt;, dos 13 aos 16 anos, de &lt;strong&gt;sete nacionalidades&lt;/strong&gt; diferentes, incluindo Espanha, França, Itália, Grécia, Polónia, República Checa e, claro, Portugal. Uma boa amostra, portanto. E &lt;strong&gt;quem&lt;/strong&gt; eram os maiores engatatões lá da zona?...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os italianos? Uns foliões, sem dúvida. Mas ficavam-se pelas palhaçadas, pelo &lt;em&gt;calcio&lt;/em&gt; e pouco mais. Os franceses? Ineptos. Os espanhóis? Bairristas, só se davam com o próprio grupo. Os polacos e checos? Adeus!, gajos mais incompetentes nunca vi! Os gregos? Sem dúvida os mais parecidos com os tugas, os gregos eram &lt;strong&gt;os únicos&lt;/strong&gt; que pareciam saber um pouco da poda. Um deles até conseguiu sacar &lt;em&gt;una españolita muy guapita&lt;/em&gt;. Mas nada que se comparasse com a &lt;strong&gt;maestria&lt;/strong&gt; dos rapazes &lt;strong&gt;portugueses&lt;/strong&gt;. Eram somente &lt;strong&gt;quatro&lt;/strong&gt;, mas em apenas três semanas, os sacanas trocaram mais vezes de gaja do que de cuecas (e, facto curioso, a cada nova conquista, juravam a pés juntos que essa miúda é que era “&lt;strong&gt;a tal&lt;/strong&gt;”)!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E elas? As francesas, mais vistosas, foram as primeiras a cair – em especial as que tinham &lt;em&gt;bien-aimés&lt;/em&gt; lá na terra. Mas, tão depressa como caíram, foram dispensadas. As espanholas, tirando o grego, ninguém mais lhes tocou. As checas ninguém as quis. Mas as outras, aquilo parecia o &lt;strong&gt;jogo das cadeiras&lt;/strong&gt;. As gajas até &lt;strong&gt;faziam fila&lt;/strong&gt; atrás dos portugueses! Curiosamente, o último grupo a levar a razia foi o &lt;strong&gt;polaco&lt;/strong&gt; – que, por sinal, era só beldades (se bem que mais discretas). Mas foi também onde os cães acabaram por se fixar. E eu próprio acabei por sacar uma polaca (mais por acaso do que porfiado) – a acompanhante dos meninos, de seus 22 aninhos –, para grande orgulho dos putos tugas, que ficaram todos inchados por ter sido a equipa da casa a conquistar a &lt;strong&gt;maior bomba&lt;/strong&gt; lá da zona (e, de tão ufanos, até me ofereceram &lt;strong&gt;preservativos&lt;/strong&gt;, tão queridos!). Fim do &lt;em&gt;flashback&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conclusão: quer-me parecer que, se as mulheres portuguesas são Marquesas, é por &lt;strong&gt;calejamento&lt;/strong&gt; decorrente do insistente assédio deles, enquanto os homens portugueses têm sucesso com as estrangeiras porque se habituaram ao &lt;strong&gt;nível mais exigente&lt;/strong&gt; de sedução das nossas meninas. É uma simpática &lt;strong&gt;simbiose&lt;/strong&gt;. Ganham eles em &lt;strong&gt;experiência&lt;/strong&gt; e elas em &lt;strong&gt;qualidade&lt;/strong&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515981-1973753957551523321?l=ojacareresponde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ojacareresponde.blogspot.com/feeds/1973753957551523321/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515981&amp;postID=1973753957551523321&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515981/posts/default/1973753957551523321'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515981/posts/default/1973753957551523321'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ojacareresponde.blogspot.com/2007/12/acreditao-internacional.html' title='ACREDITAÇÃO (INTER)NACIONAL'/><author><name>Jacaré Voador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05595906511369108375</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/82/355/1600/jacarevoador3.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515981.post-339873400004053699</id><published>2007-11-06T20:30:00.000Z</published><updated>2008-02-01T12:53:49.316Z</updated><title type='text'>MEDIANO E À BELGA</title><content type='html'>“&lt;em&gt;Após um namoro muito intenso, mas breve, a minha amada decidiu colocar um ponto final na nossa relação alegando que prefere um namoro mais moderado. Ela confessou que esta foi a relação mais estimulante em termos intelectuais, a mais gratificante em termos sexuais e a mais exigente em termos emocionais, mas que não consegue mais lidar com a pressão que daí advém. Diga-me, por favor, mestre Jacaré: EM QUE PLANETA É QUE ISTO FAZ SENTIDO?!&lt;/em&gt;”&lt;br /&gt;Leitor identificado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há coisas na vida real que parecem estranhas demais até para a &lt;strong&gt;Quinta Dimensão&lt;/strong&gt;, caro amigo. E a lógica feminina está, por certo, &lt;strong&gt;no topo&lt;/strong&gt; dessa lista. Porém, antes de atirar a sua sanidade mental às urtigas, convém recordar que o género feminino é, por definição, eternamente &lt;strong&gt;insatisfeito&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;impossível&lt;/strong&gt; de agradar. Uma mulher há-de &lt;strong&gt;sempre&lt;/strong&gt; ter razões para reclamar acerca do seu amado, de uma forma ou de outra: se ele não telefona é porque é desapegado e não a ama, e se o faz é porque é dependente e controlador; se ele concorda que ela está mais gorda é um bruto insensível, e se discorda é um mentiroso pouco convincente; se ele demonstra insegurança é um fraco, e se mostra autoconfiança é um arrogante convencido. Enfim, no fundo, pouco importa o que um homem faz ou deixa de fazer, porque a realidade é que está fadado a &lt;strong&gt;nunca&lt;/strong&gt; agradar à amada. E, mais cedo ou mais tarde, acaba por &lt;strong&gt;pagá-las&lt;/strong&gt; todas juntas. Com &lt;strong&gt;juros&lt;/strong&gt;. É a nossa sina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De facto, não serve de &lt;strong&gt;nada&lt;/strong&gt; a um homem ser o amante perfeito. Em boa verdade lhe digo que até é &lt;strong&gt;melhor&lt;/strong&gt; ser o mais abjecto sacana egoísta e sem escrúpulos. Por uma simples razão: porque o sacana, ao menos, faz uma mulher sentir-se &lt;strong&gt;superior&lt;/strong&gt; a ele. O perfeito, pelo contrário, só lhe inflama mais as dúvidas e inseguranças pessoais: ela receia não estar &lt;strong&gt;à altura&lt;/strong&gt; de lhe corresponder devidamente e, em consequência, vir a perdê-lo por &lt;strong&gt;não o merecer&lt;/strong&gt;. E depois é uma questão de tempo até fugir dele, porque a simples presença deste gajo lembra-lhe, por contraste, os seus &lt;strong&gt;defeitos&lt;/strong&gt; e isso fá-la sentir-se mal consigo mesma. Por outro lado, quantas gajas não aturam &lt;strong&gt;anos e anos&lt;/strong&gt; de namoro com sacanas que não valem o ar que respiram? Ah pois é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conhece aquele &lt;em&gt;sketch&lt;/em&gt; do &lt;strong&gt;Gato Fedorento&lt;/strong&gt; em que dois tipos almoçam juntos e, enquanto um deles pede &lt;strong&gt;o melhor&lt;/strong&gt; bife da casa, o outro pede o &lt;strong&gt;segundo melhor&lt;/strong&gt; bife? O primeiro estranha o capricho do outro e pergunta-lhe se ele não gosta das coisas “&lt;strong&gt;à grande e à francesa&lt;/strong&gt;,” ao que o tipo responde que prefere tudo “&lt;strong&gt;mediano e à belga&lt;/strong&gt;.” E, depois de torcer o nariz a uma gaja toda boa que passa entretanto, entusiasma-se com uma “&lt;strong&gt;mais-ou-menos&lt;/strong&gt;” a quem garante poder proporcionar um “&lt;strong&gt;prazer moderado na cama&lt;/strong&gt;.” A situação é levada ao absurdo, mas não deixa de ter um fundo de verdade. Olhe agora para um caso idêntico, mas de outro prisma. Um grande amigo meu adora fazer &lt;strong&gt;escalada&lt;/strong&gt;. E adora fazer escalada com um grupo de amigos que são autênticos &lt;strong&gt;profissionais&lt;/strong&gt;. Sempre que vai escalar com esta malta, ele é &lt;strong&gt;forçado&lt;/strong&gt; a ultrapassar os seus limites para ascender ao &lt;strong&gt;nível&lt;/strong&gt; dos &lt;em&gt;pros&lt;/em&gt;. Não há dúvida que ele adora a sensação de &lt;strong&gt;realização pessoal&lt;/strong&gt; que experimenta nessas ocasiões ao superar-se a si mesmo, contudo, só muito &lt;strong&gt;raramente&lt;/strong&gt; aceita os convites desta gente para escalar. Porque diz que não aguentaria essa &lt;strong&gt;pressão continuada&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em conclusão, qualquer pessoa deseja relações profundas e significativas, mas raros são aqueles que têm unhas para as agarrar, pois exigem grande &lt;strong&gt;investimento&lt;/strong&gt; e muita &lt;strong&gt;fibra emocional&lt;/strong&gt;. O problema das relações intensas, para além da pressão que produzem, é que os momentos maus são tão potentes como os bons e é preciso estaleca para lidar com tudo. E pouca gente se quer &lt;strong&gt;incomodar&lt;/strong&gt; a esse ponto. A malta pretende dos seus relacionamentos o &lt;strong&gt;máximo&lt;/strong&gt; de retribuição pelo &lt;strong&gt;mínimo&lt;/strong&gt; de esforço. E se tiver que &lt;strong&gt;sacrificar&lt;/strong&gt; parte do prazer só para evitar preocupações e chatices, fá-lo &lt;strong&gt;de bom grado&lt;/strong&gt;. Na realidade, a esmagadora maioria das pessoas acaba por acasalar não com o indivíduo &lt;strong&gt;mais marcante&lt;/strong&gt;, mas sim com o &lt;strong&gt;menos incomodativo&lt;/strong&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515981-339873400004053699?l=ojacareresponde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ojacareresponde.blogspot.com/feeds/339873400004053699/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515981&amp;postID=339873400004053699&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515981/posts/default/339873400004053699'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515981/posts/default/339873400004053699'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ojacareresponde.blogspot.com/2007/11/mediano-e-belga.html' title='MEDIANO E À BELGA'/><author><name>Jacaré Voador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05595906511369108375</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/82/355/1600/jacarevoador3.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515981.post-7500051543887695833</id><published>2007-10-10T20:33:00.001+01:00</published><updated>2008-02-17T23:00:37.295Z</updated><title type='text'>AMOR INCONDICIONAL</title><content type='html'>“&lt;em&gt;Eu procuro ter uma visão incondicional do amor. É um amor que não cobra, não exige e só quer o bem do outro independentemente de condições. A parte mais difícil acontece quando temos de libertar o outro e deixá-lo seguir o seu caminho, mesmo que não seja ao nosso lado. Deixá-lo partir verdadeiramente, sem rancor, sem ódios, sem mágoas, sem cobranças... transformando um amor passional num amor (fra/e)terno.&lt;/em&gt;”&lt;br /&gt;Leitora identificada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E no &lt;strong&gt;Pai Natal&lt;/strong&gt;, minha querida, também acredita? Não raro, fico abismado perante o modo encantador como as mulheres se iludem a si próprias, negando o óbvio e fechando obstinadamente olhos e ouvidos à &lt;strong&gt;evidência retumbante&lt;/strong&gt;, preferindo refugiar-se num mundo onírico e irreal, completamente divorciado de qualquer coerência com a realidade exterior. Amor &lt;strong&gt;incondicional&lt;/strong&gt;?! Que conceito tão extravagante, cara amiga! Se essa sua &lt;strong&gt;candura&lt;/strong&gt; não fosse tão enternecedora, eu ficaria estarrecido perante o &lt;strong&gt;absurdo&lt;/strong&gt; das suas convicções bacocas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas vamos ver se nos entendemos: sabe o que significa, &lt;strong&gt;empiricamente&lt;/strong&gt;, praticar um amor &lt;strong&gt;incondicional&lt;/strong&gt;? Não é só “querer o bem do outro,” como você pensa. Mais que isso, é &lt;strong&gt;dar&lt;/strong&gt; o seu amor. &lt;strong&gt;TODO.&lt;/strong&gt; Sem condições, dúvidas ou restrições. E &lt;strong&gt;sem medos&lt;/strong&gt;. Querer o bem de alguém é fácil, mas &lt;strong&gt;oferecer&lt;/strong&gt; o próprio amor sem pedir &lt;strong&gt;nada&lt;/strong&gt; em troca... isso é outra história. Porque, lamento desiludi-la, mas a realidade é que &lt;strong&gt;ninguém&lt;/strong&gt; dá sem esperar nem que seja um &lt;strong&gt;sorriso de prazer&lt;/strong&gt; da parte de quem recebe. Muito bem, concedo que uma pessoa pode dar uma e duas e três vezes sem receber a mais ínfima retribuição, mas eventualmente desiste porque acaba por acreditar que o outro lado simplesmente não sabe &lt;strong&gt;dar valor&lt;/strong&gt; aos seus gestos de amor. É indispensável dar para receber, concordo. Mas o Amor funciona em &lt;strong&gt;ciclo&lt;/strong&gt;, o que significa que o contrário é igualmente verdade: é indispensável receber para dar (se assim não fosse, não existiriam criancinhas traumatizadas para o resto da vida por falta de atenção dos papás). Todas as pessoas querem ser amadas, mas, de igual modo, todas temem que o amor que têm para dar não seja &lt;strong&gt;devidamente valorizado&lt;/strong&gt;. Portanto, reservam-se, protegem-se, têm medo de se entregar e entregar o seu amor sob pena de &lt;strong&gt;sofrer&lt;/strong&gt;, de ver os seus sentimentos depreciados e rejeitados. Pois para praticar uma visão de amor incondicional, cara amiga, você &lt;strong&gt;não pode&lt;/strong&gt; ter medo de sofrer. Tem de dar, &lt;strong&gt;ainda e sempre&lt;/strong&gt;, apesar de tudo e todos. Mesmo que suspeite que o alvo da sua afeição não saiba dar valor a esse amor. É &lt;strong&gt;essa&lt;/strong&gt; a verdadeira concepção do amor sem condições que &lt;strong&gt;de facto&lt;/strong&gt; não cobra nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se quer saber, minha querida, acho esse tipo de amor abnegado mais provável, não por parte de uma amante, mas de uma &lt;strong&gt;mãe&lt;/strong&gt;. Pois só uma mãe (ou um pai) dá tudo &lt;strong&gt;sem reservas&lt;/strong&gt; pelo seu rebento, mesmo que este seja um drogado, um salafrário da pior espécie, um dejecto humano em definitivo. Na minha opinião, o conceito de amor incondicional está muito mais próximo do amor &lt;strong&gt;parental&lt;/strong&gt; do que do amor &lt;strong&gt;passional&lt;/strong&gt;. Até mesmo essa noção aberrante de “libertar o outro e deixá-lo seguir o seu caminho” tem &lt;strong&gt;tudo&lt;/strong&gt; a ver com o destino final – e fatal – da relação entre pais e filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor incondicional é um conceito muito romântico, mas perigosamente &lt;strong&gt;ilusório&lt;/strong&gt;. N’ “&lt;a href="http://www.paulocoelho.com.br/ozahir/livro/index.html"&gt;&lt;strong&gt;O Zahir&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;,” de &lt;a href="http://www.paulocoelho.com.br/"&gt;Paulo Coelho&lt;/a&gt;, um homem procura em desespero a esposa desaparecida. Quando finalmente a reencontra, ela diz: “Sim, eu fugi sem qualquer aviso para outro país, desapareci durante anos e vou ter um filho de outro homem. Mas procura compreender. Eu nunca deixei de te amar, és ainda e sempre o amor da minha vida. Mas, se me amas do mesmo modo, liberta-me, para procurar o meu próprio caminho.” Pergunta pertinente: é &lt;em&gt;&lt;strong&gt;isto&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; o amor? Sem dúvida que aquilo que ela pede dele &lt;strong&gt;é&lt;/strong&gt; amor incondicional. Mas onde fica a &lt;strong&gt;partilha&lt;/strong&gt;? O que lhe oferece ela em troca? Apenas &lt;strong&gt;egoísmo&lt;/strong&gt; (e um bonito par de cornos). Ora, &lt;strong&gt;puta que a pariu!&lt;/strong&gt; Enfim, não deixa de ser irónico – quem mais prega o amor incondicional é quem não quer apegar-se a nada nem a ninguém.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515981-7500051543887695833?l=ojacareresponde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ojacareresponde.blogspot.com/feeds/7500051543887695833/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515981&amp;postID=7500051543887695833&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515981/posts/default/7500051543887695833'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515981/posts/default/7500051543887695833'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ojacareresponde.blogspot.com/2007/10/amor-incondicional.html' title='AMOR INCONDICIONAL'/><author><name>Jacaré Voador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05595906511369108375</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/82/355/1600/jacarevoador3.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515981.post-5148806992695081395</id><published>2007-09-26T21:38:00.000+01:00</published><updated>2008-02-01T12:47:30.134Z</updated><title type='text'>CERTEZAS DE JACARÉ</title><content type='html'>“&lt;em&gt;Não gosto das certezas que o Jacaré tem, ou julga ter, ou quer ter. Para mim, a vida não é feita de certezas, é feita de questões. Todas as respostas (...) são relativas!&lt;/em&gt;”&lt;br /&gt;Leitora identificada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se há coisa que provoca irritação a uma mulher é um &lt;strong&gt;homem com certezas&lt;/strong&gt;, especialmente um homem com certezas no campo &lt;strong&gt;amoroso&lt;/strong&gt;. Muito gostam elas de atroar as fantasias açucaradas e desmioladas de que o Amor é tão grandioso quanto &lt;strong&gt;irracional&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;inexplicável&lt;/strong&gt; e não pode ser compreendido, calculado e, muito menos, manipulado, pois cada nobre espécimen desse elevado género que é o feminino é &lt;strong&gt;único&lt;/strong&gt; pela originalidade que o caracteriza e diferencia dos demais. Desiluda-se já, homem ignaro, se pensa que, por meio de uma qualquer &lt;strong&gt;fórmula obscura&lt;/strong&gt; e de intenções no mínimo &lt;strong&gt;amorais&lt;/strong&gt;, pode reduzir essa deslumbrante miríade de singulares seres a um mesmo denominador comum, fazendo &lt;strong&gt;tábua rasa&lt;/strong&gt; de todas as características distintivas que fazem de cada uma dessas criaturas uma &lt;strong&gt;obra de arte ímpar&lt;/strong&gt;. Segundo elas, qualquer homem devia remeter-se à ignorância de que até &lt;strong&gt;Freud&lt;/strong&gt; deu provas e não procurar compreender como funciona o género feminino, cujo sublime encanto só é igualado (e mantido) pelo &lt;strong&gt;mistério&lt;/strong&gt; em que está envolto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem querer enveredar pela discussão ociosa acerca dos &lt;strong&gt;mistérios do Universo&lt;/strong&gt; que cabe ou não à raça humana desvendar (pela minha parte, gosto de pensar que &lt;strong&gt;TUDO&lt;/strong&gt; tem uma explicação, desde a Maldição dos Faraós, ao Triângulo das Bermudas, Roswell, Deus e, cá está, o Amor), concordo que um Universo sem segredos, onde o imprevisto não tem lugar, é o princípio do &lt;strong&gt;aborrecimento total&lt;/strong&gt;. O grande &lt;strong&gt;mágico&lt;/strong&gt;, quando revelado, torna-se mero &lt;strong&gt;ilusionista&lt;/strong&gt;. Porém, havemos de nos &lt;strong&gt;auto-destruir&lt;/strong&gt; muito antes de ver desvelados todos os mistérios da existência. Portanto, sem &lt;em&gt;stress&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posto isto, não me parece que levar uma existência enterrado sob todas as questões e dúvidas que o Universo coloca, evitando comprometer-se seja com o que for porque não existem certezas absolutas sobre &lt;strong&gt;nada&lt;/strong&gt;, seja atitude inteligente para o ser pensante que é o Homem. Nunca teríamos saído do Paleolítico (se calhar, nem teríamos lá chegado!) se os nossos avozinhos macacos (bem mais limitados intelectualmente que nós) não tivessem questionado, formulado, experimentado e concluído as suas concepções acerca do mundo que os rodeava. Porque se determinado fenómeno se produz da mesma maneira &lt;strong&gt;mil vezes seguidas&lt;/strong&gt;, não é o caso em que &lt;strong&gt;não acontece&lt;/strong&gt; que nos impede de criar a &lt;strong&gt;regra&lt;/strong&gt; em que fundamentar as nossas convicções. A excepção &lt;strong&gt;não nega&lt;/strong&gt; a regra. O problema das gajas é que todas e cada uma delas tem a mania que é a tal excepção. Parecem esquecer-se que, antes de serem mulheres, são &lt;strong&gt;seres humanos&lt;/strong&gt;, com tudo aquilo que nos define e caracteriza enquanto espécie. Não há como escapar. E não será uma prova disso o facto de até no quererem ser &lt;strong&gt;diferentes&lt;/strong&gt; elas serem todas &lt;strong&gt;iguais&lt;/strong&gt;? Portanto, porque não criar regras? Ainda que existam excepções, um gajo pode sempre &lt;strong&gt;desprezá-las&lt;/strong&gt; com um encolher de ombros, pois, enquanto não passarem de &lt;strong&gt;casos isolados&lt;/strong&gt;, não invalidam em nada a &lt;strong&gt;norma geral&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o facto é que &lt;strong&gt;pouco importam&lt;/strong&gt; as certezas que cada um tem. O indispensável mesmo é &lt;strong&gt;tê-las&lt;/strong&gt;, pois um gajo precisa delas para &lt;strong&gt;tomar decisões&lt;/strong&gt;. Como pode alguém que só vê dúvidas e questões na vida &lt;strong&gt;escolher&lt;/strong&gt; uma via de acção em detrimento de outra, se não tem certezas sobre nenhuma delas? Atirando &lt;strong&gt;moeda ao ar&lt;/strong&gt;? Muitas vezes, pensar não serve de nada – torna-se &lt;strong&gt;imprescindível&lt;/strong&gt; tomar acção para pôr as coisas a mexer. Porque as acções tomadas, coisa gira, &lt;strong&gt;influenciam&lt;/strong&gt; os acontecimentos subsequentes, &lt;strong&gt;de acordo&lt;/strong&gt; com a posição adoptada. Portanto, se eu &lt;strong&gt;acredito&lt;/strong&gt; que todas as mulheres me desejam e, acima de tudo, &lt;strong&gt;ajo&lt;/strong&gt; como o ser irresistível que sou, o meu comportamento leva-as, &lt;strong&gt;no mínimo&lt;/strong&gt;, a perguntar-se quanto daquilo será verdade. E como têm de me conhecer para o descobrir, logo se mostram disponíveis para tal. Que é exactamente o que eu, à partida, acredito que elas querem. Da certeza à acção. E da acção à reacção. &lt;strong&gt;Qual&lt;/strong&gt; é a dúvida?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515981-5148806992695081395?l=ojacareresponde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ojacareresponde.blogspot.com/feeds/5148806992695081395/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515981&amp;postID=5148806992695081395&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515981/posts/default/5148806992695081395'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515981/posts/default/5148806992695081395'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ojacareresponde.blogspot.com/2007/09/certezas-de-jacar.html' title='CERTEZAS DE JACARÉ'/><author><name>Jacaré Voador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05595906511369108375</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/82/355/1600/jacarevoador3.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515981.post-2181046933412264829</id><published>2007-08-28T22:38:00.000+01:00</published><updated>2008-01-09T11:49:45.527Z</updated><title type='text'>EL CALAMAR Y SUS MUCHACHAS</title><content type='html'>Depois de dizer adeus aos meus queridos chequinhos no Aeroporto de Lisboa, dou por oficialmente terminada a edição deste ano do &lt;strong&gt;FoIkFaro&lt;/strong&gt;. Durante cerca de uma semana, estive em Faro, Algarve, a trabalhar no &lt;strong&gt;Festival Internacional de Danças FoIcIóricas de Faro&lt;/strong&gt;, evento organizado pelo &lt;strong&gt;Grupo FoIcIórico de Faro&lt;/strong&gt;. Este acontecimento anual (já na sua quinta edição) promove o encontro entre grupos de dança folclórica de diversos países, fomentando o intercâmbio cultural e estimulando a animação nas ruas da capital algarvia (mais informações em &lt;a href="http://www.folkfaro.com/"&gt;&lt;strong&gt;www.foIkfaro.com&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;). Durante o evento, integrei o grupo de guias responsável pela recepção e acompanhamento da delegação da &lt;strong&gt;República Checa&lt;/strong&gt;, representada pelo &lt;a href="http://www.dylen.cz/"&gt;&lt;strong&gt;Grupo FoIcIórico DyIeň&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;, de KarIovy Vary.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao chegar a Faro de mochila às costas, há pouco mais de uma semana atrás, não conhecia ninguém à excepção do grande &lt;strong&gt;Flogger&lt;/strong&gt;, que foi quem me engajou para o evento. Mas cedo me entrosei na equipa. Graças à minha incansável &lt;strong&gt;genica&lt;/strong&gt;, contagiante &lt;strong&gt;boa disposição&lt;/strong&gt; e cativante &lt;strong&gt;charme&lt;/strong&gt; (fruto de uma experiência de &lt;strong&gt;10 anos&lt;/strong&gt; como monitor e animador de colónias de férias), rapidamente granjeei enorme simpatia no seio do grupo checo e um pouco mais além. Também as minhas prestações como dançarino não passaram desapercebidas e logo o &lt;strong&gt;Pombo&lt;/strong&gt; me alcunhou de “&lt;strong&gt;Calamar&lt;/strong&gt;,” por ser todo &lt;strong&gt;tentáculos&lt;/strong&gt;, enquanto aviava menina após menina na pista de dança. E com que frequência era interpelado por desconhecidos (especialmente meninas do grupo da &lt;strong&gt;Costa Rica&lt;/strong&gt;) que me tratavam pelo nome e muito me elogiavam como dançarino, pedindo que lhes ensinasse “aquela dança africana, &lt;em&gt;la que tu bailas muy bien&lt;/em&gt;” – a &lt;strong&gt;kizomba&lt;/strong&gt;. A fama foi tanta que, na noite de &lt;em&gt;karaoke&lt;/em&gt;, houve quem jurasse, ainda antes de me ouvir cantar, que eu era &lt;strong&gt;excelente cantor&lt;/strong&gt;! E o grupo “&lt;strong&gt;Calamar y sus Muchachas&lt;/strong&gt;” animou a festa, enquanto massacrava alegremente melodias pela noite adentro. Como não podia deixar de ser, fui crismado de “&lt;strong&gt;&lt;em&gt;gigolo&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;” pelas chequinhas, se bem que todas adorassem a atenção que eu lhes dispensava. E quisessem mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em especial a provocante &lt;strong&gt;Punk Queen&lt;/strong&gt;. Votada entre as hordas masculinas como uma das mais belas – e mais apetecidas – meninas da zona, em toda a pujança da sua fresca idade (e, ainda por cima, com &lt;strong&gt;duas&lt;/strong&gt; boas razões para se gostar dela: a da &lt;strong&gt;esquerda&lt;/strong&gt; e a da &lt;strong&gt;direita&lt;/strong&gt;), era a &lt;strong&gt;mim&lt;/strong&gt; que ela devotava os seus olhares mais intensos. E, apesar de não falar inglês, o seu corpo coleante provou-me pela universal &lt;strong&gt;linguagem da dança&lt;/strong&gt; quão forte era o seu desejo, num fluente &lt;strong&gt;reggaeton&lt;/strong&gt;. Infelizmente para ela, sou um Jacaré &lt;strong&gt;comprometido&lt;/strong&gt; e a minha religião não acredita na infidelidade. Portanto, perante a minha passividade frente à sua disponibilidade, a frustrada rapariga teve que se contentar com caça menor que, diga-se de passagem, não teve qualquer dificuldade em encontrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se me senti &lt;strong&gt;tentado&lt;/strong&gt;? CLARO QUE &lt;strong&gt;SIM&lt;/strong&gt;! Como todos os homens, também eu penso com a &lt;strong&gt;pila&lt;/strong&gt;. Porém, não deixo que seja (apenas) ela a tomar as minhas decisões. Não acredito na desculpa do “&lt;strong&gt;&lt;em&gt;aconteceu&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;.” Se as coisas acontecem, é porque alguém &lt;strong&gt;permite&lt;/strong&gt; que aconteçam. O descontrolo é tão-somente o reflexo de uma &lt;strong&gt;vontade fraca&lt;/strong&gt;, que cede aos impulsos animais. E não me lixem com a desculpa de que um homem não pode lutar contra sua &lt;strong&gt;natureza biológica&lt;/strong&gt; de “espalhar a semente”. É claro que pode. Um &lt;strong&gt;Homem&lt;/strong&gt; só prova ser verdadeiramente digno desse nome quando se revela &lt;strong&gt;superior&lt;/strong&gt; aos seus instintos mais básicos. Caso contrário, não passa de um &lt;strong&gt;animal&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu acredito que no amor &lt;strong&gt;vale tudo&lt;/strong&gt; – desde que &lt;strong&gt;todos&lt;/strong&gt; os envolvidos conheçam e aceitem as regras do jogo. Se um gajo quer andar a saltar de cama em cama sem qualquer compromisso, só tem que o &lt;strong&gt;assumir&lt;/strong&gt;. Há para aí tanta gaja disposta a alinhar nessa onda (e em coisas muito mais esquisitas) que &lt;strong&gt;não vale a pena&lt;/strong&gt; enganar ninguém para ser feliz. Eu gabo-me de &lt;strong&gt;nunca&lt;/strong&gt; ter traído qualquer namorada, independentemente de estar mais ou menos apaixonado. Faço-o por uma questão de princípio, mas essencialmente por &lt;strong&gt;preguiça&lt;/strong&gt;: enganar dá demasiado trabalho. Além disso, adoro falar &lt;strong&gt;de alto&lt;/strong&gt;, sem que &lt;strong&gt;ninguém&lt;/strong&gt; me possa apontar o dedo. Nem sequer &lt;strong&gt;eu mesmo&lt;/strong&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515981-2181046933412264829?l=ojacareresponde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ojacareresponde.blogspot.com/feeds/2181046933412264829/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515981&amp;postID=2181046933412264829&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515981/posts/default/2181046933412264829'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515981/posts/default/2181046933412264829'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ojacareresponde.blogspot.com/2007/08/el-calamar-y-sus-muchachas.html' title='&lt;em&gt;EL CALAMAR Y SUS MUCHACHAS&lt;/em&gt;'/><author><name>Jacaré Voador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05595906511369108375</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/82/355/1600/jacarevoador3.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515981.post-1757512133678364328</id><published>2007-07-25T23:12:00.000+01:00</published><updated>2007-07-28T20:49:00.739+01:00</updated><title type='text'>CONFIAR OU NÃO CONFIAR: EIS A QUESTÃO</title><content type='html'>Em conversa entre gajos, discute-se a &lt;strong&gt;confiança&lt;/strong&gt; na relação amorosa. Alguém conta que, há apenas uma semana atrás, combinara ir jantar com a sua mais-que-tudo e esta o deixara a secar &lt;strong&gt;uma hora&lt;/strong&gt; à sua espera para o encontro. “Mas o pior,” diz o nosso amigo, “foi que ela se &lt;strong&gt;esqueceu&lt;/strong&gt; de mim por causa de &lt;strong&gt;outro gajo&lt;/strong&gt;.” Ora acontece que a dita menina tinha ido almoçar a casa de um amigo seu nessa tarde, a convite dele para “&lt;strong&gt;discutir Arte&lt;/strong&gt;” (manifestações imediatas de cepticismo entre os presentes – “já ouvi chamarem-lhe muita coisa, mas é a primeira vez que ouço essa,” “o que ele quer, sei eu,” &lt;em&gt;etc.&lt;/em&gt;). Pois, ao que parece, a &lt;em&gt;conversa&lt;/em&gt; estava tão boa que ela &lt;strong&gt;deixou passar&lt;/strong&gt; a hora do encontro com o namorado. “&lt;strong&gt;Pôrrrra!&lt;/strong&gt;” atira um dos ouvintes. “Nem sei o que faria no teu lugar! Ou melhor, sei. Fazia uma de &lt;strong&gt;três coisas&lt;/strong&gt;: dava um tiro na própria cabeça, ou dava um tiro na cabeça &lt;strong&gt;dela&lt;/strong&gt;, ou dava um tiro na cabeça &lt;strong&gt;do outro&lt;/strong&gt;! Fora isso, não estou a ver mais alternativas...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o nosso basbaq... quer dizer, &lt;strong&gt;bravo rapaz&lt;/strong&gt;, viu. “Se querem saber, até reagi mais calmamente do que esperava,” diz ele. “Estava todo lixado, claro, e fiz-lho sentir. Mas ela disse que se sentia &lt;strong&gt;tão mal&lt;/strong&gt; com aquilo, e que apenas tinha feito &lt;strong&gt;confusão&lt;/strong&gt; com as horas e isso é compreensível, e que era &lt;strong&gt;impossível&lt;/strong&gt; esquecer-se de mim porque estou &lt;strong&gt;sempre&lt;/strong&gt; na cabeça dela – tanto que, durante a conversa com o outro, pensou inúmeras vezes que gostava de discutir certos aspectos mais tarde &lt;strong&gt;comigo&lt;/strong&gt; –, e que está completamente &lt;strong&gt;apaixonada&lt;/strong&gt; por mim e se sentia &lt;strong&gt;horrivelmente&lt;/strong&gt; por me ter magoado daquela maneira... que eu não pude ficar zangado e achei por bem &lt;strong&gt;acreditar&lt;/strong&gt; nela.” O adepto dos tiros na cabeça mantém-se inflexível: “Eu não teria sido tão &lt;strong&gt;brando&lt;/strong&gt; como tu, pá. Já ouvi tantas desculpas dessas, que estou &lt;strong&gt;imune&lt;/strong&gt; a isso. A gaja ia ter que se esforçar &lt;strong&gt;muito mais&lt;/strong&gt; para eu lhe perdoar essa merda!” Mas o outro discorda: “De que me servia amuar ou ficar zangado com ela? A verdade é que eu &lt;strong&gt;não tenho&lt;/strong&gt; razões para duvidar da sua palavra. Até hoje, &lt;strong&gt;nunca tive&lt;/strong&gt;. E se começasse a duvidar &lt;strong&gt;agora&lt;/strong&gt;, ia duvidar &lt;strong&gt;sempre&lt;/strong&gt;. E eu não quero uma relação assim, portanto...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Seja como for,” aconselha um terceiro, “no teu lugar, eu teria &lt;strong&gt;cuidado&lt;/strong&gt; daqui para a frente. Ela até pode ser &lt;strong&gt;cega&lt;/strong&gt; e não ver que aquilo que o outro quer é ‘discutir Arte’ &lt;strong&gt;corporal&lt;/strong&gt;, mas tu abre-me bem os &lt;strong&gt;teus&lt;/strong&gt; olhos...” Fala alguém que, nem há coisa de uma semana, descobriu que a sua namorada o &lt;strong&gt;encornara&lt;/strong&gt; com outro. Ele perdoou-lhe (ou melhor, &lt;strong&gt;fechou os olhos&lt;/strong&gt;), porque a ama, mas agora não perde oportunidade para espiar as suas mensagens de telemóvel e recorre a todos os seus conhecimentos no campo informático para sondar as conversas da dita menina nos &lt;em&gt;chats online&lt;/em&gt;. Claro que não tem tido descanso (de espírito) desde então e ele próprio já chegou à conclusão que o seu namoro, nestes moldes, está destinado a acabar. Como ele diz: “Gostar só, &lt;strong&gt;não basta&lt;/strong&gt;.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É por isso que, bem vistas as coisas, eu concordo com a visão do tans... quer dizer, do &lt;strong&gt;campeão&lt;/strong&gt; da espera à namorada. Daqui por uns tempos (e, se calhar, nem vai ter que esperar muito, o papalvo), ainda corre o risco de vir a descobrir que a sua preciosa menina anda a “discutir Arte” em casa – e na &lt;strong&gt;cama&lt;/strong&gt; – de qualquer bicho careta que nem sequer sabe distinguir as cores primárias das secundárias. Mas, até lá, é sem dúvida &lt;strong&gt;ele&lt;/strong&gt; (o otário) quem tem a vida amorosa mais &lt;strong&gt;saudável&lt;/strong&gt;. Até pode ser um &lt;strong&gt;corno&lt;/strong&gt;, concedo, mas é um corno &lt;strong&gt;em paz com a sua consciência&lt;/strong&gt;. Não deve nada a ninguém. E não tem &lt;strong&gt;nada&lt;/strong&gt; de que se envergonhar, porque &lt;strong&gt;ninguém&lt;/strong&gt; está livre de ser corno. Mais: &lt;strong&gt;todos&lt;/strong&gt; vestem essa pele pelo menos uma vez na vida. Além disso, há coisas &lt;strong&gt;piores&lt;/strong&gt; do que ser corno. Corno &lt;strong&gt;manso&lt;/strong&gt;, por exemplo, é bem pior – uma coisa é ser corno; outra é &lt;strong&gt;gostar&lt;/strong&gt; de o ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou de opinião que uma relação amorosa sadia deve ser fundada sobre a &lt;strong&gt;confiança&lt;/strong&gt;. Portanto, se um gajo não pode confiar na sua amada, que se livre dela &lt;strong&gt;sumariamente&lt;/strong&gt;. Caso contrário, espera-o uma vida de constante suspeita, ansiedade e angústia. E &lt;strong&gt;quem&lt;/strong&gt; quer isso? Um namoro deve ser fonte de &lt;strong&gt;prazer&lt;/strong&gt;, e não de sofrimento. Só os &lt;strong&gt;masoquistas&lt;/strong&gt; – e as &lt;strong&gt;mulheres&lt;/strong&gt; (estas por motivos diferentes daqueles, entenda-se) – é que têm estômago para aguentar uma relação assim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515981-1757512133678364328?l=ojacareresponde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ojacareresponde.blogspot.com/feeds/1757512133678364328/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515981&amp;postID=1757512133678364328&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515981/posts/default/1757512133678364328'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515981/posts/default/1757512133678364328'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ojacareresponde.blogspot.com/2007/07/confiar-ou-no-confiar-eis-questo.html' title='CONFIAR OU NÃO CONFIAR: EIS A QUESTÃO'/><author><name>Jacaré Voador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05595906511369108375</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/82/355/1600/jacarevoador3.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515981.post-3837030576572268478</id><published>2007-06-27T23:59:00.000+01:00</published><updated>2007-07-28T20:05:57.025+01:00</updated><title type='text'>A GRANDE ZARAGATA</title><content type='html'>Um casal amigo namora há quase &lt;strong&gt;dez anos&lt;/strong&gt;. Não ininterruptamente, claro. Há coisa de dois anos atrás, ela achou que precisava de experimentar outras coisas de vida, decidiu “dar um tempo” e, aproveitando a loucura do Verão, andou a arejar a passareca com um grande &lt;strong&gt;passarão&lt;/strong&gt; que oportunamente deu à costa. Finda a estação &lt;em&gt;caliente&lt;/em&gt;, o Outono trouxe o prenúncio de dias mais frios, o passarão emigrou para outros climas, e a saciada (mas algo desiludida) menina, chegando à conclusão que era preferível o conforto da previsibilidade de uma relação antiga ao desamparo inerente ao estado de solteira e descomprometida, voltou para o seu passarito (para júbilo deste). Enquanto andou cada um para seu lado, porém, fui &lt;strong&gt;eu&lt;/strong&gt; quem serviu de &lt;strong&gt;pronto-socorro emocional&lt;/strong&gt; ao casal desavindo (ah, muitas lágrimas já foram carpidas nestes meus ombros!). Ouvi a versão &lt;strong&gt;dela&lt;/strong&gt;... e ouvi a versão &lt;strong&gt;dele&lt;/strong&gt;. E devo dizer que eram substancialmente &lt;strong&gt;diferentes&lt;/strong&gt;. No entanto, havia &lt;strong&gt;um ponto&lt;/strong&gt; em que, curiosamente, ambas as versões concordavam: em tantos anos de namoro, aqueles dois &lt;strong&gt;nunca&lt;/strong&gt; se tinham zangado &lt;strong&gt;uma única vez&lt;/strong&gt;. O que considero, no mínimo, &lt;strong&gt;insalubre&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Todas&lt;/strong&gt; as relações amorosas tendem &lt;strong&gt;necessariamente&lt;/strong&gt; para o rompimento. É &lt;strong&gt;inevitável&lt;/strong&gt;. Duas pessoas, fruto de diferentes educações, com diferentes idiossincrasias, diferentes modos de encarar a vida, diferentes hábitos, sonhos, impulsos, desejos, medos e inseguranças – é apenas &lt;strong&gt;natural&lt;/strong&gt; que todas essas divergências provoquem &lt;strong&gt;atritos&lt;/strong&gt;, e que esses atritos, por acumulação, conduzam ao &lt;strong&gt;conflito&lt;/strong&gt;, fruto do desentendimento entre o casal. E é &lt;strong&gt;aqui&lt;/strong&gt; que reside a grande diferença entre as &lt;strong&gt;relações saudáveis&lt;/strong&gt; e aquelas que &lt;strong&gt;nem por isso&lt;/strong&gt;: os casais saudáveis sabem resolver os desentendimentos, pela &lt;strong&gt;comunicação&lt;/strong&gt;. Contudo, &lt;strong&gt;nenhuma&lt;/strong&gt; relação está livre do conflito. Este não deve, no entanto, ser encarado apenas como uma manifestação negativa de sentimentos negros e consequências nefastas. O conflito é, antes de tudo, um &lt;strong&gt;alerta&lt;/strong&gt; de que algo não vai bem na relação em causa. Logo, deve ser visto como uma &lt;strong&gt;oportunidade&lt;/strong&gt; para rectificar aquilo que não está a funcionar correctamente. É frequente dois amantes sentirem-se &lt;strong&gt;mais próximos&lt;/strong&gt; após uma zanga (e subsequente reconciliação) – sentem-se assim porque se &lt;strong&gt;compreendem&lt;/strong&gt; melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, eu torço o nariz quando me falam de uma relação em que os amantes nunca discutem. A menos que se compreendam mutuamente até ao mais ínfimo pormenor desde o início, coisa que considero, de todo, &lt;strong&gt;impossível&lt;/strong&gt;, uma relação sem conflito só pode ser uma relação &lt;strong&gt;doente&lt;/strong&gt;: uma relação onde simplesmente não existe amor ou uma relação em que um dos lados cede sempre à vontade do outro (que, segundo as más línguas, consiste precisamente no caso que referi a início – e não é preciso ser nenhum génio para se perceber que é &lt;strong&gt;ela&lt;/strong&gt; quem manda ali).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conflito é até, para muitos casais, a &lt;strong&gt;única coisa&lt;/strong&gt; que mantém a relação activa e a funcionar. Não fossem as constantes querelas e essas relações estariam fadadas a desvanecer-se placidamente na apatia de uma absoluta falta de sentimento e emoção. Paradoxal? Nem pensar. Essas relações &lt;strong&gt;precisam&lt;/strong&gt; da discórdia para manter a energia amorosa a &lt;strong&gt;fluir&lt;/strong&gt; constantemente. Porque ao desentendimento e à zanga segue-se sempre o entendimento e a reconciliação e não há nada mais doce numa relação do que fazer as pazes e &lt;strong&gt;renovar os votos amorosos&lt;/strong&gt;. Com &lt;strong&gt;sexo do bom&lt;/strong&gt;, claro. Obviamente, uma relação que precise de recorrer persistentemente a esse artifício para obter a auto-validação que, de outro modo, não conseguiria manter, é também uma relação &lt;strong&gt;doente&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, não podemos ignorar os &lt;strong&gt;benefícios&lt;/strong&gt; que uma boa zanga ocasional produz numa relação amorosa. A discórdia faz disparar o coração e correr mais rapidamente o sangue. Faz as pessoas gritar e suar. Liberta &lt;strong&gt;energia&lt;/strong&gt;. Energia suficiente para reactivar uma relação em estagnação, do mesmo modo que uma &lt;strong&gt;descarga eléctrica&lt;/strong&gt; reanima um &lt;strong&gt;coração moribundo&lt;/strong&gt;. Na minha opinião, o que o meu amigo passarito precisava era de mandar uns &lt;strong&gt;berros furibundos&lt;/strong&gt; à passareca. E depois, mandava-lhe uma &lt;strong&gt;furibunda queca&lt;/strong&gt;. Ela havia de gostar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515981-3837030576572268478?l=ojacareresponde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ojacareresponde.blogspot.com/feeds/3837030576572268478/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515981&amp;postID=3837030576572268478&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515981/posts/default/3837030576572268478'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515981/posts/default/3837030576572268478'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ojacareresponde.blogspot.com/2007/06/grande-zaragata.html' title='A GRANDE ZARAGATA'/><author><name>Jacaré Voador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05595906511369108375</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/82/355/1600/jacarevoador3.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515981.post-8375631355952171555</id><published>2007-05-21T23:49:00.000+01:00</published><updated>2007-07-28T19:56:42.221+01:00</updated><title type='text'>AS BELAS E O MONSTRO</title><content type='html'>“Devo confessar que a minha ideia sobre ti se tem alterado,” diz-me uma das minhas mais recentes amigas. “Pareces ser &lt;strong&gt;algo mais&lt;/strong&gt; que um rapaz &lt;strong&gt;convencido, arrogante e mulherengo&lt;/strong&gt;! (Desculpa o repto, mas não deixa de ser a verdade sobre as primeiras impressões!)” Eu rio-me. Cada vez mais, parece ser essa a &lt;strong&gt;primeira impressão&lt;/strong&gt; que a minha pessoa causa no género feminino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não me incomoda nada que assim seja. É a &lt;strong&gt;verdade&lt;/strong&gt;. Eu &lt;strong&gt;sou&lt;/strong&gt; um mulherengo convencido e arrogante. Mulherengo porque tenho uma &lt;strong&gt;adoração&lt;/strong&gt; imensa pelo género feminino Convencido porque tenho uma &lt;strong&gt;excelente&lt;/strong&gt; imagem da minha pessoa. E arrogante porque não tenho o mínimo pudor em o afirmar. Também já fui chamado de “&lt;strong&gt;conquistador&lt;/strong&gt;” e “&lt;strong&gt;engatatão&lt;/strong&gt;,” e considerado “um &lt;strong&gt;sedutor&lt;/strong&gt; [que vem] apurando cuidadosamente esta arte.” Há quem seja de opinião que me hei-de tornar “um &lt;strong&gt;quarentão galante e charmoso&lt;/strong&gt; com todas as mulheres aos pés.” Muitas acham-me “&lt;strong&gt;perigoso&lt;/strong&gt;,” mas concordam que eu sei sempre o que responder a uma senhora e são unânimes em considerar-me “muito &lt;strong&gt;envolvente&lt;/strong&gt;.” Porém, elas sabem bem que o sedutor é, por definição, um &lt;strong&gt;narcisista&lt;/strong&gt; cheio de &lt;strong&gt;manhas&lt;/strong&gt; que desenvolveu apenas um &lt;em&gt;modus operandi&lt;/em&gt;, um &lt;strong&gt;método de engate&lt;/strong&gt; altamente pragmático, frio e calculista (apesar de relativamente primitivo), que aplica indiscriminadamente a &lt;strong&gt;todo e qualquer&lt;/strong&gt; rabo de saia que se lhe atravesse no caminho. E, tendo em conta que qualquer mulher &lt;strong&gt;detesta&lt;/strong&gt; ser encarada como &lt;em&gt;apenas mais uma&lt;/em&gt;, não é raro receber delas uma certa &lt;strong&gt;resistência&lt;/strong&gt; para com as minhas investidas (apesar de gostarem do &lt;em&gt;flirt&lt;/em&gt;, as malandras).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em mais que uma ocasião, já aconteceu, por exemplo, uma rapariga recusar-se terminantemente a dançar comigo, a despeito dos meus insistentes convites. Eu sei o que se passa naquela cabecita: “Este tipo deve julgar-se muito bom, com o seu sorrisinho maroto e a conversa doce. Mas ele que não pense que &lt;strong&gt;me&lt;/strong&gt; seduz como faz com as outras. É só chegar, dançar e &lt;strong&gt;papar&lt;/strong&gt;, não? Isso queria ele! Deve fazer isso com &lt;strong&gt;todas&lt;/strong&gt;! Mas, &lt;strong&gt;comigo&lt;/strong&gt;, vai ter que se esforçar! &lt;strong&gt;Muito!&lt;/strong&gt;” Não significa isto que a menina não tenha vontade de se deixar conduzir por mim num ritmo &lt;em&gt;caliente&lt;/em&gt;. Pelo contrário. Eu sei bem que a resistência que ela opõe não é tanto dirigida a &lt;strong&gt;mim&lt;/strong&gt;, mas sim a &lt;strong&gt;ela própria&lt;/strong&gt;, por ter medo de se estar a deixar envolver por mim mais depressa e profundamente do que gostaria de admitir a si mesma. Se contraria os próprios desejos, fá-lo apenas para assim se demarcar do resto da &lt;strong&gt;carneirada&lt;/strong&gt; (as &lt;em&gt;outras&lt;/em&gt;, que aceitam embevecidas os meus convites para dançar).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, orgulho vão! Ironicamente, até são as gajas que têm a mania que são diferentes da carneirada as que caem mais facilmente na teia do sedutor. Porquê? Porque apenas o simples facto de me considerarem um mulherengo arrogante e convencido já contribui a &lt;strong&gt;meu&lt;/strong&gt; favor. É que, a par dessa conotação negativa, a primeira impressão a meu respeito também revela, por outro lado, que sou um tipo simpático e inteligente. Bem disposto e divertido. Galante e atencioso. Numa palavra, &lt;strong&gt;atraente&lt;/strong&gt;. Atraente o suficiente para deixar qualquer rapariga com vontade de obter uma &lt;strong&gt;segunda&lt;/strong&gt; impressão. E, nesse sentido, projectar uma primeira impressão &lt;strong&gt;contraditória&lt;/strong&gt; a meu respeito ajuda muito. Porque, obviamente, isso atiça a &lt;strong&gt;curiosidade&lt;/strong&gt; de uma mulher. Deixa-a com sede de saber qual dos meus lados é o &lt;strong&gt;predominante&lt;/strong&gt; – se o mulherengo arrogante, se o gajo porreiro e atencioso. E é infinitamente mais saboroso provocar essa &lt;strong&gt;dúvida&lt;/strong&gt; do que dar uma primeira impressão &lt;strong&gt;inequivocamente&lt;/strong&gt; positiva (ou negativa). Porque a certeza &lt;strong&gt;não levanta questões&lt;/strong&gt;. É assunto resolvido, pacífico. &lt;strong&gt;Sem sal.&lt;/strong&gt; E, logo, não suscita interesse. Vai para a prateleira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posto isto, &lt;strong&gt;sim&lt;/strong&gt;, sou um mulherengo arrogante e convencido. E, como tal, &lt;strong&gt;sim&lt;/strong&gt;, uso a mesma cartilha de engate para toda e qualquer mulher. Com &lt;strong&gt;enorme sucesso&lt;/strong&gt;, aliás. Afinal, não há mulher que não goste de ser seduzida por um homem garboso, inteligente, bem-humorado e atencioso e não há nada mais excitante – e gratificante – para ela do que encontrar esse &lt;strong&gt;Príncipe Encantado&lt;/strong&gt; dentro da armadura do &lt;strong&gt;Cavaleiro Negro&lt;/strong&gt;. É o que eu chamo de efeito “&lt;strong&gt;Belo Monstro&lt;/strong&gt;.”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515981-8375631355952171555?l=ojacareresponde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ojacareresponde.blogspot.com/feeds/8375631355952171555/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515981&amp;postID=8375631355952171555&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515981/posts/default/8375631355952171555'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515981/posts/default/8375631355952171555'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ojacareresponde.blogspot.com/2007/05/as-belas-e-o-monstro.html' title='AS BELAS E O MONSTRO'/><author><name>Jacaré Voador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05595906511369108375</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/82/355/1600/jacarevoador3.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515981.post-6837935692145916084</id><published>2007-04-14T17:48:00.000+01:00</published><updated>2007-08-14T11:54:43.807+01:00</updated><title type='text'>PARA BOM OBSERVADOR...</title><content type='html'>“&lt;em&gt;Mestre Jacaré, qual a melhor maneira de um homem descobrir se a mulher que lhe interessa está comprometida SEM lhe perguntar directamente, para não dar bandeira e revelar o lance?&lt;/em&gt;”&lt;br /&gt;Leitor anónimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer mulher sabe bem que a generalidade dos homens só se aproxima dela com o objectivo de lhe &lt;strong&gt;saltar para a cueca&lt;/strong&gt;. Elas não são parvas. Mas, caramba, o &lt;strong&gt;mínimo&lt;/strong&gt; que uma gaja espera de qualquer gajo é que, ao menos, a saiba &lt;strong&gt;enganar&lt;/strong&gt; com alguma arte! O cretino que, ainda antes de lhe ter fixado o nome, já está a querer saber se a moçoila tem namorado, além de revelar gratuita e prematuramente o jogo todo, também manifesta tacitamente que não pretende gastar o seu precioso tempo com a miúda caso ela não esteja disponível para lhe chupar a ponta do piço. Ora, na cabeça dela, isso significa que, privado da possibilidade de obter sexo, o reles tipo não considera que a menina em causa tenha suficientes outras qualidades &lt;strong&gt;como pessoa&lt;/strong&gt; que o levem sequer a querer conhecê-la como &lt;strong&gt;amiga&lt;/strong&gt;. E isto, para ela, diz tudo acerca desse tanso – é sarjeta com ele. Claro que há quem se possa dar ao luxo de cometer asneiradas destas. Ao gajo &lt;strong&gt;lindinho&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;bonzão&lt;/strong&gt; e/ou &lt;strong&gt;rico&lt;/strong&gt;, elas até são capazes de &lt;strong&gt;perdoar&lt;/strong&gt; esta e esperar para ver. Enfim, ele há certas qualidades que falam mais alto (e parvo é o homem que disso não tira partido). Contudo, para o gajo comum, não especialmente favorecido pela Natureza e/ou pela Providência, cair neste erro pode ser &lt;strong&gt;fatal&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas vamos ao que interessa. A maneira mais simples de averiguar acerca da disponibilidade emocional (e, por conseguinte, &lt;strong&gt;sexual&lt;/strong&gt;) de qualquer menina é deixá-la palrar &lt;strong&gt;à vontade&lt;/strong&gt;. Mulher que &lt;strong&gt;nunca&lt;/strong&gt; faz a mínima referência a namorado nas suas conversas habituais é sinal que &lt;strong&gt;não o tem&lt;/strong&gt;. Ou então &lt;strong&gt;não gosta&lt;/strong&gt; do namorado que tem. O que, &lt;strong&gt;para si&lt;/strong&gt;, vem a dar no mesmo, porque significa luz verde. Pense nisto: qualquer mulher que tenha uma relação amorosa minimamente saudável e que ame o seu namorado acaba &lt;strong&gt;sempre&lt;/strong&gt; por referi-lo nas suas conversas. É inevitável – e natural –, já que o tipo partilha grande parte da sua vida. Porém, se ela o mantiver às escuras, pergunte-lhe então &lt;strong&gt;subtilmente&lt;/strong&gt;, aproveitando as oportunidades que ela lhe der – “Então foste passar o fim-de-semana prolongado a &lt;strong&gt;Barcelona&lt;/strong&gt;! Que fixe! Foste com a &lt;strong&gt;família&lt;/strong&gt; ou &lt;strong&gt;amigos&lt;/strong&gt;?” E, caso as respostas dela persistam em mostrar-se nebulosas, não tenha medo de jogar pesado: “E o teu namorado não se incomoda que vás passar um fim-de-semana a Barcelona sem ele?” As gajas não são parvas e é &lt;strong&gt;óbvio&lt;/strong&gt; que ela vai perceber claramente a &lt;strong&gt;intenção&lt;/strong&gt; por trás da sua conversa, mas também vai saber apreciar e valorizar a &lt;strong&gt;criatividade&lt;/strong&gt; no modo como você deu a volta ao texto. Se ela for daquelas &lt;strong&gt;espertalhonas&lt;/strong&gt; (e não o são todas?), há-de perguntar-lhe “Mas quem te disse a ti que eu tenho namorado?” Nessa altura, o meu amigo só tem que puxar do seu trunfo: a &lt;strong&gt;lisonja&lt;/strong&gt; – “Nem me passa pela cabeça assumir que uma mulher interessante como tu &lt;strong&gt;não tenha&lt;/strong&gt; namorado. Os homens são cegos, sim, mas &lt;strong&gt;não tanto&lt;/strong&gt;.” &lt;em&gt;Et voilà.&lt;/em&gt; Se ela não aproveitar esta magistral oportunidade para abrir o jogo, então atire-se de cabeça, porque, tenha dono ou não, a malandra está a gostar do seu paleio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por último, preste atenção à disponibilidade de &lt;strong&gt;tempo&lt;/strong&gt; dela. Se ela se mostrar sempre disponível para sair consigo, isso só pode significar que é uma &lt;strong&gt;rapariga livre&lt;/strong&gt;. Ou então, que o namorado dela a anda a &lt;strong&gt;negligenciar&lt;/strong&gt;, o que também acontece muito por aí. Seja como for, &lt;strong&gt;luz verde&lt;/strong&gt; para si. Pelo contrário, se ela recusar os seus convites e, acima de tudo, &lt;strong&gt;omitir a razão da recusa&lt;/strong&gt;, o mais certo é haver outro cão no lance. Marido ou namorado ou ex ou pretendente. Acautele-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seja como for, e para terminar, fique a saber que o &lt;strong&gt;sedutor sazonado&lt;/strong&gt; não precisa de nada disto. Ele limita-se a agir sempre como se a mulher em alvo fosse &lt;strong&gt;livre e desimpedida&lt;/strong&gt;, pois sabe que é essa atitude que lhe trará maior sucesso (porque, mesmo se comprometida, ser tratada como se fosse livre pode despertar nela certos &lt;strong&gt;impulsos adormecidos&lt;/strong&gt;). Além disso, o namorado (a existir) é &lt;strong&gt;dela&lt;/strong&gt;, portanto, cabe-lhe a &lt;strong&gt;ela&lt;/strong&gt; preocupar-se com ele.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515981-6837935692145916084?l=ojacareresponde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ojacareresponde.blogspot.com/feeds/6837935692145916084/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515981&amp;postID=6837935692145916084&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515981/posts/default/6837935692145916084'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515981/posts/default/6837935692145916084'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ojacareresponde.blogspot.com/2007/04/para-bom-observador.html' title='PARA BOM OBSERVADOR...'/><author><name>Jacaré Voador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05595906511369108375</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/82/355/1600/jacarevoador3.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515981.post-2547705086365000739</id><published>2007-03-29T21:42:00.000+01:00</published><updated>2007-07-28T20:56:40.738+01:00</updated><title type='text'>A PROBABILIDADE DO AMOR</title><content type='html'>“&lt;em&gt;Porque nos apaixonamos pelas pessoas erradas?&lt;/em&gt;”&lt;br /&gt;Leitora anónima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro, porque somos &lt;strong&gt;fracos&lt;/strong&gt;. E temos uma fobia irracional à solidão. Segundo, porque somos &lt;strong&gt;carentes&lt;/strong&gt;. E &lt;strong&gt;precisamos&lt;/strong&gt; ardentemente de ser amados. Terceiro, porque somos &lt;strong&gt;estúpidos&lt;/strong&gt;. E nos iludimos acerca daqueles que desejamos (ou &lt;strong&gt;julgamos&lt;/strong&gt; desejar). E, quarto, porque somos &lt;strong&gt;inseguros&lt;/strong&gt;. E não acreditamos sequer ser &lt;strong&gt;dignos&lt;/strong&gt; de ser felizes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seja como for, não é caso para se deixar abater! Saiba que, ainda que fossemos corajosos e auto-suficientes, sensatos e confiantes, era &lt;strong&gt;certo&lt;/strong&gt; que continuaríamos a envolver-nos com as pessoas erradas. E sabe porquê? Porque as &lt;strong&gt;probabilidades&lt;/strong&gt; estão contra nós. E &lt;strong&gt;tudo&lt;/strong&gt; se resume a isso, cara amiga. Quer ver? Façamos as contas. Vamos assumir que você procura um &lt;strong&gt;homem&lt;/strong&gt; como parceiro amoroso. Ora o que não faltam para aí são homens, encontrar &lt;strong&gt;um&lt;/strong&gt; é fácil. (Probabilidades muito elevadas.) Porém, calculo que não lhe interesse um homem &lt;strong&gt;qualquer&lt;/strong&gt;. Talvez prefira alguém dentro da sua faixa etária, mais coisa, menos coisa. (As probabilidades estreitam bastante, mas continuam altas.) Contudo, você pretende ainda que ele seja simpático e educado. (Reduz as hipóteses.) E, já agora, bem parecido. (Menos chances.) E inteligente. (Isto vai bem...) Bom na cama. (Ai ai...) Sensível. Atencioso. Compreensivo. (Diminui, encurta, encolhe.) Bem disposto. Bom ouvinte. (Não acha que está a pedir demais?) Romântico e atencioso. Tem de gostar de crianças. Ter um bom emprego. (Eu cá já deixei de contar...) Não ser ciumento – ou talvez só um bocadinho. Cheirar bem. Oferecer-se de vez em quando para cozinhar e/ou lavar a louça. E ainda ______________________________________ (acrescente aqui &lt;strong&gt;todas&lt;/strong&gt; as outras qualidades que deseja num parceiro amoroso. O espaço é curto, eu sei, mas sinta-se à vontade para me &lt;a href=mailto:jacarevoador@gmail.com title="Cartas de Amor, Escárnio e Maldizer"&gt;enviar um &lt;em&gt;e-mail&lt;/em&gt;&lt;/a&gt; com o que não couber no sublinhado. Tenha apenas em atenção que a capacidade da minha caixa de correio electrónico é de somente &lt;strong&gt;2.8 Gb&lt;/strong&gt; – &lt;em&gt;and counting&lt;/em&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como pode perceber por este simples exercício, à medida que &lt;strong&gt;aumentam&lt;/strong&gt; a quantidade e a qualidade (em termos de especificidade) de características que procura naquele a quem desejaria consagrar o seu anelante coração, &lt;strong&gt;diminuem&lt;/strong&gt;, por seu turno, as probabilidades de encontrar essa ave rara, na proporcionalidade inversa. Além disso, não bastasse a situação ser já frustrante o suficiente, falta ainda introduzir um último elemento, o mais importante de todos: o &lt;strong&gt;sentimento&lt;/strong&gt; que é &lt;strong&gt;imprescindível&lt;/strong&gt; a criatura nutrir por si para que uma relação amorosa entre os dois seja possível. Sim, porque o homem certo &lt;strong&gt;sem&lt;/strong&gt; o sentimento certo é como um Ferrari sem gasolina: não corre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conclusão: a Matemática é &lt;strong&gt;cruel&lt;/strong&gt;. Ela mostra-nos que as chances de nos apaixonarmos pela pessoa certa são tão elevadas quanto apanhar um floco de neve com a língua no deserto do Saara. Simplesmente porque é &lt;strong&gt;impossível&lt;/strong&gt; encontrar a pessoa certa. E é especialmente impossível com tantas pessoas &lt;strong&gt;erradas&lt;/strong&gt; a empatar-nos a busca. Mas não haverá então solução para o problema?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que há: livre-se da ideia absurda de que existe uma “pessoa certa” à sua espera e &lt;strong&gt;corte nas exigências&lt;/strong&gt;. Quanto menos exigências, mais probabilidades. Por exemplo, quem lhe diz que só um &lt;strong&gt;homem&lt;/strong&gt; a pode fazer feliz? A bissexualidade duplica as chances... Mas se essa opção não a tenta, então corte nas exigências &lt;strong&gt;menores&lt;/strong&gt; e aferre-se ao &lt;strong&gt;essencial&lt;/strong&gt;. Se tiver que escolher, prefira o homem sincero que cheira mal da boca ao belo egoísta perfumado – é que o mau hálito resolve-se facilmente com algumas &lt;strong&gt;pastilhas&lt;/strong&gt;, ao passo que o egoísmo nem com &lt;strong&gt;terapia de choque&lt;/strong&gt; lá vai. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saiba, cara amiga, que a “pessoa certa” é o &lt;strong&gt;maior mito&lt;/strong&gt; da Ideologia Amorosa. A questão mais pertinente no campo amoroso &lt;strong&gt;não é&lt;/strong&gt; encontrar a pessoa certa. É encontrar a &lt;strong&gt;menos errada&lt;/strong&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515981-2547705086365000739?l=ojacareresponde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ojacareresponde.blogspot.com/feeds/2547705086365000739/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515981&amp;postID=2547705086365000739&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515981/posts/default/2547705086365000739'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515981/posts/default/2547705086365000739'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ojacareresponde.blogspot.com/2007/03/probabilidade-do-amor.html' title='A PROBABILIDADE DO AMOR'/><author><name>Jacaré Voador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05595906511369108375</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/82/355/1600/jacarevoador3.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515981.post-9174284074129912075</id><published>2007-02-18T19:33:00.000Z</published><updated>2007-07-28T19:41:59.475+01:00</updated><title type='text'>A MALA DO SPORT BILLY</title><content type='html'>O &lt;strong&gt;Dr. Jacaré Voador&lt;/strong&gt; apresenta seguidamente o resultado da autópsia realizada a uma &lt;strong&gt;mala de mão de senhora&lt;/strong&gt; (com alças ajustáveis e fecho central). Esta operação vem finalmente lançar alguma luz sobre o mistério que constitui para o género masculino o conteúdo do indispensável acessório feminino. Os resultados são os que seguem:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Carteira:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;De tamanho grande ou muito grande e com mais bolsos e compartimentos que um colete de pescador, contendo todo o tipo possível e imaginário de cartões bancários, cartões de visita, talões de MultiBanco, facturas e recibos variados, fotografias dos entes queridos e dinheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PDA ou Agenda Pessoal ou Caderno de Notas:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Carregada de &lt;em&gt;post-its&lt;/em&gt; ou pequenos memorandos, para nunca esquecer os seus compromissos, além de datas de aniversário de familiares, amigos e conhecidos, incluindo o casamento da prima da tia do cunhado do genro da avozinha, marcado para 7 de Maio de 2018 – e cuja prenda é cada vez mais &lt;strong&gt;urgente&lt;/strong&gt; comprar (que, só de pensar nisso, ela já começa a ficar com os nervos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Telemóvel (ou Telemóveis):&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Porque, na Era da Comunicação, é imprescindível andar sempre comunicável. E quanto mais comunicável a maior número de redes, melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Leitor de MP3 e Auscultadores:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Apenas caso o próprio telemóvel não possua a capacidade de reprodução de música. Contém todos os sucessos &lt;em&gt;kitsch&lt;/em&gt; dos anos 80. Ou todos os sucessos de cantoras latinas pop. Ou ambos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Molho de Chaves:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Normalmente pendente da cabeça de um bonequito de pelúcia, tão fofinho quanto sujinho, que faz as vezes de porta-chaves.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Artigos de Maquilhagem e afins:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Inclui batom, base, &lt;em&gt;eyeliner&lt;/em&gt;, creme hidratante, escova e/ou ganchos para o cabelo, tesoura de unhas, lima, etc. Mulher que se preze anda sempre apresentável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pensos Higiénicos ou Tampões:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Porque a menstruação é certa mas, por vezes, também atrasa (os homens que o digam...). E nenhuma mulher gosta de ser apanhada desprevenida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Par extra de Cuequinhas Lavadas:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Nunca se sabe. Mais vale ter e não precisar, do que precisar e não ter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Preservativos:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O mesmo princípio das cuequinhas lavadas. Mulher prevenida vale por duas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Lenços de Papel:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Para assoar o nariz. E outras mil e uma utilizações criativas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Garrafa de Água:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;De plástico, com a capacidade de 33 cl ou 0,5 l. Para beber em pequeninos goles ao longo do extenuante dia de trabalho. Funciona frequentemente em associação com comprimidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Comprimidos:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Para prevenir ou combater todas as doenças possíveis e imaginárias (especialmente estas) de que as mulheres padecem, incluindo cefaleias, enxaquecas, dores menstruais, desarranjos gástricos, febres, ressacas, constipações, obstipação, ansiedade e &lt;em&gt;stress&lt;/em&gt;. Só não têm para a &lt;strong&gt;hipocondria&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Guarda-chuva:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Modelo desdobrável (e &lt;strong&gt;descartável&lt;/strong&gt;, tal é a fragilidade do produto). Em cores variadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Vício:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Varia consoante a proprietária da bolsa. Pode ser um maço de cigarros (com isqueiro incluído). Ou um pacote de pastilhas elásticas. Ou um &lt;strong&gt;vibrador&lt;/strong&gt; de 3 velocidades (devagar, rápido e turbo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Outros Objectos Avulso:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Caneta Esferográfica – para escrever com uma das pontas e roer com os dentes a outra.&lt;br /&gt;Revista ou Livro – variando desde a clássica revista cor-de-rosa para aquelas a quem pensar &lt;strong&gt;dói&lt;/strong&gt; (obviamente não no sentido da “&lt;strong&gt;dor de pensar&lt;/strong&gt;” de Pessoa, nem de longe) e o romance da estação para a leitora mais exigente.&lt;br /&gt;Catálogos Sortidos – a compra define a mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;E, por vezes, também:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Carteira e Telemóvel (ou Telemóveis) do amado – porque andar com este volume no bolso de trás magoa o cu do rapaz e deforma-lhe as calças (ou vice-versa) e, além disso, a pobre mala já vai tão olimpicamente carregada que, mais quilo, menos quilo, ela nem nota a diferença.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515981-9174284074129912075?l=ojacareresponde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ojacareresponde.blogspot.com/feeds/9174284074129912075/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515981&amp;postID=9174284074129912075&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515981/posts/default/9174284074129912075'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515981/posts/default/9174284074129912075'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ojacareresponde.blogspot.com/2007/03/mala-do-sport-billy.html' title='A MALA DO SPORT BILLY'/><author><name>Jacaré Voador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05595906511369108375</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/82/355/1600/jacarevoador3.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515981.post-572391545657543079</id><published>2006-12-12T19:43:00.000Z</published><updated>2007-03-06T13:49:36.129Z</updated><title type='text'>O AUTO-HERÓI, PARTE II</title><content type='html'>Como prometido, revelo agora os passos finais do “&lt;strong&gt;Método do Jacaré Voador para Cultivar o Amor-próprio, em apenas 3 passos &lt;/strong&gt;(agora com Ginkgo Biloba, L-Carnitina e tecnologia 3G!).”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.º Passo – Liberte-se do Seu Medo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Tornar-se no seu próprio herói (&lt;strong&gt;1.º Passo&lt;/strong&gt; deste “Método do Jacaré Voador”) não passa apenas por cultivar em si mesmo as qualidades (físicas e psicológicas) que o tornarão grandioso e nobre aos seus olhos. Um herói digno desse nome deve aprender a &lt;strong&gt;conquistar o seu medo&lt;/strong&gt;. Não falo do variado leque de &lt;strong&gt;fobias&lt;/strong&gt; de que uma pessoa pode sofrer. Refiro-me ao &lt;strong&gt;maior medo&lt;/strong&gt; do ser humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já aqui afirmei antes que o homem, como &lt;strong&gt;animal social&lt;/strong&gt; que é, gosta de viver em grupo. Todos nós sentimos a necessidade de afecto e calor humanos. Por esse motivo, todos temos um cagaço medonho da &lt;strong&gt;solidão&lt;/strong&gt;, como consequência da &lt;strong&gt;rejeição&lt;/strong&gt;. Assim, o &lt;strong&gt;maior medo&lt;/strong&gt; do ser humano enquanto indivíduo é regressar a uma casa fria e vazia após o dia de trabalho e acabar por morrer só, rejeitado e esquecido pelos seus semelhantes. Este pavor é de tal ordem que chega a tornar-se &lt;strong&gt;irracional&lt;/strong&gt; (especialmente em mulheres que chegam aos 30 anos com fracas perspectivas de casar e procriar). Mas, enquanto uns lidam com o horror à solidão procurando companhia constante, outros preferem isolar-se de livre vontade (pois é impossível perder o amor que não se tem).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual é a carapuça que melhor lhe serve? É chegada a hora de encarar e &lt;strong&gt;libertar-se do seu medo&lt;/strong&gt;. Mas não o faça só porque eu o estou a dizer! Faça-o porque só desse modo ganhará o respeito e admiração que quer ter por si mesmo. Por isso, se pertence ao grupo dos &lt;strong&gt;ermitões&lt;/strong&gt;, deixe de se armar em misantropo e saia da concha. Dedique-se a todo o tipo de &lt;strong&gt;actividades em grupo&lt;/strong&gt; do seu gosto, e conheça pessoas que partilhem os seus interesses (a este respeito, nunca me canso de aconselhar as &lt;strong&gt;Danças de Salão&lt;/strong&gt; – fazem bem ao corpo e à mente e conhecem-se gajas em barda!). Por outro lado, caso pertença ao grupo dos que se afundam em depressão quando lhes falta companhia para sair ao Sábado à noite, saiba que a solidão também tem as suas &lt;strong&gt;vantagens&lt;/strong&gt;. Repare que é a &lt;strong&gt;única&lt;/strong&gt; posição em que um gajo tem &lt;strong&gt;liberdade total&lt;/strong&gt; para fazer aquilo que bem entende, sempre que o entende, e sem precisar de aturar ou dar satisfações seja a quem for. Por isso, aproveite-a ao máximo. Em vez de ficar em casa ao desamparo, vá àquela sessão de cinema que não consegue convencer ninguém para ir ver. Vá ao teatro ou leve-se a jantar a um bom restaurante. Não deixe de viver a vida só porque não tem quem o acompanhe. Ou não acha a sua própria companhia &lt;strong&gt;mais que suficiente e merecedora&lt;/strong&gt;? (Se é esse o caso, volte ao &lt;strong&gt;1.º Passo&lt;/strong&gt;.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.º Passo – Insista Sempre&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Interiorize e repita os passos anteriores, mantendo sempre presente outra famosa elocução do augusto &lt;strong&gt;Marco Aurélio&lt;/strong&gt;: “Que me seja concedida a firmeza para aceitar o que não posso mudar e a coragem para mudar o que posso, mas também a sabedoria para distinguir entre ambos.” Cultivar o amor-próprio é tarefa morosa, que requer &lt;strong&gt;anos&lt;/strong&gt; de trabalho contínuo. São precisas muitas &lt;strong&gt;provas&lt;/strong&gt; para convencer o crítico mais exigente do mundo! Por isso, seja perseverante e coerente nas suas acções e, um belo dia, é inevitável atingir o almejado &lt;strong&gt;estado superior&lt;/strong&gt;. Nessa altura, ao olhar para trás, aperceber-se-á do &lt;strong&gt;looooongo caminho&lt;/strong&gt; que percorreu. E da &lt;strong&gt;nova pessoa&lt;/strong&gt; em que se tornou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa sua nova condição, sentir-se-á tal e qual o &lt;strong&gt;Neo&lt;/strong&gt; no final do filme “&lt;strong&gt;The Matrix&lt;/strong&gt;,” ao atingir o estado de iluminação que lhe permite ver a &lt;strong&gt;realidade&lt;/strong&gt; do código para além da &lt;strong&gt;fachada&lt;/strong&gt; daquela existência forjada. As pessoas à sua volta tornar-se-ão &lt;strong&gt;transparentes&lt;/strong&gt;. A sua felicidade não mais dependerá dos que o rodeiam, mas sim de &lt;strong&gt;si próprio&lt;/strong&gt;. Você será &lt;strong&gt;auto-suficiente&lt;/strong&gt;. Porém, aviso-o já que, ao atingir esse estado superior, deixará de ter paciência para aturar namoradas inseguras (ou seja, &lt;strong&gt;todas&lt;/strong&gt;). E, assim, está mesmo fadado a terminar os seus dias &lt;strong&gt;sozinho&lt;/strong&gt;. Irónico, não?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515981-572391545657543079?l=ojacareresponde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ojacareresponde.blogspot.com/feeds/572391545657543079/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515981&amp;postID=572391545657543079&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515981/posts/default/572391545657543079'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515981/posts/default/572391545657543079'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ojacareresponde.blogspot.com/2006/12/o-auto-heri-parte-ii.html' title='O AUTO-HERÓI, PARTE II'/><author><name>Jacaré Voador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05595906511369108375</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/82/355/1600/jacarevoador3.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515981.post-3584380276839454992</id><published>2006-11-24T19:07:00.000Z</published><updated>2007-03-06T13:45:27.456Z</updated><title type='text'>O AUTO-HERÓI, PARTE I</title><content type='html'>“&lt;em&gt;Sr. Jacaré Voador, pode um homem sem auto-estima aumentar a sua auto-confiança ou está condenado a viver em insegurança para o resto da vida?&lt;/em&gt;”&lt;br /&gt;Leitor identificado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Excelente pergunta, meu caro amigo! Saiba que em todo o vasto capítulo das relações humanas – interpessoais e intrapessoais –, &lt;strong&gt;nenhuma&lt;/strong&gt; questão é tão pertinente quanto esta. De facto, &lt;strong&gt;todos&lt;/strong&gt; os problemas afectivo-emocionais do ser humano enquanto indivíduo radicam na auto-estima (ou falta dela), o que torna esta a grande questão a que é &lt;strong&gt;imperativo&lt;/strong&gt; dar resposta, já que todas as outras se desvelam a partir daqui. Permita-me então que revele o “&lt;strong&gt;Método do Jacaré Voador para Cultivar o Amor-próprio, em apenas 3 passos &lt;/strong&gt;(agora com Omega-3, L. Casei Imunitass® e Aloe Vera!).”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.º Passo – Seja o Seu Próprio Herói&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A falta de amor-próprio – ou auto-estima – é geralmente encarada pela sociedade como um mal lamentável e vergonhoso de que sofrem as &lt;strong&gt;pessoas fracas&lt;/strong&gt; (ou &lt;strong&gt;doentes&lt;/strong&gt;). Ademais, não gostar de si mesmo é tido como &lt;strong&gt;contra-natura&lt;/strong&gt;, pois é um atentado contra a própria essência que, no seu paroxismo, pode levar ao &lt;strong&gt;suicídio&lt;/strong&gt;. A realidade, porém, é que o mundo não produz lá muita gente saudável e equilibrada, por isso, longe de ser contra-natura, a falta de auto-estima não só é &lt;strong&gt;muito natural&lt;/strong&gt; como também &lt;strong&gt;universal&lt;/strong&gt;. O que acontece é que uns &lt;strong&gt;escondem-na&lt;/strong&gt; melhor do que outros. Só não há mais suicídios porque os fracos não têm tomates para acabar com a própria miséria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com o senso comum, aumentar a auto-estima passa por &lt;strong&gt;gostar de si mesmo&lt;/strong&gt;. É lógico. Mas não basta assumir que gosta de si mesmo simplesmente &lt;strong&gt;porque sim&lt;/strong&gt; (se eu não gostar, &lt;strong&gt;quem&lt;/strong&gt; gostará?) ou porque já se atura há anos e ainda não se &lt;strong&gt;suicidou&lt;/strong&gt; ou porque passa muito tempo enfiado na casa-de-banho a massajar as partes pudibundas (tratamos aqui de auto-estima, e não de &lt;strong&gt;auto-indulgência&lt;/strong&gt;). Seja imparcial e franco consigo mesmo. Pela minha parte, eu serei franco consigo ao dizer-lhe que só o facto de se ocupar com semelhante questão é prova suficiente de que o seu amor-próprio está mesmo &lt;strong&gt;na merda&lt;/strong&gt;. Caso contrário, nem lhe interessaria o assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posto isto, como deve então proceder um homem para resgatar o seu amor-próprio da sarjeta em que está? Para já, esqueça essa treta de repetir juras de amor até à exaustão em frente ao espelho. Este tipo de comportamento, longe de lhe aumentar o amor-próprio, convence-o é de que &lt;strong&gt;não bate bem&lt;/strong&gt; (da cabeça. A de &lt;strong&gt;cima&lt;/strong&gt;!). É errado tentar persuadir-se pela &lt;strong&gt;força&lt;/strong&gt; (ou pelo cansaço) a gostar de si mesmo. A estima, a admiração e o respeito fazem por se &lt;strong&gt;merecer&lt;/strong&gt;. Portanto, proponho-lhe que pense nas pessoas que você mais admira, respeita e estima. Na sua família e amigos. Nos seus &lt;strong&gt;heróis&lt;/strong&gt;, reais e/ou fictícios. Reflicta sobre as &lt;strong&gt;razões&lt;/strong&gt; que o levam a admirar essas pessoas, ou seja, o conjunto de &lt;strong&gt;qualidades&lt;/strong&gt; (físicas e psicológicas) e &lt;strong&gt;acções&lt;/strong&gt; que as valorizam a &lt;strong&gt;seus&lt;/strong&gt; olhos. Está a ver onde quero chegar? O caminho para aumentar o amor-próprio passa por cultivar &lt;strong&gt;em si mesmo&lt;/strong&gt; as qualidades que mais aprecia &lt;strong&gt;nos outros&lt;/strong&gt;. Dê-se &lt;strong&gt;motivos&lt;/strong&gt; para sentir orgulho e respeito pela sua pessoa e pelas suas acções. Mais que apenas &lt;em&gt;gostar&lt;/em&gt; de si, torne-se no objecto da sua &lt;strong&gt;veneração&lt;/strong&gt;. Isto é, &lt;strong&gt;seja o seu próprio herói&lt;/strong&gt;. Se tem que idolatrar alguém, faça por idolatrar &lt;strong&gt;a si mesmo&lt;/strong&gt;. E, se tiver que decepcionar alguém, que seja todos &lt;strong&gt;excepto&lt;/strong&gt; você mesmo. Mantenha-se sempre fiel a si próprio, aos seus ideais e princípios. Porque, nas palavras do Imperador romano &lt;strong&gt;Marco Aurélio&lt;/strong&gt; (121 – 180), “aquele que vive em paz consigo próprio, vive em paz com o Universo.” Em conclusão, seja um &lt;strong&gt;narcisista&lt;/strong&gt;. Mas não um narcisista &lt;strong&gt;vulgar&lt;/strong&gt;. Seja um narcisista &lt;strong&gt;com motivos para isso&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, com isto, já leva muito trabalhinho para casa. Afinal, trata-se de ganhar o respeito e admiração do &lt;strong&gt;crítico mais exigente&lt;/strong&gt; do mundo: &lt;strong&gt;você próprio&lt;/strong&gt;. Portanto, vá tratando disso que, no próximo mês, logo lhe revelo os restantes passos a tomar na árdua tarefa de construir o seu amor-próprio. Até lá!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515981-3584380276839454992?l=ojacareresponde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ojacareresponde.blogspot.com/feeds/3584380276839454992/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515981&amp;postID=3584380276839454992&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515981/posts/default/3584380276839454992'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515981/posts/default/3584380276839454992'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ojacareresponde.blogspot.com/2006/11/o-auto-heri-parte-i.html' title='O AUTO-HERÓI, PARTE I'/><author><name>Jacaré Voador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05595906511369108375</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/82/355/1600/jacarevoador3.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515981.post-116532435299772545</id><published>2006-10-19T17:08:00.000+01:00</published><updated>2007-01-12T15:49:09.091Z</updated><title type='text'>EDUCAÇÃO DE HÁBITOS</title><content type='html'>Regresso a Lisboa, no navio “&lt;strong&gt;&lt;a href="http://agoeladojacare.blogspot.com/2006/10/e-eu-estou-l.html"&gt;Creoula&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;.” Após uma viagem de ida bastante calma, seguida de uma breve estada de dois dias em &lt;strong&gt;Cádiz&lt;/strong&gt;, o mau tempo oferece-nos uma viagem de retorno muito mais agitada. Mas ainda bem. Além de tornar a aventura mais excitante, dá-nos também a oportunidade de fazer a &lt;strong&gt;faina geral de mastros&lt;/strong&gt; – eu estou de serviço ao &lt;strong&gt;mastro de mezena&lt;/strong&gt;, aquele mais à ré – e ver que belo é este lugre de quatro mastros com as suas velas içadas e enfunadas pelo vento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Findo o trabalho no convés, desenvolve-se um diálogo deveras interessante entre o &lt;strong&gt;D ViD&lt;/strong&gt; e eu. Ele é um tipo com cerca de 35 anos, casado e pai de uma menina de três anos. Está a adorar a experiência a bordo do “Creoula” e confessa-me que, a partir de agora, pretende fazer &lt;strong&gt;férias de aventura&lt;/strong&gt; todos os anos. Para o ano, vai com uns amigos &lt;strong&gt;descer rios em canoa&lt;/strong&gt; ao &lt;strong&gt;Canadá&lt;/strong&gt;. Já tem tudo planeado. Inocentemente, pergunto-lhe se a esposa não alinha nessas coisas. “Nada,” responde ele. “Nem compreende o meu gosto pela aventura. E ficou toda chateada por eu insistir em fazer esta viagem no ‘Creoula.’” Mas antes que eu pense mal da rapariga, ele esclarece: “A culpa é &lt;strong&gt;minha&lt;/strong&gt;. Eu sempre gostei destas coisas, o problema é que deixei de as fazer quando conheci a minha mulher. Agora, que estou a recuperar essa parte da minha vida, ela não compreende a minha súbita mudança. Acha que estou &lt;strong&gt;diferente&lt;/strong&gt;. Mas &lt;strong&gt;eu sempre fui assim&lt;/strong&gt;!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele tem razão: a culpa é toda &lt;strong&gt;dele&lt;/strong&gt;. Numa relação amorosa, um homem deve ser &lt;strong&gt;rigoroso&lt;/strong&gt; a delimitar o seu espaço pessoal e &lt;strong&gt;feroz&lt;/strong&gt; a defendê-lo. Caso contrário, a sua amada usurpa-o sem piedade. Este gajo cedeu... e habituou mal a mulher. Para mudar, vai ter de &lt;strong&gt;destruir&lt;/strong&gt; o que já está consolidado para poder &lt;strong&gt;reconstruir&lt;/strong&gt;. Tem de convencer a patroa a largar os hábitos de sempre – que lhe servem a ela, mas &lt;strong&gt;não&lt;/strong&gt; a ele – para depois a educar &lt;strong&gt;correctamente&lt;/strong&gt;, que era o que deveria ter feito logo de início. Mas... &lt;strong&gt;educar?!&lt;/strong&gt; (Imagino os esgares de censura.) Educar, sim. Ou acaso julga que só aos pais – e, vá lá, aos professores (ou, pelo menos, aqueles que insistem em &lt;strong&gt;educar&lt;/strong&gt;, para além de &lt;strong&gt;formar&lt;/strong&gt;) – cabem responsabilidades nessa área? Engano. Os pais educam os filhos, sim, mas os filhos também educam os pais. Aqueles que se demitem dessa responsabilidade, chegam aos 30 anos ainda a pedir licença aos papás para sair à noite. Do mesmo modo, os esposos e amantes se educam entre si e até os amigos se educam uns aos outros. Em suma, qualquer relação interpessoal que desenvolva &lt;strong&gt;hábitos de convivência&lt;/strong&gt;, pauta esses hábitos pelo modo como os intervenientes se &lt;strong&gt;educam mutuamente&lt;/strong&gt;. Se essa relação de educação não for recíproca, presenciamos a submissão – por vezes &lt;strong&gt;espontânea&lt;/strong&gt; – de uma das partes à outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naturalmente, uma relação também é feita de &lt;strong&gt;concessões&lt;/strong&gt; de parte a parte. Porém, quando uma pessoa cede tanto que acaba por perder parte da sua &lt;strong&gt;identidade&lt;/strong&gt; no processo (como é o caso deste meu amigo, cuja esposa desconhecia totalmente a sua paixão por desportos de aventura), é altura de equacionar até que ponto não estará a deixar a relação sedimentar-se numa existência... &lt;strong&gt;mentirosa&lt;/strong&gt;. O estabelecimento de hábitos (e prefiro não usar o termo “rotinas” por ser geralmente conotado com a &lt;strong&gt;estagnação&lt;/strong&gt; dos rituais criados) é primordial para a consolidação e fortalecimento das relações interpessoais. Por isso, convém criar &lt;strong&gt;hábitos saudáveis&lt;/strong&gt;. Desde o início.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se a &lt;em&gt;madame&lt;/em&gt; não gostar, problema &lt;strong&gt;dela&lt;/strong&gt;. Habitue-se. Ao menos, sabe &lt;strong&gt;desde cedo&lt;/strong&gt; com o que contar (ou seja, se quiser pular do barco, esta é a melhor altura). Porque, convenhamos, é algo ingrato para uma esposa ser colocada nesta posição &lt;strong&gt;a esta altura do campeonato&lt;/strong&gt;. Ela não tem culpa que o marido seja um totó desprovido de espinha dorsal que se deixa manipular facilmente... Ou melhor, deix&lt;strong&gt;ava&lt;/strong&gt;. Que o farsante, afinal, andou a enganá-la todos estes anos, fazendo-a crer que era o que não era. No final, a única coisa certa é que a necessidade dele de mudança revela que o gajo &lt;strong&gt;não é feliz&lt;/strong&gt; na relação. E agora, como suportar a ideia de que o seu marido não é – e, provavelmente, nunca foi – feliz com ela? &lt;strong&gt;Quem&lt;/strong&gt; é que quer pagar esta factura? Ah, pois é...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515981-116532435299772545?l=ojacareresponde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ojacareresponde.blogspot.com/feeds/116532435299772545/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515981&amp;postID=116532435299772545&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515981/posts/default/116532435299772545'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515981/posts/default/116532435299772545'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ojacareresponde.blogspot.com/2006/10/educao-de-hbitos.html' title='EDUCAÇÃO DE HÁBITOS'/><author><name>Jacaré Voador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05595906511369108375</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/82/355/1600/jacarevoador3.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515981.post-115997026527794493</id><published>2006-09-10T19:50:00.000+01:00</published><updated>2006-10-04T15:00:59.140+01:00</updated><title type='text'>O PAPEL DO NAMORADO</title><content type='html'>“&lt;em&gt;Senhor Doutor, sou um leitor assíduo das suas rubricas e tenho-o em muito boa consideração e às suas opiniões. (...) Tenho uma namorada há 6 meses de quem gosto muito, podemos até dizer que a amo e que sinto que esta é a mulher da minha vida, mas tenho medo de não ser esse o sentimento dela por mim. Amamo-nos muito nos momentos mais íntimos, e sinto-me plenamente feliz quando estou com ela. Seja até quando estamos com amigos dela e meus, conseguimos sempre ser o casal perfeito. Ela é sempre muito atenciosa e carinhosa. No entanto, tenho reparado que em diversas ocasiões ela me acusa de ser ciumento, quando na verdade eu cinjo-me apenas ao meu papel de namorado. O outro dia sai com ela e mais uns amigos, dela, e fomos a uma &lt;strong&gt;disco&lt;/strong&gt;. Compreende que estar com a minha namorada numa noite e mais uma mão cheia de gandulos, não é cena que qualquer gajo almeje. Mesmo assim lá fui e a noite correu relativamente bem. Até que chega à hora em que lhe digo que me quero vir embora e ela me diz: ‘&lt;strong&gt;vai tu que eu ainda fico&lt;/strong&gt;’... Pergunto: &lt;strong&gt;O quê?!&lt;/strong&gt; Então vou-me embora e deixo lá a minha namorada!? E ela, fica lá a fazer o quê, sozinha com aqueles tipos? Não passámos já um serão suficientemente agradável com os amigos? E claro, se sou eu quem está mal e se quer vir embora, logo vou e sozinho! &lt;strong&gt;Go figure!&lt;/strong&gt; Ela insultou-me e acabou por vir comigo contrariada. Agora não me fala há uns dias. Mais uma vez pergunto: Serei eu muito &lt;strong&gt;old Fashion&lt;/strong&gt;, por querer trazer a minha miúda comigo p’ra casa no final da noite? Isso é ser ciumento e, acima de tudo, possessivo? E por isso mereço ser &lt;strong&gt;insultado&lt;/strong&gt;? &lt;strong&gt;Gosto dela&lt;/strong&gt; porra, e não me sinto bem a deixá-la sozinha! Saimos juntos, logo estamos juntos! Não vejo onde é que isso é ser considerar-me ciumento ou possessivo! (...) Diga-me por favor o que fazer...&lt;/em&gt;”&lt;br /&gt;Leitor anónimo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu caro amigo, pelo que consigo compreender pela sua descrição, o seu problema resume-se a duas palavras: &lt;strong&gt;conflito de valores&lt;/strong&gt;. Aquilo que &lt;strong&gt;você&lt;/strong&gt; entende como o seu “&lt;strong&gt;papel de namorado&lt;/strong&gt;” não coincide exactamente com a ideia da sua mais-que-tudo. Ou seja, você e a sua menina têm &lt;strong&gt;visões diversas&lt;/strong&gt; sobre o que deve ser o papel do namorado (ou da namorada) numa relação. Repare que ela pode bem estar há muito habituada a ir dançar para a discoteca com “uma mão cheia de gandulos” até ver o Sol raiar e &lt;strong&gt;não&lt;/strong&gt; estar disposta a abdicar disso, ainda que você agora faça parte da sua vida. Se para si é &lt;strong&gt;inconcebível&lt;/strong&gt; sair à noite com a sua amada e regressar sozinho para casa, deixando-a na discoteca como seu rebanho de mariolas, para ela, a sua decisão de a trazer consigo quando &lt;strong&gt;você&lt;/strong&gt; decide dar a noite por terminada pode ser entendida como uma &lt;strong&gt;imposição limitadora&lt;/strong&gt; da sua &lt;strong&gt;liberdade&lt;/strong&gt;. Enquanto para si a &lt;strong&gt;unidade do casal&lt;/strong&gt; está primeiro, para ela parece estar a &lt;strong&gt;autonomia individual&lt;/strong&gt;. Por outras palavras, se para você “saímos juntos, logo estamos juntos,” para ela “amigo não empata amigo.” Talvez ela até &lt;strong&gt;preferisse&lt;/strong&gt; que você ficasse na disco com ela, mas &lt;strong&gt;não&lt;/strong&gt; o forçou. Pelo contrário, &lt;strong&gt;deixou-o ir&lt;/strong&gt;. E agora, que lhe resta a &lt;strong&gt;si&lt;/strong&gt; fazer? Vai &lt;strong&gt;obrigá-la&lt;/strong&gt; a ver as coisas à &lt;strong&gt;sua&lt;/strong&gt; maneira e a proceder como &lt;strong&gt;você&lt;/strong&gt; quer? Quer entrar nesse &lt;strong&gt;braço-de-ferro&lt;/strong&gt; com ela? Claro que não. Seria a morte (rápida) da relação. Naturalmente, a resolução para este problema reside numa &lt;strong&gt;solução de compromisso&lt;/strong&gt; entre os cônjuges. Ou seja, cada um tem de dar o braço a torcer &lt;strong&gt;à vez&lt;/strong&gt;. Mas tenha sempre presente que as &lt;strong&gt;suas&lt;/strong&gt; convicções em relação ao que considera ser o “papel do namorado” são tão válidas quanto as &lt;strong&gt;dela&lt;/strong&gt; e que, se quer &lt;strong&gt;exigir&lt;/strong&gt; certos direitos, tem de estar preparado para &lt;strong&gt;ceder&lt;/strong&gt; outros. De outro modo, é impossível &lt;strong&gt;chegar a acordo&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em último caso, olhe, &lt;strong&gt;deixe de acompanhar&lt;/strong&gt; a sua amada nas idas à discoteca – elimine a &lt;strong&gt;acção&lt;/strong&gt; e eliminará o &lt;strong&gt;atrito&lt;/strong&gt;. Porque o problema só surge quando você &lt;strong&gt;também vai&lt;/strong&gt;, uma vez que, ao contrário da sua deusa, o meu amigo não tem paciência para desperdiçar a noite inteira na discoteca. Você pode não gostar desta via, mas lembre-se que mais vale ser &lt;strong&gt;você&lt;/strong&gt; a sugerir essa alternativa &lt;strong&gt;ocasional&lt;/strong&gt; do que vir depois a descobrir que ela o anda a fazer &lt;strong&gt;repetidamente&lt;/strong&gt; nas suas costas, porque não se sente completamente à vontade quando sai consigo. A minha mãe sempre me disse que “mais depressa se prende a pessoa amada pela &lt;strong&gt;liberdade&lt;/strong&gt; do que pela &lt;strong&gt;força&lt;/strong&gt;.”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515981-115997026527794493?l=ojacareresponde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ojacareresponde.blogspot.com/feeds/115997026527794493/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515981&amp;postID=115997026527794493&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515981/posts/default/115997026527794493'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515981/posts/default/115997026527794493'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ojacareresponde.blogspot.com/2006/09/o-papel-do-namorado.html' title='O PAPEL DO NAMORADO'/><author><name>Jacaré Voador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05595906511369108375</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/82/355/1600/jacarevoador3.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515981.post-115996922279142252</id><published>2006-08-17T17:39:00.000+01:00</published><updated>2006-10-04T15:04:56.426+01:00</updated><title type='text'>OS OLHOS TAMBÉM COMEM</title><content type='html'>“&lt;em&gt;Senhor Jacaré, a minha pergunta é simples: acha que um rapaz magro como eu tem hipóteses com as mulheres?&lt;/em&gt;”&lt;br /&gt;Leitor identificado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cá está: a questão do &lt;strong&gt;aspecto físico&lt;/strong&gt; é um dos problemas que mais preocupa – e obceca – o ser humano como indivíduo. Sendo que a aparência – ou, no sentido mais lato, a &lt;strong&gt;imagem&lt;/strong&gt; – de um indivíduo constitui a súmula e reflexo das suas &lt;strong&gt;idiossincrasias&lt;/strong&gt; e de todo um &lt;strong&gt;estilo de vida&lt;/strong&gt; que ele procura para si mesmo, existe uma correlação entre esta imagem e o modo como o indivíduo é encarado e, consequentemente, &lt;strong&gt;valorizado&lt;/strong&gt; pela sociedade (e pelos subgrupos específicos que a compõem). Em último caso, até mesmo por &lt;strong&gt;si próprio&lt;/strong&gt;. Assim, mais que mero &lt;strong&gt;&lt;em&gt;cartão de visita&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, a imagem do indivíduo constitui o &lt;strong&gt;canal de comunicação&lt;/strong&gt; entre ele e o mundo, estabelecendo os moldes em que essa comunicação é feita e agindo como &lt;strong&gt;mediadora&lt;/strong&gt; entre um e outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posto isto, caro amigo, analisemos o seu caso concreto. Respondendo à sua questão, não tenho dúvidas que um rapaz magro como você &lt;strong&gt;tem&lt;/strong&gt; hipóteses com o género feminino. Se, lá no fundo, você se sente &lt;strong&gt;bem&lt;/strong&gt; sendo um trinca-espinhas e lhe faltam os meios ou a paciência para investir no campo físico, deixe-se estar. O que importa é que &lt;strong&gt;você&lt;/strong&gt; se sinta bem &lt;strong&gt;na sua pele&lt;/strong&gt; – e o resto que se lixe. Invista antes no campo psicológico. Saiba que a mulher responde menos a &lt;strong&gt;estímulos visuais directos&lt;/strong&gt; que o homem (por isso é que a pornografia é feita para &lt;strong&gt;gajos&lt;/strong&gt;, nunca tinha percebido?), o que significa que “&lt;em&gt;personality goes a long way&lt;/em&gt;” (ver “&lt;strong&gt;Pulp Fiction&lt;/strong&gt;”). Tenha uma &lt;strong&gt;personalidade encantadora&lt;/strong&gt; e elas não se importarão (muito) que você seja um escanifrado. Além disto, a raça humana é fértil em &lt;strong&gt;perversões&lt;/strong&gt; e, aparentemente, existe uma corrente de mulheres que &lt;strong&gt;prefere&lt;/strong&gt; os escanzelados. Esforçam-se mais, dizem elas. Portanto, há que investir nesses &lt;strong&gt;&lt;em&gt;nichos de mercado&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;. A propósito, aposte também nas &lt;strong&gt;anorécticas&lt;/strong&gt;. É a &lt;strong&gt;Lei da Relatividade&lt;/strong&gt;, meu amigo: para esses esqueletos ambulantes você é um verdadeiro &lt;strong&gt;Adónis&lt;/strong&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, se você está cansado de ser apelidado de &lt;strong&gt;lingrinhas&lt;/strong&gt; e olhado pelas mulheres em geral como se as suas capacidades sexuais fossem directamente proporcionais ao seu físico frugal, &lt;strong&gt;revolte-se!&lt;/strong&gt; Dê um murro na mesa (com cuidado, para evitar uma &lt;strong&gt;luxação&lt;/strong&gt;) e tome uma atitude! Se isso o consola, saiba que &lt;strong&gt;ninguém&lt;/strong&gt; está totalmente satisfeito com o próprio aspecto. Felizmente, entre as características que um corpo &lt;strong&gt;herda&lt;/strong&gt; geneticamente, aquilo que é &lt;strong&gt;transformado&lt;/strong&gt; pelo tempo e aquilo que o detentor desse corpo &lt;strong&gt;modifica&lt;/strong&gt; a seu bel-prazer, está compreendido um grande leque de &lt;strong&gt;variações&lt;/strong&gt; possíveis que podem – e são – exploradas cada vez mais intensiva e extensivamente. Lançando mão de operações de &lt;strong&gt;alteração&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;manutenção&lt;/strong&gt; que vão desde o simples corte de cabelo, passando pela dieta ou pelo exercício físico, até à cirurgia plástica, hoje em dia é cada vez mais possível o magro ser gordo e o gordo ser magro, o moreno ser loiro e o loiro ruivo, o feio ser belo e o belo deslumbrante, o homem ser mulher e vice-versa. Tudo depende do &lt;strong&gt;tempo&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;dinheiro&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;preocupação&lt;/strong&gt; que uma pessoa está disposta a investir nessa área. Portanto, caro amigo, faça desporto, inscreva-se num ginásio, altere os hábitos alimentares. Meta esteróides, se quiser, mas &lt;strong&gt;não&lt;/strong&gt; se deixe ficar! Peça ajuda a quem sabe. Informe-se. Com certeza que você tem um amigo do Fitness que não se importará de lhe dar umas dicas nessa matéria...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de acabar, deixe-me porém dizer-lhe que sempre achei &lt;strong&gt;sobrevalorizada&lt;/strong&gt; a questão do físico. Nunca ouviu dizer que “pouco importa o &lt;strong&gt;tamanho&lt;/strong&gt; da &lt;em&gt;coisa&lt;/em&gt;; o que importa é &lt;strong&gt;o que se faz&lt;/strong&gt; com ela”? Pois substitua &lt;em&gt;coisa&lt;/em&gt; por &lt;strong&gt;corpo&lt;/strong&gt; e o resultado continua válido – tanto para eles como para elas. A experiência ensinou-me que, quando se apagam as luzes, “todos os gatos são pardos.” Se uma pessoa não tira partido do corpo que tem, é &lt;strong&gt;indiferente&lt;/strong&gt; se esse corpo é bom, mediano ou mau (desde que não choque). Porque a diferença está só e apenas nos &lt;strong&gt;olhos&lt;/strong&gt; de quem come.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515981-115996922279142252?l=ojacareresponde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ojacareresponde.blogspot.com/feeds/115996922279142252/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515981&amp;postID=115996922279142252&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515981/posts/default/115996922279142252'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515981/posts/default/115996922279142252'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ojacareresponde.blogspot.com/2006/08/os-olhos-tambm-comem.html' title='OS OLHOS TAMBÉM COMEM'/><author><name>Jacaré Voador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05595906511369108375</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/82/355/1600/jacarevoador3.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515981.post-115413965215504852</id><published>2006-07-14T23:02:00.000+01:00</published><updated>2008-01-04T12:57:50.019Z</updated><title type='text'>QUASE TUDO</title><content type='html'>“&lt;em&gt;Grande Mestre Jacaré, necessito do seu iluminado e sempre pertinente conselho. Ando há cerca de um mês envolvido com uma rapariga. Para todos os efeitos, somos praticamente namorados, mas a verdade é que ela não quer assumir uma relação, porque saiu há três meses de um namoro longo que a deixou muito magoada e céptica. Eu sou um homem romântico e gosto de preparar à minha mulher algumas surpresas românticas dignas dos filmes, como enviar-lhe um cesto gigante de flores, levá-la a um bom restaurante e ao teatro, ou oferecer-lhe uma noite romântica num hotel mais requintado. Não quero que ela se sinta obrigada a assumir comigo por causa do que lhe dou, apenas faço as coisas porque gosto de a ver feliz e acho que ela merece. O outro namorado nunca lhe ofereceu uma flor! Mas ainda que goste de mim, ela continua de pé atrás e com medo de investir na relação. Que mais posso fazer para a conquistar de vez?&lt;/em&gt;”&lt;br /&gt;Leitor identificado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu caro amigo, a questão fulcral aqui não é o que pode fazer &lt;strong&gt;mais&lt;/strong&gt;. É o que deve fazer &lt;strong&gt;menos&lt;/strong&gt;. Esse seu envolvimento é ainda &lt;strong&gt;demasiado recente&lt;/strong&gt; para andar a investir &lt;strong&gt;tanto&lt;/strong&gt; numa mulher que, ainda por cima, parece não saber o que quer – ou se &lt;strong&gt;o&lt;/strong&gt; quer. Só há &lt;strong&gt;duas maneiras&lt;/strong&gt; de lidar com uma mulher indecisa: se ela for &lt;strong&gt;permissiva&lt;/strong&gt;, tome você as decisões por ela e deixa de haver dúvidas; se ela for &lt;strong&gt;obstinada&lt;/strong&gt;, ponha-se a milhas, que essa gaja só lhe pode dar amargos de boca. Não gaste o seu tempo (e a sua atenção e o seu dinheiro e a sua afeição) com uma gaja que não se decide – nem se quer decidir. Pode bem vir a descobrir mais tarde que apostou no &lt;strong&gt;cavalo errado&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, e ainda que se sinta animado para o fazer, um homem &lt;strong&gt;nunca&lt;/strong&gt; deve jogar todos os seus &lt;strong&gt;trunfos&lt;/strong&gt; no início da partida. Como em tudo, também nas relações amorosas “&lt;strong&gt;o segredo é a alma do negócio&lt;/strong&gt;” e, muitas vezes, a sedução do &lt;strong&gt;mistério&lt;/strong&gt; é de longe mais cativante que a falta de magia de um &lt;strong&gt;universo desvelado&lt;/strong&gt;. Quero com isto dizer que, se um homem se revela e se entrega todo demasiado cedo a uma mulher, habilita-se a que ela se aborreça e perca rapidamente o interesse, porque deixa de ter o que &lt;strong&gt;descobrir&lt;/strong&gt; e fazer por &lt;strong&gt;merecer&lt;/strong&gt; da parte dele. Anote o que lhe vou dizer a seguir, pois é algo que nunca deve esquecer: &lt;strong&gt;a insatisfação nutre a paixão&lt;/strong&gt;. O homem inteligente sabe que &lt;strong&gt;nunca&lt;/strong&gt; deve satisfazer &lt;strong&gt;completa e absolutamente&lt;/strong&gt; a sua amada. Porquê? Porque, paradoxalmente, uma mulher completamente satisfeita é uma mulher que não tem razões para lutar pela sua relação. De facto, ela sente-se segura, sente-se &lt;strong&gt;completamente&lt;/strong&gt; satisfeita e, logo, &lt;strong&gt;não tem motivos&lt;/strong&gt; para se &lt;strong&gt;preocupar&lt;/strong&gt;. E daí a tomar a relação como &lt;strong&gt;dado adquirido&lt;/strong&gt; e cair no &lt;strong&gt;tédio&lt;/strong&gt; é um pequeno passo. Pelo contrário, uma mulher &lt;strong&gt;não totalmente&lt;/strong&gt; satisfeita é uma mulher que sente que &lt;strong&gt;não pode&lt;/strong&gt; descansar sobre os louros e, portanto, continua sempre a dedicar esforços à relação – e ao seu homem. Portanto, o homem inteligente mantém sempre a sua amada a &lt;strong&gt;um passo&lt;/strong&gt; da satisfação total. É a regra do &lt;strong&gt;Quase Tudo&lt;/strong&gt;. E é esse &lt;strong&gt;quase&lt;/strong&gt; que faz toda a diferença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se esqueça que o &lt;strong&gt;fogo de artifício emocional&lt;/strong&gt; gerado por todas essas “surpresas românticas dignas dos filmes” muitas vezes acaba por &lt;strong&gt;cegar&lt;/strong&gt; as pessoas para aquilo que realmente importa: as próprias &lt;strong&gt;pessoas&lt;/strong&gt;. Por outras palavras, lembre-se que o importante é a &lt;strong&gt;companhia&lt;/strong&gt; com quem partilha os seus momentos. As flores, o restaurante, o teatro, o hotel, tudo isso é &lt;strong&gt;secundário&lt;/strong&gt;. Deve ser &lt;strong&gt;acessório&lt;/strong&gt;, e não o centro de uma relação. É claro que, uma vez por outra, é importante oferecer à sua mulher – e a si mesmo – uma “surpresa romântica digna dos filmes” e dar mesmo &lt;strike&gt;quase&lt;/strike&gt; &lt;strong&gt;tudo&lt;/strong&gt; à sua amada. Porque a verdade é que elas merecem ser tratadas como &lt;strong&gt;Rainhas&lt;/strong&gt;. Mas que isso seja a &lt;strong&gt;excepção&lt;/strong&gt;, não a regra. Por um lado, porque esses gestos aumentam drasticamente as &lt;strong&gt;expectativas&lt;/strong&gt; que a sua amada tem de si e, em pouco tempo, você vê-se &lt;strong&gt;forçado&lt;/strong&gt; a dar-lhe aquilo que &lt;strong&gt;você mesmo&lt;/strong&gt; a habituou a esperar de si – nem espere que ela se contente com menos. Mas, mais especialmente, porque corre o risco da sua mais-que-tudo se apaixonar por esse &lt;strong&gt;estilo de vida apaparicado&lt;/strong&gt; e não... por &lt;strong&gt;si&lt;/strong&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515981-115413965215504852?l=ojacareresponde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ojacareresponde.blogspot.com/feeds/115413965215504852/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515981&amp;postID=115413965215504852&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515981/posts/default/115413965215504852'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515981/posts/default/115413965215504852'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ojacareresponde.blogspot.com/2006/07/quase-tudo.html' title='&lt;em&gt;QUASE&lt;/em&gt; TUDO'/><author><name>Jacaré Voador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05595906511369108375</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/82/355/1600/jacarevoador3.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515981.post-115413837558708175</id><published>2006-06-14T15:41:00.000+01:00</published><updated>2006-07-29T03:26:44.543+01:00</updated><title type='text'>KARMA</title><content type='html'>“&lt;em&gt;Cada um tem aquilo que merece.&lt;/em&gt;”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis uma das elocuções menos meigas da &lt;strong&gt;Lei de Retribuição Universal&lt;/strong&gt;, que estabelece que um indivíduo é &lt;strong&gt;recompensado&lt;/strong&gt; (por Deus, pelo Destino, pelo Universo, por aquilo que se quiser – ou em que se acreditar) de acordo com as &lt;strong&gt;acções&lt;/strong&gt; por si praticadas ao longo da(s) sua(s) vida(s). Aqueles que me conhecem mais intimamente estão bastante acostumados a ouvir esta frase da minha grande boca de Jacaré. Digo-o sempre em tom de &lt;strong&gt;brincadeira&lt;/strong&gt; – e, muitas vezes, tendo a &lt;strong&gt;mim próprio&lt;/strong&gt; como alvo. Contudo, não é raro quem me ouve mostrar-se melindrado com o que considera ter de &lt;strong&gt;injusto&lt;/strong&gt; a afirmação que eu considero ser &lt;strong&gt;evidente&lt;/strong&gt;. Dizem-me que nem sempre uma pessoa &lt;strong&gt;merece&lt;/strong&gt; os azares que lhe calham na vida. Por exemplo, que &lt;strong&gt;culpa&lt;/strong&gt; tem uma criança para merecer nascer num &lt;strong&gt;país subdesenvolvido do 3.º Mundo&lt;/strong&gt;? Ou no seio de uma &lt;strong&gt;família disfuncional&lt;/strong&gt;? Ou com uma &lt;strong&gt;deficiência genética lixada&lt;/strong&gt;, a nível mental, físico ou sexual (assumindo que a homossexualidade decorre de uma &lt;strong&gt;&lt;a href="http://agoeladojacare.blogspot.com/2006/05/homossexualidade-dos-pastis.html"&gt;predeterminação genética&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;)?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com o &lt;strong&gt;Espiritualismo&lt;/strong&gt;, a resposta a estas perguntas reside na &lt;strong&gt;vida passada&lt;/strong&gt; da pessoa em causa. Ou seja, o puto que nasceu &lt;strong&gt;mongolóide&lt;/strong&gt; está a pagar pela merda feita numa vida anterior. Isto pressupõe, consequentemente, a existência de um &lt;strong&gt;Marcador de Pontuação&lt;/strong&gt; transcendente onde ficam registadas todas as &lt;strong&gt;boas e más acções&lt;/strong&gt; de um indivíduo, ao longo das diversas &lt;strong&gt;reencarnações&lt;/strong&gt; da sua &lt;strong&gt;alma imortal&lt;/strong&gt;. O resultado final do &lt;strong&gt;cálculo&lt;/strong&gt; dessas acções constitui o &lt;strong&gt;&lt;em&gt;karma&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; do indivíduo, cujo valor pode ser positivo ou negativo, consoante o peso das suas acções no momento considerado faça tombar a balança metafísica para o lado da &lt;strong&gt;Luz&lt;/strong&gt; ou da &lt;strong&gt;Treva&lt;/strong&gt;. Como é fácil de compreender, quanto mais &lt;strong&gt;positivo&lt;/strong&gt; for o &lt;em&gt;karma&lt;/em&gt; de um indivíduo, mais ele se livra de &lt;strong&gt;dissabores espinhosos&lt;/strong&gt; – na vida presente e nas seguintes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquilo que me diz respeito, assumo-me como um acérrimo defensor da Lei de Retribuição Universal. A minha mãe ensinou-me a “não fazer aos outros o que não gosto que me façam a mim,” e isso sempre me pareceu um axioma &lt;strong&gt;perfeitamente sensato e justo&lt;/strong&gt; pelo qual regrar as minhas acções. Por outro lado, e embora guarde algumas reservas sobre a questão da reencarnação, concedo que esta parece ser, de facto, a única &lt;strong&gt;justificação razoável&lt;/strong&gt; para uns gajos nascerem mais bafejados pela Sorte do que outros. Independentemente de tudo isto, acredito que cada indivíduo tem nas próprias mãos os meios para &lt;strong&gt;moldar&lt;/strong&gt; o seu Destino, na medida em que, apesar de impotente perante o acaso e a adversidade da vida, ele tem &lt;strong&gt;sempre&lt;/strong&gt; o poder para decidir a &lt;strong&gt;via de acção&lt;/strong&gt; a adoptar face a essa adversidade. Por outras palavras, nós não escolhemos os &lt;strong&gt;obstáculos&lt;/strong&gt; que nos surgem no caminho, mas podemos escolher sempre o &lt;strong&gt;modo de lidar&lt;/strong&gt; com esses obstáculos. E escolhemos, de facto. Mesmo os frouxos que se decidem pela via da não-acção, da passividade ou da abstenção, &lt;strong&gt;assumem uma posição&lt;/strong&gt; e adoptam um caminho que lhes produz &lt;strong&gt;resultados específicos&lt;/strong&gt; e em conformidade com a decisão tomada. E o que é isso senão a capacidade para moldar o próprio Destino? “Cada um deita-se na cama que faz,” não é? Portanto, se um indivíduo detém o poder de escolher o caminho que trilha, é apenas razoável que assuma a &lt;strong&gt;responsabilidade&lt;/strong&gt; que advém desse poder. Nessa perspectiva, e em conclusão, cada um tem &lt;strong&gt;de facto&lt;/strong&gt; aquilo que merece, pois, no fim de contas, é responsável pelas próprias escolhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meu caso pessoal, considero-me actualmente um gajo com &lt;strong&gt;muito bom &lt;em&gt;karma&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;. Um reflexo (entre muitos) disso é, sem dúvida, o &lt;strong&gt;sucesso&lt;/strong&gt; que hoje tenho com o género feminino. Se parte desse sucesso se deve à &lt;strong&gt;experiência&lt;/strong&gt; que fui adquirindo ao longo dos anos, outra parte é indubitavelmente devida ao meu bom &lt;em&gt;karma&lt;/em&gt;. A minha amiga &lt;strong&gt;Sassita&lt;/strong&gt; diz-me com frequência que “nasceste com o cu virado para a Lua,” porque acha que sou um tipo cheio de &lt;strong&gt;sorte&lt;/strong&gt;. Talvez até seja. Mas eu gosto de acreditar que fiz (e continuo a fazer) por &lt;strong&gt;merecer&lt;/strong&gt; essa sorte.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515981-115413837558708175?l=ojacareresponde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ojacareresponde.blogspot.com/feeds/115413837558708175/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515981&amp;postID=115413837558708175&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515981/posts/default/115413837558708175'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515981/posts/default/115413837558708175'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ojacareresponde.blogspot.com/2006/06/karma.html' title='&lt;em&gt;KARMA&lt;/em&gt;'/><author><name>Jacaré Voador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05595906511369108375</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/82/355/1600/jacarevoador3.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515981.post-115279278732469389</id><published>2006-05-26T23:08:00.000+01:00</published><updated>2006-07-13T13:13:07.343+01:00</updated><title type='text'>O JOGADOR</title><content type='html'>Recebo uma visita inesperada no meu local de trabalho. “Desculpa aparecer assim,” diz o &lt;strong&gt;SpunkMeister&lt;/strong&gt;, “mas tenho uma questão para colocar ao Jacaré.” Convido-o a sentar-se e a desabafar. Segue-se o &lt;em&gt;briefing&lt;/em&gt;. O meu amigo conheceu recentemente uma rapariga, com quem partilhou alguns momentos que ele considerou &lt;strong&gt;especiais&lt;/strong&gt;. Apesar de não ter havido envolvimento físico, houve uma certa &lt;strong&gt;atracção emocional&lt;/strong&gt; que ele acredita ter sido &lt;strong&gt;recíproca&lt;/strong&gt;. Porém, e infelizmente para ele, a rapariga estava em Portugal apenas &lt;strong&gt;de visita&lt;/strong&gt; à família e, portanto, os seus momentos juntos acabaram por ser de curta duração. No momento em que ele partilha comigo as suas dores, já a menina está de volta à &lt;strong&gt;Alemanha&lt;/strong&gt;, onde trabalha actualmente. Para além do óbvio problema da rapariga viver no estrangeiro (cuja solução passa por determinar se ela &lt;strong&gt;vale o esforço&lt;/strong&gt; – e os sacrifícios – inerentes a uma &lt;strong&gt;relação à distância&lt;/strong&gt; e se ele se acha &lt;strong&gt;à altura&lt;/strong&gt; de embarcar nessa aventura), as preocupações do meu amigo são também a outros níveis. De facto, durante a sua curta visita a Portugal, parece que a moça se encontrou uma ou outra vez com um &lt;strong&gt;rapaz&lt;/strong&gt; seu amigo – em casa de quem chegou até a &lt;strong&gt;passar uma noite&lt;/strong&gt;. Porém, e apesar de tudo, o meu amigo foi incapaz de descortinar a verdadeira natureza da sua amizade com este tipo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Porque é que gastas o teu tempo a preocupar-te com esse gajo?” pergunto eu. “&lt;strong&gt;Ignora-o.&lt;/strong&gt; Pelo que contas dos vossos momentos juntos, deixaste uma boa impressão na miúda, ela gostou de ti e até te convidou a ir visitá-la à Alemanha. &lt;strong&gt;Isso&lt;/strong&gt; é que importa! O gajo que se lixe.” O meu amigo não parece muito convencido, mas, de facto, que pode ele fazer em relação ao seu rival? &lt;strong&gt;Nada.&lt;/strong&gt; Neste momento, nem sequer tem a certeza se ele &lt;strong&gt;é ou não&lt;/strong&gt; um &lt;strong&gt;rival&lt;/strong&gt;! Além disso, saber que o tal gajo anda a &lt;strong&gt;comer a gaja toda&lt;/strong&gt; (ou a tentar fazê-lo) só lhe pode é &lt;strong&gt;atrofiar as ideias&lt;/strong&gt;, portanto, ele faz melhor em ignorar o assunto. A verdade é que o outro chegou primeiro, conhece a rapariga há mais tempo e, ao que parece, já tem uma relação consolidada com ela. Pelo seu lado, o meu amigo conheceu a miúda apenas no outro dia, praticamente não tem &lt;strong&gt;história&lt;/strong&gt; com ela e a sua relação mal desabrochou. Conclusão: a &lt;strong&gt;posição&lt;/strong&gt; que ele ocupa nesta altura na vida da rapariga não lhe permite questionar as suas amizades. Assim, todos os seus esforços deveriam ser no sentido de &lt;strong&gt;aprofundar a relação&lt;/strong&gt; com a moça. “Deves concentrar-te é no &lt;strong&gt;teu&lt;/strong&gt; jogo. Isso é que é &lt;strong&gt;importante&lt;/strong&gt;.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em qualquer competição (e a competição amorosa não foge à regra), o objectivo é ter um jogo &lt;strong&gt;melhor&lt;/strong&gt; que o do adversário, de modo a poder arrecadar o primeiro prémio. Para tal, existem &lt;strong&gt;duas maneiras&lt;/strong&gt; de jogar: sendo simplesmente &lt;strong&gt;superior&lt;/strong&gt; ao adversário, ou arruinando-lhe as jogadas, de modo a torná-lo &lt;strong&gt;inferior&lt;/strong&gt;. Eu prefiro – e aconselho – sempre a primeira opção. Faço-o não tanto por uma questão de princípios, mas essencialmente porque sou demasiado &lt;strong&gt;preguiçoso&lt;/strong&gt;. A verdade é que já me dá trabalho suficiente ocupar-me do &lt;strong&gt;meu&lt;/strong&gt; jogo, quanto mais, ainda por cima, andar preocupado com o jogo dos &lt;strong&gt;outros&lt;/strong&gt;. Além disso, investir no aperfeiçoamento do próprio jogo tem a natural – e óbvia – consequência de o tornar &lt;strong&gt;melhor&lt;/strong&gt;. E, com um bom jogo, basta a um homem inteligente fazer as &lt;strong&gt;jogadas certas&lt;/strong&gt; com a mulher almejada e esperar que a concorrência cometa erros. O que é fatal como o Destino – não faltam para aí gajos canhestros com uma pontaria inaudita para acertar tiros nos próprios pés (sem precisar de qualquer ajuda). No final, é só &lt;strong&gt;facturar&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bom jogador não teme a concorrência e sabe que não perde nada em &lt;strong&gt;ceder-lhe a passagem&lt;/strong&gt;. Além disso o demarcar da molhada amorfa, leva os seus rivais, na ânsia de comer a gaja primeiro, a fazer (ainda) mais merda. E, como é óbvio, quando isso acontece, é ele quem beneficia &lt;strong&gt;por comparação&lt;/strong&gt; aos olhos da menina em questão. Mas ainda que um rival tenha êxito, o bom jogador tem sempre a vantagem de poder &lt;strong&gt;aprender&lt;/strong&gt; com isso. Aprender algo com o adversário que levou a melhor, ou, melhor ainda, acerca da rapariga em causa, pois as escolhas amorosas de uma mulher são altamente &lt;strong&gt;reveladoras&lt;/strong&gt; da sua personalidade e carácter. E, não raras vezes, é precisamente desse modo que um jogador descobre que até foi bom ter sido &lt;strong&gt;outro&lt;/strong&gt; a ganhar o &lt;em&gt;prémio&lt;/em&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515981-115279278732469389?l=ojacareresponde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ojacareresponde.blogspot.com/feeds/115279278732469389/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515981&amp;postID=115279278732469389&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515981/posts/default/115279278732469389'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515981/posts/default/115279278732469389'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ojacareresponde.blogspot.com/2006/05/o-jogador.html' title='O JOGADOR'/><author><name>Jacaré Voador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05595906511369108375</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/82/355/1600/jacarevoador3.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515981.post-114786398654212208</id><published>2006-04-07T02:28:00.000+01:00</published><updated>2006-05-17T12:06:26.546+01:00</updated><title type='text'>O MELHOR CONSELHO DO MUNDO</title><content type='html'>São quase duas horas da manhã quando, de regresso a casa, encontro no caminho o meu caro amigo &lt;strong&gt;MadMan Chron&lt;/strong&gt;. Após a breve conversa introdutória de circunstância maldizendo a inclemente vida académica que nos obriga (a uns mais do que a outros) a trabalhar até horas impróprias na faculdade, ele pede-me conselho sobre um assunto de cariz &lt;strong&gt;amoroso&lt;/strong&gt;. E, com o intuito de me inserir no contexto, o meu amigo entrega-se de imediato à prolixa descrição da história decorrida até à data entre ele e uma certa rapariga da sua afeição – novela complicada que mete ao barulho maior número de pessoas que aquele que seria desejável e aconselhável, organizadas nas combinações triangulares (a &lt;strong&gt;pentagonais&lt;/strong&gt;) mais inconvenientes. Combinações essas, diga-se de passagem, sempre especialmente danosas para o meu amigo, que acaba invariavelmente por ser o gajo que não come nada e, ainda por cima, tem de aturar as confusões emocionais tanto da menina em causa como também dos (pseudo) amigos que a andam a comer à sua frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Espera lá, esta história é-me familiar... Tu já não me tinhas contado isto antes?” pergunto eu. Ele confirma. “Então esta gaja é &lt;strong&gt;a mesma&lt;/strong&gt; de quem tu já me falavas no Verão (e não me refiro ao mais recente)?” Ele volta a confirmar, aparentando um certo desalento. “&lt;strong&gt;Ainda&lt;/strong&gt; essa história?! Já te dedicavas a outra gaja, pá!” Este caso já se prolonga há tanto tempo que já &lt;strong&gt;apodreceu e cheira mal&lt;/strong&gt; – e só quem tem o nariz tão entupido de tanto o enfiar neste sórdido assunto é que não percebe isso. Pelo menos o meu amigo já abriu os olhos e agora tenta, a todo o custo, afastar-se desta embrulhada e, em especial, da rapariga em causa. Com pouco resultado, infelizmente, já que são todos colegas na mesma faculdade e, ademais, partilham relações de amizade há largo tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Queres um conselho?,” pergunto, “Eu posso dar-te um conselho. Tenho &lt;strong&gt;o melhor conselho do mundo&lt;/strong&gt; para ti!” “Já sei,” replica ele, “‘&lt;strong&gt;Arranja uma namorada.&lt;/strong&gt;’ É o que toda a gente me diz...” Ah, quantas vezes não ouvi eu o mesmo umas boas mãos-cheias de anos atrás, quando não passava de um &lt;strong&gt;&lt;em&gt;nerd&lt;/em&gt; encalhado&lt;/strong&gt; sem qualquer sucesso com o género feminino. E quantas vezes não senti ganas danadas de &lt;strong&gt;desfazer à porrada&lt;/strong&gt; o desgraçado emissor de tão podre conselho. “É isso que eu ando a tentar fazer, seu acéfalo!” apetecia-me gritar, “A tua &lt;em&gt;solução&lt;/em&gt; é exactamente o meu &lt;strong&gt;problema&lt;/strong&gt;!” É como aconselhar um pobre a ser rico, para resolver os seus problemas pecuniários. Além disso, sempre desconfiei dessa solução maravilhosa que encontra numa (nova) paixão &lt;strong&gt;a cura&lt;/strong&gt; para todos os problemas afectivos de um pobre diabo. Contudo, não falta para aí gente iludida que acredita nisso. Serei eu o único a perceber que uma pessoa que sofra de problemas de auto-estima/ carência/ insegurança/ paranóia/ possessividade (riscar o que não interessa consoante a carapuça que melhor lhe serve) &lt;strong&gt;não melhora&lt;/strong&gt; com uma relação amorosa? Pelo contrário, até &lt;strong&gt;piora&lt;/strong&gt;! Porque o &lt;strong&gt;medo&lt;/strong&gt; de perder a pessoa amada &lt;strong&gt;agudiza&lt;/strong&gt; os problemas de afectividade da pessoa em causa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Nada disso,” respondo eu, “O que tu precisas é de arranjar &lt;strong&gt;mais amigas&lt;/strong&gt;!” O pior erro que um homem pode fazer é apontar todas as suas baterias a &lt;strong&gt;um único&lt;/strong&gt; alvo. Porque, se falha a pontaria e é rejeitado, fica sem caça, sem auto-estima, com o ego reduzido a caca e na mais absoluta das misérias. A &lt;strong&gt;diversidade&lt;/strong&gt; deve ser palavra de ordem. Tanto em &lt;strong&gt;quantidade&lt;/strong&gt;, como &lt;strong&gt;qualidade&lt;/strong&gt;. Sob a ampla designação de “&lt;strong&gt;amigas&lt;/strong&gt;” cabe toda uma miríade de relações humanas com o género feminino que variam desde as simples amizades de café, de trabalho, de borga, de circunstância ou interesse até às amizades de confidências, amizades fraternas, coloridas, platónicas e até paixões assolapadas. Tudo. E todas estas relações servem o homem, cada qual à sua maneira. Quantas mais – e variadas – amigas um homem tiver, melhor para ele, que não se deixa ir abaixo com &lt;strong&gt;uma&lt;/strong&gt; rejeição. Afinal, o que é que interessa a falta de interesse de &lt;strong&gt;uma&lt;/strong&gt; gaja quando um homem tem &lt;strong&gt;dezenas&lt;/strong&gt; de outras que gostam dele? O tempo é um bem demasiado precioso para ser desbaratado com uma gaja que não nos traz felicidade. E quanto &lt;strong&gt;mais&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;melhores&lt;/strong&gt; amigas um homem tem, melhor compreende isto. Caro amigo, lembre-se: para quem não (sabe o que) quer, há muito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515981-114786398654212208?l=ojacareresponde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ojacareresponde.blogspot.com/feeds/114786398654212208/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515981&amp;postID=114786398654212208&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515981/posts/default/114786398654212208'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515981/posts/default/114786398654212208'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ojacareresponde.blogspot.com/2006/04/o-melhor-conselho-do-mundo.html' title='O MELHOR CONSELHO DO MUNDO'/><author><name>Jacaré Voador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05595906511369108375</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/82/355/1600/jacarevoador3.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515981.post-114786345893022658</id><published>2006-03-08T01:49:00.000Z</published><updated>2006-05-17T11:57:38.953+01:00</updated><title type='text'>GUERRA SANTA</title><content type='html'>“&lt;em&gt;sp me incomodou uma beca a minha namorada ir á &lt;/em&gt;church&lt;em&gt;.ela nao reza em casa,nao fala disso,nao é fanatica,n usa cruzes,mas pronto,isso sp me incomodou,e eu ate falei imensas vezes disso com ela.algum concelho?&lt;/em&gt;”&lt;br /&gt;Leitor identificado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quer um conselho, meu amigo? Então, aqui vai: tivesse pensado nisso &lt;strong&gt;antes&lt;/strong&gt; de se envolver com a rapariga. Porque agora só lhe resta &lt;strong&gt;comer, calar e gostar&lt;/strong&gt;. Isto, se estiver interessado em manter essa relação, claro. Incomodam-no as crenças religiosas da sua mais-que-tudo? Ignore-as. Se o que tem a dizer sobre o assunto não é simpático, então &lt;strong&gt;fique calado&lt;/strong&gt;. Guarde as suas opiniões para quem o compreende. Não compre uma guerra da qual ninguém pode sair vencedor. Mantenha-se &lt;strong&gt;longe&lt;/strong&gt; de conflitos religiosos, evite zombar ou desdenhar de convicções alheias, não queira iluminar nem converter seja quem for, em suma, fuja desse assunto como o Diabo da cruz (passe a expressão)! Se as minhas palavras não chegam para o convencer, reflicta em alguns episódios representativos da História da Humanidade, como são as &lt;strong&gt;Cruzadas&lt;/strong&gt;, a &lt;strong&gt;Inquisição&lt;/strong&gt; ou o &lt;strong&gt;conflito Israelo-Palestiniano&lt;/strong&gt;, para se compenetrar de que nada de bom advém de desavenças religiosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O assunto da religião pode ser &lt;strong&gt;altamente danoso&lt;/strong&gt; para a relação amorosa. A colisão entre pontos de vista antagónicos, a que se junta a &lt;strong&gt;desilusão&lt;/strong&gt; de descobrir que a cara-metade não partilha as suas opiniões, pode ter consequências deveras nefastas entre duas pessoas que se conhecem intimamente e sabem bem &lt;strong&gt;onde&lt;/strong&gt; devem tocar para &lt;strong&gt;magoar&lt;/strong&gt;. A religião, a par do &lt;strong&gt;futebol&lt;/strong&gt; e da &lt;strong&gt;política&lt;/strong&gt;, faz parte do grupo dos &lt;strong&gt;Três Temas Tabu&lt;/strong&gt; que &lt;strong&gt;nunca&lt;/strong&gt;, seja porque razão for, deve discutir com a sua mais-que-tudo (quando ela tem uma opinião contrária à sua, é claro). Porquê? Porque qualquer destes assuntos lida com &lt;strong&gt;convicções inabaláveis&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;crenças arreigadas&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;fés imutáveis&lt;/strong&gt;. E pôr em causa as devoções mais fundamentais de uma pessoa é invariavelmente entendido pela mesma como se &lt;strong&gt;ela própria&lt;/strong&gt; fosse &lt;strong&gt;posta em causa&lt;/strong&gt;. Por outras palavras, se o meu amigo despreza as crenças religiosas da sua miúda, em última análise, também a despreza &lt;strong&gt;a ela&lt;/strong&gt;. E ela, sentindo-se pouco valorizada, rapidamente se livra de si. Ou, pior, encontra quem lhe dê valor &lt;strong&gt;fora&lt;/strong&gt; da relação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posto isto, parece-me ser essencial para o homem (ou mulher) que pretenda embarcar numa relação duradoura &lt;strong&gt;conhecer&lt;/strong&gt; a mulher (ou homem) em causa – e, em especial, as suas opiniões e convicções – &lt;strong&gt;antes&lt;/strong&gt; de se envolver amorosamente com ela (ou ele). Contudo, a nossa cultura amorosa moderna, fruto de uma revolução sexual que degenerou num liberalismo de &lt;strong&gt;&lt;em&gt;fast food&lt;/em&gt; emocional&lt;/strong&gt;, não se coaduna com este tipo de precaução. E, verdade seja dita que, se um gajo se propõe conhecer &lt;strong&gt;todas&lt;/strong&gt; as gajas que lhe interessam &lt;strong&gt;antes&lt;/strong&gt; de as engatar, acaba por &lt;strong&gt;nunca comer nenhuma&lt;/strong&gt;! Incontáveis relações se iniciam todos os dias exactamente e &lt;strong&gt;só&lt;/strong&gt; porque os intervenientes &lt;strong&gt;não&lt;/strong&gt; se conhecem minimamente. Porque, se se conhecessem... &lt;strong&gt;não quereriam&lt;/strong&gt; envolver-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em conclusão, resta-me aconselhar-lhe que pese muito bem as consequências da disparidade de convicções religiosas na sua relação. Se isso o irrita para além da sua capacidade de tolerância, &lt;strong&gt;mande a miúda à fava&lt;/strong&gt; sem demoras e procure outra que não “vá à &lt;em&gt;church&lt;/em&gt;.” Se, não obstante, acha que a rapariga vale a pena, então &lt;strong&gt;evite&lt;/strong&gt; o assunto da religião, para prevenir potenciais conflitos. Mas, neste caso, é melhor &lt;strong&gt;mentalizar-se&lt;/strong&gt;. Porque a sua querida vai sem dúvida querer &lt;strong&gt;casar pela Igreja&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;baptizar&lt;/strong&gt; os seus rebentos, metê-los na &lt;strong&gt;catequese aos Domingos&lt;/strong&gt; e vê-los fazer a &lt;strong&gt;Primeira Comunhão&lt;/strong&gt; e o &lt;strong&gt;Crisma&lt;/strong&gt;... E muita sorte tem você se ela não quiser sexo só &lt;strong&gt;depois&lt;/strong&gt; do casamento!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Post Scriptum: Este texto é dedicado ao meu bom amigo &lt;strong&gt;Sky&lt;/strong&gt;, de partida para a &lt;strong&gt;Polónia&lt;/strong&gt;, em perseguição do amor da sua vida. Boa sorte! Depois não se esqueça de me convidar a dar lá um pulinho no Verão, para me apresentar à &lt;strong&gt;irmã gémea&lt;/strong&gt; da sua bela deusa polaca. &lt;em&gt;Nazdrowie!&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515981-114786345893022658?l=ojacareresponde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ojacareresponde.blogspot.com/feeds/114786345893022658/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515981&amp;postID=114786345893022658&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515981/posts/default/114786345893022658'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515981/posts/default/114786345893022658'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ojacareresponde.blogspot.com/2006/03/guerra-santa.html' title='GUERRA SANTA'/><author><name>Jacaré Voador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05595906511369108375</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/82/355/1600/jacarevoador3.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515981.post-114527535110889684</id><published>2006-02-16T22:57:00.000Z</published><updated>2006-04-17T13:02:31.123+01:00</updated><title type='text'>BEM-VINDO AO ÚLTIMO NÍVEL</title><content type='html'>No mês passado, falei acerca dos &lt;strong&gt;níveis de interacção&lt;/strong&gt; com o sexo feminino e prometi desvendar alguns truques que permitem a um homem desenvolver e aprofundar a intimidade com uma mulher, no intuito de obter dela o seu &lt;strong&gt;curação&lt;/strong&gt; (ups, gralha tipográfica, peço mil perdões).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São &lt;strong&gt;quatro&lt;/strong&gt; os níveis de interacção que formam a hierarquia do relacionamento interpessoal de cariz amoroso, a saber: nível 0 ou &lt;strong&gt;Ausência de Contacto&lt;/strong&gt;, nível 1 ou &lt;strong&gt;Contacto Visual&lt;/strong&gt;, nível 2 ou &lt;strong&gt;Contacto Verbal&lt;/strong&gt; e nível 3 ou &lt;strong&gt;Contacto Físico&lt;/strong&gt;. Parece simples? E é. Ademais, a movimentada vida moderna obriga a tantos contactos diários que basta a um gajo aproveitar as oportunidades que surgem espontaneamente nos meios que frequenta para chegar facilmente ao Contacto Verbal com grande parte das raparigas que diariamente cruzam a sua vida. Depois, qualquer tipo com um mínimo de inteligência, sensibilidade e – muito importante! – sentido de humor consegue dominar o 2.º nível. A grande dificuldade no relacionamento interpessoal surge em &lt;strong&gt;atingir o 3.º e último nível&lt;/strong&gt;. Desengane-se já se pensa que essa fase é dispensável para engatar uma mulher. Esqueça esses romances da treta &lt;em&gt;à la&lt;/em&gt; Cyrano de Bergerac. O melhor paleio do mundo não leva um homem longe com o género feminino se ele não souber falar a &lt;strong&gt;linguagem muda do Tacto&lt;/strong&gt;. Estou farto de ver relações de sedução encalhar porque os intervenientes são incapazes de ascender ao nível de Contacto Físico (soa-lhe familiar, amigo Joãozinho?). Como superar, então, este obstáculo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atentemos no género feminino. Neste capítulo, temos muito a aprender com as mulheres, pois elas têm uma &lt;strong&gt;sensibilidade&lt;/strong&gt; e uma &lt;strong&gt;fluência&lt;/strong&gt; inatas para a linguagem do Tacto. Qualquer rapariga sabe bem como pousar com naturalidade as suas mãozinhas marotas no corpo do gajo – ou gajos – que a atrai. Tudo começa com &lt;strong&gt;um simples toque&lt;/strong&gt; durante uma conversa descontraída. Se ela sente retribuição, rapidamente os toques se tornam mais insistentes e provocantes, e qualquer desculpa é válida para estabelecer o contacto físico: ajeitar peças de vestuário, ensaiar &lt;strong&gt;leituras da palma da mão&lt;/strong&gt;, provocar &lt;strong&gt;guerras de cócegas&lt;/strong&gt;, vale tudo. Quando esses toques descomprometidos se tornam mais íntimos, como um apertar mais demorado sob o pretexto de aquecer um par de mãos frias, ou um encostar de cabeça num ombro carinhoso, está já o caldinho todo feito. Pronto para papar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É verdade que certas manobras são inocentes, mas um homem é parvo se não &lt;strong&gt;aprender&lt;/strong&gt; com elas. Eu habituei-me a cumprimentar uma mulher – independentemente de a conhecer (ou sentir atracção por ela) ou não – pousando-lhe &lt;strong&gt;sempre&lt;/strong&gt; uma mão nas costas, na cintura ou num braço. Não falha. Para &lt;strong&gt;estabelecer o contacto físico&lt;/strong&gt; logo desde o primeiro momento – e preparar o caminho para uma eventual &lt;strong&gt;subida de nível&lt;/strong&gt;. O truque está todo numa &lt;strong&gt;imposição gradual&lt;/strong&gt; da minha pessoa no &lt;strong&gt;espaço pessoal&lt;/strong&gt; da mulher que almejo. E, neste aspecto, as &lt;strong&gt;Danças de Salão&lt;/strong&gt; são uma tremenda ajuda. O facto de dançar há vários anos (e ter aprendido a fazer massagens) deu-me grande à-vontade a lidar com o corpo feminino. Que eu uso em proveito próprio sempre que entendo. Mas não desanime se não sabe dançar! Saiba o prezado leitor que o &lt;strong&gt;exercício físico&lt;/strong&gt; de um modo geral é excelente para estabelecer uma &lt;strong&gt;ligação física&lt;/strong&gt; entre os praticantes. Uma mulher que sue consigo a fazer desporto é uma mulher que está mais perto de suar consigo &lt;strong&gt;noutros &lt;em&gt;desportos&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, percebe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas aconselho-o a avançar por &lt;strong&gt;etapas&lt;/strong&gt;. Por exemplo, antes de arriscar dar a mão à menina, comece por lhe oferecer primeiro o braço. Do mesmo modo, evite saltar logo de chapa para o beijo. Invista tempo a &lt;strong&gt;acariciar o cabelo&lt;/strong&gt; da menina. Verá que não se arrepende. E, antes de apontar à boca, beije o pescoço. Além de averiguar da receptividade da rapariga em causa, estas manobras de &lt;strong&gt;aproximação gradual&lt;/strong&gt; servem para preparar o terreno e &lt;strong&gt;aumentar o desejo&lt;/strong&gt;. É só vantagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas se nada disto resultar, também tem bom remédio: &lt;strong&gt;embebede-se com ela&lt;/strong&gt;. Nada como uma pequena percentagem de álcool no sangue para se perderem algumas inibições. Força nisso!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515981-114527535110889684?l=ojacareresponde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ojacareresponde.blogspot.com/feeds/114527535110889684/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515981&amp;postID=114527535110889684&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515981/posts/default/114527535110889684'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515981/posts/default/114527535110889684'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ojacareresponde.blogspot.com/2006/02/bem-vindo-ao-ltimo-nvel.html' title='BEM-VINDO AO ÚLTIMO NÍVEL'/><author><name>Jacaré Voador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05595906511369108375</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/82/355/1600/jacarevoador3.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515981.post-113962266813775090</id><published>2006-01-28T22:45:00.000Z</published><updated>2006-04-17T13:02:58.356+01:00</updated><title type='text'>NEXT LEVEL</title><content type='html'>Um amigo meu – chamemos-lhe &lt;strong&gt;Joãozinho&lt;/strong&gt; – anda há quase &lt;strong&gt;dois anos&lt;/strong&gt; interessado numa rapariga. Ao que tudo indica, e apesar dela ser comprometida, o interesse é &lt;strong&gt;mútuo&lt;/strong&gt;. A atestá-lo estão os frequentes encontros que ambos compartilham desde que se conheceram. Isso e o facto – altamente revelador do coração de uma mulher – dela &lt;strong&gt;nunca&lt;/strong&gt; fazer a mínima referência ao namorado na presença do meu amigo. Até há relativamente pouco tempo atrás, contudo, sempre que instigado pelos amigos mais próximos (em que me incluo) a concretizar uma aproximação amorosa à dita moça, o Joãozinho replicou invariavelmente que o deixassem fazer as coisas “&lt;strong&gt;ao seu ritmo&lt;/strong&gt;.” Entretanto, o tempo passou... E o rapaz foi ficando &lt;strong&gt;frustrado&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;desesperado&lt;/strong&gt;. Se, no início desta relação, o interesse da moça pelo nosso herói era inegável, actualmente, nem o próprio Jacaré se atreve a afirmar com certeza que esse interesse persiste. E não raros são aqueles que afirmam que o pobre Joãozinho já foi por ela colocado na &lt;strong&gt;Prateleira dos Amigos&lt;/strong&gt; há muito tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez sim. Porém, ainda que assim seja, existem modos relativamente simples de espicaçar o interesse da rapariga. Especialmente se esse interesse, de facto, já existiu um dia. Porque, se existiu, criou &lt;strong&gt;desejo&lt;/strong&gt;. E ainda que, posteriormente, o interesse tenha esfriado, o desejo – frustrado (porque não concretizado) – deixou, por certo, uma sementinha de &lt;strong&gt;insatisfação&lt;/strong&gt;. E o homem que sabe disso tirar partido tem &lt;strong&gt;sempre&lt;/strong&gt; ascendente sobre a rapariga em causa. Exemplos? O que não falta para aí é o tipo de gajo manipulador, que trata a namorada abaixo de cão (ou melhor, &lt;strong&gt;cadela&lt;/strong&gt;, i.e. uma &lt;em&gt;bitch&lt;/em&gt;) e tão depressa lhe dá com os pés como, logo a seguir, regressa para molhar o bico, repetindo o processo até se fartar. E a gaja &lt;strong&gt;DEIXA&lt;/strong&gt;! (Mas há gajas que merecem! Se uma mulher &lt;strong&gt;deixa&lt;/strong&gt; que a tratem assim, então com certeza ela &lt;strong&gt;merece&lt;/strong&gt; mesmo ser assim tratada!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o Joãozinho não é o tipo manipulador. No entanto, é preciso que tome consciência que algo precisa de &lt;strong&gt;mudar&lt;/strong&gt; no seu procedimento para com a menina em causa. Porque, convenhamos, o “seu ritmo” não o levou a lado nenhum. Deve ter três velocidades, como os alentejanos: devagar, devagarinho e &lt;strong&gt;parado&lt;/strong&gt;. Ele é uma das &lt;strong&gt;mais excelentes pessoas&lt;/strong&gt; que conheço e, verdade seja dita, é um homem &lt;strong&gt;muito bem parecido&lt;/strong&gt;. Aliás, é muito frequente, a início, quando não nos conhecem, as raparigas engraçarem mais com ele do que comigo. Acham-no muito querido e tal. O problema é que o gajo depois não tem jogo para manter a vantagem e ascender ao &lt;strong&gt;nível seguinte&lt;/strong&gt; de interacção com as miúdas. O tipo é simpático, inteligente e bom de conversa, mas perde no &lt;strong&gt;contacto físico&lt;/strong&gt;. Mais importante que aquilo que se diz, é &lt;strong&gt;como&lt;/strong&gt; se diz; e existem outras linguagens, para além da falada, a que um homem pode – e &lt;strong&gt;deve&lt;/strong&gt;! – recorrer para cativar e aprofundar a intimidade com uma mulher. Muitas vezes, um &lt;strong&gt;gesto&lt;/strong&gt; vale mais que mil palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas &lt;strong&gt;como&lt;/strong&gt; ascender a esse nível? Este texto já vai longo, mas, para o próximo mês, aqui deixarei alguns truques e técnicas simples para ajudar o Joãozinho e outros &lt;strong&gt;ineptos&lt;/strong&gt; como ele. Até lá!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515981-113962266813775090?l=ojacareresponde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ojacareresponde.blogspot.com/feeds/113962266813775090/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515981&amp;postID=113962266813775090&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515981/posts/default/113962266813775090'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515981/posts/default/113962266813775090'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ojacareresponde.blogspot.com/2006/01/next-level.html' title='&lt;em&gt;NEXT LEVEL&lt;/em&gt;'/><author><name>Jacaré Voador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05595906511369108375</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/82/355/1600/jacarevoador3.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515981.post-110303471967280600</id><published>2004-11-24T14:24:00.000Z</published><updated>2004-12-16T16:56:47.816Z</updated><title type='text'>THE MATRIX IS ALL AROUND US</title><content type='html'>“&lt;em&gt;Eu sei que tenho um espirito criativo que se perde entre a realidade e o imaginário... embora CONSCIENTEMENTE mantenho o controlo e mantenho as minhas acções rente à realidade... mas... Sadly, sou chamado de louco, ou maluco, ou qualquer cena do género, mas o mais recente comentário foi ‘larga a ganza’ e ‘ganzónias’, ou à uns tempos atrás ‘larga as ervas’... claro que foi de um amigo, mas... ... mas, eu nem fumo nem gramo o fumo dessas cenas! Agora, serei eu louco/maluco ... imaginativo... ou transcendo as linhas de código da matriz?&lt;/em&gt;”&lt;br /&gt;Leitor identificado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ser humano é um &lt;strong&gt;animal social&lt;/strong&gt;. Sempre o foi. Antes mesmo de o homem ser Homem, já vivia em &lt;strong&gt;comunidade&lt;/strong&gt;. Ou seja, andamos em bando. Fazemo-lo por &lt;strong&gt;necessidade&lt;/strong&gt;, pois somos muito mais fortes em grupo do que individualmente, mas, acima de tudo, fazemo-lo porque &lt;strong&gt;gostamos da companhia&lt;/strong&gt; uns dos outros. Afinal, a experiência existencial do indivíduo humano é ampliada e enriquecida pelo &lt;strong&gt;contacto&lt;/strong&gt; com os seus semelhantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este bando a que pertencemos tem o pomposo nome de &lt;strong&gt;sociedade&lt;/strong&gt;. Em última análise, não passa de um aglomerado descomunal de inúmeros &lt;strong&gt;macacos pelados&lt;/strong&gt; que se passeiam pelo mundo sem saber muito bem porquê nem para quê. Mas é um conjunto que se tornou tão vasto e heterogéneo, que se subdividiu e deu origem a incontáveis subconjuntos dentro de subconjuntos, multiplicando-se no sentido da &lt;strong&gt;especialização&lt;/strong&gt; dos indivíduos. Naturalmente, todo este intrincado sistema necessita de ser regulado, disciplinado e manipulado por &lt;strong&gt;leis&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;regras&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;códigos&lt;/strong&gt; que acompanhem a sua sempre crescente complexidade, pois muitas cabeças a pensarem ao mesmo tempo, sem uma estrutura comum que as apoie e direccione, confluem necessariamente na ruptura do conjunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, enquanto certos indivíduos estão satisfeitos com o modo de funcionamento do sistema (ou vão fazendo por isso) e &lt;strong&gt;aceitam&lt;/strong&gt; as regras, outros há que &lt;strong&gt;nem por isso&lt;/strong&gt;. Obviamente, o indivíduo &lt;strong&gt;modelo&lt;/strong&gt; é aquele que contribui para o bom funcionamento do conjunto, ou seja, o que fielmente se regula pelas leis instituídas. Contudo, e como se rege sempre pelas regras, esse indivíduo acaba por nunca sobressair especialmente na vida em sociedade, quer pela positiva, quer pela negativa, o que o torna naquilo que comummente é apelidado de “&lt;strong&gt;pessoa normal&lt;/strong&gt;.” Se isso o incomoda? Pelo contrário! Aquilo a que ele mais aspira é precisamente a ser &lt;em&gt;normal&lt;/em&gt;, fazer parte do conjunto, &lt;strong&gt;integrar-se&lt;/strong&gt;. Porque o sistema até pode estar longe de ser perfeito, mas é o melhor que temos e a vida já é suficientemente complicada sem tentar remar &lt;strong&gt;contra&lt;/strong&gt; a maré... Por outro lado, aquele que não se encaixa nas engrenagens da máquina social, o &lt;strong&gt;inadaptado&lt;/strong&gt; que nela produz atritos e avarias, é um indivíduo que &lt;strong&gt;questiona&lt;/strong&gt; as regras (e permitam lembrar que &lt;em&gt;questionar&lt;/em&gt; não significa necessariamente &lt;em&gt;quebrar&lt;/em&gt; nem simplesmente &lt;em&gt;reclamar&lt;/em&gt;). Para o indivíduo normal, porém, esse gajo não passa de um &lt;strong&gt;anarquista&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;delinquente&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;ignaro&lt;/strong&gt; ou &lt;strong&gt;louco&lt;/strong&gt;. Ou &lt;strong&gt;artista&lt;/strong&gt;, claro. Afinal, aquilo que caracteriza o indivíduo de &lt;strong&gt;espírito criativo&lt;/strong&gt; ou &lt;strong&gt;imaginativo&lt;/strong&gt; é habitualmente uma visão &lt;strong&gt;singular&lt;/strong&gt; do universo que o rodeia, que decorre precisamente do facto de estar &lt;strong&gt;insatisfeito&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;questionar&lt;/strong&gt; o que se passa à sua volta. Por isso, é invariavelmente encarado como uma &lt;strong&gt;peça defeituosa&lt;/strong&gt; do sistema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fundo, o indivíduo &lt;em&gt;normal&lt;/em&gt; não passa de um &lt;strong&gt;conformado&lt;/strong&gt;, demasiado amedrontado para correr riscos. Para se justificar perante &lt;strong&gt;si mesmo&lt;/strong&gt;, prefere acreditar que é o inadaptado quem está &lt;strong&gt;errado&lt;/strong&gt;. É mais fácil chamar &lt;strong&gt;louco&lt;/strong&gt; ao espírito insatisfeito não manietado pelas regras do sistema, do que questionar-se sobre a sua própria condição de &lt;strong&gt;marioneta&lt;/strong&gt; que se esforça por seguir padrões de vida &lt;strong&gt;formatados&lt;/strong&gt; por uma sociedade castrada e castradora. No entanto, é óptimo que existam gajos normais, que seguem cegamente as regras. Afinal, se a sociedade fosse integralmente composta por inadaptados, seria certamente dissolvida por discussões que nunca levariam a lado nenhum. E, no fundo, é fixe pertencer a uma minoria e poder chamar &lt;strong&gt;carneirada&lt;/strong&gt; aos demais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515981-110303471967280600?l=ojacareresponde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ojacareresponde.blogspot.com/feeds/110303471967280600/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515981&amp;postID=110303471967280600&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515981/posts/default/110303471967280600'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515981/posts/default/110303471967280600'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ojacareresponde.blogspot.com/2004/11/matrix-is-all-around-us.html' title='&lt;em&gt;THE MATRIX IS ALL AROUND US&lt;/em&gt;'/><author><name>Jacaré Voador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05595906511369108375</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/82/355/1600/jacarevoador3.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515981.post-110233461829127841</id><published>2004-11-16T08:56:00.000Z</published><updated>2004-12-06T12:03:38.290Z</updated><title type='text'>INCESTO INFERNAL</title><content type='html'>“&lt;em&gt;Estou apaixonada pelo meu irmão adoptivo. Sempre partilhámos grande intimidade e é a ele e ao seu apoio que sempre recorro em alturas de necessidade. Com a chegada da idade adulta, apercebi-me que gosto dele mais do que como irmão e acho que o meu sentimento é correspondido. Mas ele mantém-se à defensiva. Acho que se sente reprimido pelo facto de termos sido criados como irmãos e julgo que tem medo de ter de cortar com a minha família, que ele sempre tratou como se fosse a sua, caso uma relação entre nós dê para o torto. Se ele não me fosse tão importante, afastava-me, mas sinto que ele pode ser a minha alma gémea! Que fazer?...&lt;/em&gt;”&lt;br /&gt;Leitora anónima&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Permita-me avisá-la desde já, cara amiga, que o &lt;strong&gt;incesto&lt;/strong&gt; é um carimbo no passaporte para o &lt;strong&gt;Inferno&lt;/strong&gt;! Com direito a chamas eternas, rios de fogo, sofrimentos infindáveis, diabos chifrudos, enfim, tudo aquilo a que tem direito. É esse o castigo para os heréticos que, como você, querem &lt;strong&gt;saltar para a cueca&lt;/strong&gt; dos próprios irmãos. No entanto (e se isso a consola), está em excelsa companhia. Porque, afinal, &lt;strong&gt;quem&lt;/strong&gt; é que inventou o incesto? Os filhos e filhas de &lt;strong&gt;Adão e Eva&lt;/strong&gt;, nem mais! Porém, ao contrário de si, essa gente sempre se pode desculpar dizendo que &lt;strong&gt;não havia mais ninguém&lt;/strong&gt; no mundo para fornicar para além dos próprios irmãos (embora eu aposte que, no meio dessa rebaldaria desbragada, alguns houve que não tiveram pejo em mandar umas trancadas nos próprios &lt;strong&gt;pais&lt;/strong&gt;). Mas havia que dar &lt;strong&gt;continuidade à espécie&lt;/strong&gt;, não é? E eu acredito que os demónios infernais até lhes dão menos uma ou duas chibatadas por século, em atenção a essas &lt;strong&gt;atenuantes&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto a si, cara amiga, o facto de o rapaz ser &lt;strong&gt;adoptado&lt;/strong&gt; torna a sua falta bem mais leve. Não se livra do &lt;strong&gt;pecado&lt;/strong&gt;, pois o facto é que você, sua debochada, foi criada como &lt;strong&gt;irmã&lt;/strong&gt; do homem a quem quer desencaminhar, mas é um incestozinho menor, daqueles que a sociedade até permite. Tal como os enlaces entre &lt;strong&gt;primos directos&lt;/strong&gt; – toda a gente sabe que “&lt;strong&gt;quanto mais prima, mais se lhe arrima&lt;/strong&gt;,” não é verdade? Portanto, esteja descansada. Com certeza lhe está reservado um lugar nos círculos infernais &lt;strong&gt;superiores&lt;/strong&gt;, onde o sofrimento é um pouco menos intolerável, e onde se despeja a &lt;strong&gt;ralé inferior&lt;/strong&gt;, a canalha que não tem coragem para pecar &lt;strong&gt;a sério&lt;/strong&gt;. Ou seja, não tenha pretensões de conhecer o &lt;strong&gt;Marquês de Sade&lt;/strong&gt; por essas bandas. Mas, enfim, não há nada perfeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passemos então à questão em causa. Pelo que conta, o seu irmão parece ter mais respeito que você pelas &lt;strong&gt;leis sagradas&lt;/strong&gt;. Contudo, se bem que a questão do incesto possa ser facilmente torneada, já que ambos não partilham verdadeiros &lt;strong&gt;laços de sangue&lt;/strong&gt;, os receios dele relativamente aos &lt;strong&gt;laços familiares&lt;/strong&gt; não são despropositados. Uma relação amorosa falhada entre os dois culminaria &lt;strong&gt;necessariamente&lt;/strong&gt; na ruptura no seio da família. É &lt;strong&gt;inevitável&lt;/strong&gt; – todos os rompimentos amorosos &lt;strong&gt;exigem&lt;/strong&gt; um afastamento entre as partes envolvidas. E ele &lt;strong&gt;deve&lt;/strong&gt; ser respeitado, pois só assim pode o tempo actuar no sentido de curar as &lt;strong&gt;mazelas emocionais&lt;/strong&gt;. Contudo, &lt;strong&gt;nada&lt;/strong&gt; obriga que esse afastamento seja necessariamente definitivo. Desde que haja vontade de &lt;strong&gt;ambas&lt;/strong&gt; as partes, o reatamento dos velhos laços de comunhão familiar é perfeitamente possível após o afastamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posto isto, e se está realmente segura dos seus sentimentos para com o rapaz, só lhe resta &lt;strong&gt;uma&lt;/strong&gt; opção: abrir o jogo. Dada a delicadeza da situação, é melhor que ambos sejam &lt;strong&gt;sinceros&lt;/strong&gt; e estejam &lt;strong&gt;bem certos&lt;/strong&gt; de querer uma relação amorosa, sob pena de provocar uma ruptura na família se o não fizerem. Não tenha receio de abrir o jogo, seja romântica e atire-se de cabeça. Lembre-se que é sempre melhor &lt;strong&gt;para si&lt;/strong&gt; lutar pelo que acredita e perder, do que viver uma vida frustrada e na interrogação do que &lt;em&gt;poderia ter sido&lt;/em&gt;. Não são apenas palavras bonitas; mais que isso, exprimem a diferença entre encarar-se a si mesma como uma &lt;strong&gt;lutadora corajosa&lt;/strong&gt; (e, muito bem, talvez até um pouco suicida) ou como uma &lt;strong&gt;frustrada medrosa&lt;/strong&gt;. Além disso, nunca se sabe se o seu adorado irmão não está ardentemente desejoso de passar uma eternidade &lt;strong&gt;tórrida&lt;/strong&gt; consigo no Inferno...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515981-110233461829127841?l=ojacareresponde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ojacareresponde.blogspot.com/feeds/110233461829127841/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515981&amp;postID=110233461829127841&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515981/posts/default/110233461829127841'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515981/posts/default/110233461829127841'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ojacareresponde.blogspot.com/2004/11/incesto-infernal.html' title='INCESTO INFERNAL'/><author><name>Jacaré Voador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05595906511369108375</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/82/355/1600/jacarevoador3.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515981.post-110048618595364667</id><published>2004-11-12T23:51:00.000Z</published><updated>2004-11-15T02:38:56.400Z</updated><title type='text'>BREAK UP SEX</title><content type='html'>Comentários a propósito de “&lt;strong&gt;&lt;a href="http://agoeladojacare.blogspot.com/2004_09_01_agoeladojacare_archive.html#109976412982890847"&gt;Duvidar ou Acreditar&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;,” de quinta-feira, 30 de Setembro, n’ “A Goela”:&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;eu vou ter de fazer a pergunta à road trip? comeste a rapariga antes de a deixar? come-se SEMPRE a rapariga antes de a mandar embora...&lt;/em&gt;”&lt;br /&gt;Leitor identificado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;(...) que raio de pergunta!!É claro que sim!!!&lt;/em&gt;”&lt;br /&gt;Leitora identificada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;oh não fosse ele o jacaré!&lt;/em&gt;”&lt;br /&gt;Outro leitor identificado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lamento desiludi-los, caros amigos, mas a verdade é que, mesmo que quisesse, não o &lt;strong&gt;poderia&lt;/strong&gt; ter feito. Se bem se lembram, eu sofrera umas três semanas antes um acidente de viação que me deixou com uma &lt;strong&gt;clavícula fracturada&lt;/strong&gt; e um &lt;strong&gt;traumatismo na uretra&lt;/strong&gt;. Se bem que o acidente (felizmente!) não tenha afectado em nada a minha capacidade de &lt;strong&gt;excitação&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;erecção&lt;/strong&gt;, o facto é que, com um tubo enfiado na região &lt;strong&gt;supra-púbica&lt;/strong&gt; (a meio caminho entre a pila e o umbigo), não me sinto &lt;strong&gt;nada&lt;/strong&gt; tentado a roçar o meu baixo-ventre em movimentos repetitivos de vaivém seja em que rapariga for, por muito macia e apetitosa que ela seja. Isto para não referir o facto de arrastar constantemente comigo um &lt;strong&gt;saco colector de urina&lt;/strong&gt; (vulgo &lt;strong&gt;saquinho de mijo&lt;/strong&gt;) que, quer se queira, quer não, é um brutal &lt;em&gt;turn off&lt;/em&gt; e está mui longe de me fazer sentir sexualmente desejável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, relembro-os também que a canalização está &lt;strong&gt;entupida&lt;/strong&gt;. Calculo que tentar &lt;strong&gt;ejacular&lt;/strong&gt; nessas condições seja, no mínimo, &lt;strong&gt;doloroso&lt;/strong&gt;. No &lt;strong&gt;máximo&lt;/strong&gt;, imagino um resultado tiro-pela-culatra semelhante ao que sucede ao Elmer Fudd sempre que o gajo descarrega a caçadeira no Bugs Bunny quando este tem o dedo enfiado pelo cano acima – &lt;strong&gt;&lt;em&gt;BOOM!!!&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para terminar, eu só cheguei à conclusão que tinha de terminar a relação com a &lt;strong&gt;Ruiva&lt;/strong&gt; quase uma semana &lt;strong&gt;depois&lt;/strong&gt; dela ter regressado ao norte, após os dias que passou em Lisboa. Ou seja, com mais de &lt;strong&gt;trezentos quilómetros&lt;/strong&gt; a separar-nos, mui dificilmente conseguiria mandar-lhe uma trancada antes de terminar o namoro. É claro que eu poderia ter gerido as coisas de maneira diversa... Por exemplo, poderia sempre ter viajado de &lt;strong&gt;urgência&lt;/strong&gt; até ao Porto para acabar com ela... e, de caminho, &lt;strong&gt;toma lá!&lt;/strong&gt; Ou, melhor ainda, poderia ter esperado para acabar com ela &lt;strong&gt;mais tarde&lt;/strong&gt;, após a minha recuperação e por ocasião de novo reencontro entre nós. E, entretanto, ia mantendo a relação de longe, enquanto me entretinha na capital com outra(s) menina(s). Afinal, e tirando o que eu lhe contava, que poderia ela saber da minha vida em Lisboa? &lt;strong&gt;Nada!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, eu poderia ter gerido as coisas de outro modo. Poderia tê-lo feito, caso fosse um &lt;strong&gt;egoísta calculista e sem escrúpulos&lt;/strong&gt;, disposto a pisar em quem quer que fosse para benefício próprio. Não me interpretem mal, pois isto não significa que eu não seja um &lt;strong&gt;grande rebarbado&lt;/strong&gt;! Sou-o e afirmo-o com &lt;strong&gt;orgulho&lt;/strong&gt;! Contudo, não estou tão &lt;strong&gt;desesperado&lt;/strong&gt; por sexo que tenha necessidade de &lt;strong&gt;enganar&lt;/strong&gt; seja quem for para conseguir aquilo que quero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, e ainda que não precisasse de a enganar, caso ela estivesse disposta a uma última para o caminho, devo confessar que não sou partidário do &lt;em&gt;break up sex&lt;/em&gt;. É sexo &lt;strong&gt;vazio&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;sem sentido&lt;/strong&gt; que, nitidamente, serve apenas para apaziguar a carne pelo acabar de uma relação. É sexo que está &lt;strong&gt;muito longe&lt;/strong&gt; de me satisfazer. Por isso, não acredito em sexo de &lt;strong&gt;acabar&lt;/strong&gt;. Acredito, sim, em sexo de &lt;strong&gt;começar&lt;/strong&gt;, em sexo de &lt;strong&gt;acreditar&lt;/strong&gt;. Acredito em sexo de &lt;strong&gt;amar&lt;/strong&gt;. E prefiro recordar uma relação passada pelos momentos em que &lt;strong&gt;amei e acreditei&lt;/strong&gt;. Que o resto, deita-se fora.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515981-110048618595364667?l=ojacareresponde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ojacareresponde.blogspot.com/feeds/110048618595364667/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515981&amp;postID=110048618595364667&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515981/posts/default/110048618595364667'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515981/posts/default/110048618595364667'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ojacareresponde.blogspot.com/2004/11/break-up-sex.html' title='&lt;em&gt;BREAK UP SEX&lt;/em&gt;'/><author><name>Jacaré Voador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05595906511369108375</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/82/355/1600/jacarevoador3.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515981.post-110048576811075486</id><published>2004-11-02T21:22:00.000Z</published><updated>2004-11-15T02:29:28.110Z</updated><title type='text'>BECO SEM SAÍDA</title><content type='html'>“&lt;em&gt;Caro Jacaré, tenho uma questão para lhe colocar. Estou a ficar apaixonado por uma rapariga com quem tenho partilhado uma crescente intimidade. E creio ser correspondido, apesar dela estar comprometida há uns anos. Mas tal como o Jacaré disse na sua última resposta, tenho receio que ela fuja caso eu decida abrir-lhe o meu coração e, por outro lado, não quero saltar-lhe em cima, porque não desejo apenas uma queca com ela, quero uma relação a sério. O que me aconselha?&lt;/em&gt;”&lt;br /&gt;Leitor identificado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Detesto dizer-lhe isto, mas o meu amigo tem aí a questão amorosa mais &lt;strong&gt;madrasta&lt;/strong&gt; de todos os tempos!... Pensa que estou a brincar? &lt;strong&gt;Ha!&lt;/strong&gt; Quer saber o que faz desta a questão mais madrasta de todos os tempos? Eu digo-lhe: o facto do meu amigo estar &lt;strong&gt;apaixonado&lt;/strong&gt; e da eventual consumação desse amor não depender de uma decisão &lt;strong&gt;sua&lt;/strong&gt; – está tudo nas mãos &lt;strong&gt;dela&lt;/strong&gt;. Tudo! Incluindo &lt;strong&gt;você&lt;/strong&gt; e a &lt;strong&gt;felicidade&lt;/strong&gt; que almeja. E é &lt;strong&gt;isso&lt;/strong&gt; que é ingrato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda e qualquer acção sua que leve &lt;strong&gt;directamente&lt;/strong&gt; a um envolvimento &lt;strong&gt;físico&lt;/strong&gt; entre os dois (e isso inclui tudo desde os &lt;strong&gt;beijos e amassos&lt;/strong&gt; até à &lt;strong&gt;queca&lt;/strong&gt;) é feitiço que se pode virar contra si. Uma rapariga que hoje encorna o namorado consigo, acabará por encorná-lo a &lt;strong&gt;si&lt;/strong&gt; amanhã com outro qualquer. E, por favor, não se iluda com a ideia de que você é &lt;strong&gt;diferente&lt;/strong&gt; porque ela o &lt;strong&gt;ama&lt;/strong&gt; – quem lhe diz a si que ela também não amava (ou ama ainda!) o outro que actualmente namora com ela?... Portanto, muito cuidado com esta via de acção. Pode sempre, no entanto, recorrer a ela para &lt;strong&gt;testar o carácter&lt;/strong&gt; da menina em causa. O pior que pode acontecer é ela revelar-se uma &lt;strong&gt;vaca desavergonhada&lt;/strong&gt; que vai com todos, destroçando assim o seu puro coraçãozinho apaixonado. Seja como for, e apesar de tudo, você fica a saber com que tipo de pessoa está na verdade a lidar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra opção é ser &lt;strong&gt;sincero&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;abrir o jogo&lt;/strong&gt;. Ou seja, dizer-lhe que &lt;strong&gt;gosta dela&lt;/strong&gt; e que quer &lt;strong&gt;namorar&lt;/strong&gt; com ela. Assegure-se, porém, de que a sua eleita &lt;strong&gt;não tem qualquer dúvida&lt;/strong&gt; de estar apaixonada por si &lt;strong&gt;e&lt;/strong&gt; já não sentir nada pelo actual namorado (e é imperioso verificarem-se &lt;strong&gt;ambas&lt;/strong&gt; as condições – qualquer uma delas isoladamente é insuficiente). Caso contrário, e ainda que ela aprecie &lt;strong&gt;mais&lt;/strong&gt; a sua companhia que a do próprio namorado, dificilmente trocará uma relação que, mesmo que não a satisfaça a todos os níveis, já provou &lt;strong&gt;funcionar&lt;/strong&gt; (ou não namorasse ela há &lt;strong&gt;anos&lt;/strong&gt;) por algo que, no fundo, é uma grande &lt;strong&gt;incógnita&lt;/strong&gt;. Esta situação é um &lt;strong&gt;círculo vicioso&lt;/strong&gt;: enquanto ela namorar, não está livre para tentar uma relação consigo e, enquanto não tiver oportunidade para tentar uma relação consigo, ela não poderá decidir se vale a pena abdicar da sua relação actual por si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resultado: você está num &lt;strong&gt;beco sem saída&lt;/strong&gt;. Impedido de lhe saltar em cima e de lhe revelar os seus sentimentos, resta-lhe apenas &lt;strong&gt;rezar&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;fazer figas&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;esperar&lt;/strong&gt; (sentado!) que, um belo dia, ela chegue &lt;strong&gt;por si própria&lt;/strong&gt; à conclusão que é &lt;strong&gt;você&lt;/strong&gt; quem ela quer. &lt;em&gt;Fat chance&lt;/em&gt; – sabem lá elas o que querem! Claro que o meu amigo pode sempre &lt;strong&gt;ajudá-la&lt;/strong&gt; a atingir essa conclusão, provando-lhe o seu amor com uma(s) daquelas tiradas à filme, como encher-lhe a casa de flores ou alugar um avião para escrever o nome dela no céu e outras tretas do género. Das duas, uma: ou ela o considera um &lt;strong&gt;louco furioso&lt;/strong&gt; e foge de si a sete pés ou, efectivamente, acaba por se render às suas &lt;strong&gt;exuberantes&lt;/strong&gt; provas de amor. Seja como for, lembre-se que fazer loucuras dessas têm a desvantagem de &lt;strong&gt;levantar a fasquia&lt;/strong&gt; para si próprio! Depois de conquistada a dama, você tem de viver a relação de acordo com as &lt;strong&gt;altas expectativas&lt;/strong&gt; que a menina tem de si e que &lt;strong&gt;você mesmo&lt;/strong&gt; criou!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em conclusão, e se acha &lt;strong&gt;mesmo&lt;/strong&gt; que ela vale o sacrifício, seja &lt;strong&gt;paciente&lt;/strong&gt; e aguarde que ela tome uma decisão. Claro que, a menos que o namoro dela apodreça de vez e ela fique &lt;strong&gt;livre para si&lt;/strong&gt;, você só vai &lt;strong&gt;perder tempo&lt;/strong&gt; à espera. Conselho de Jacaré: faça-se à &lt;strong&gt;irmã&lt;/strong&gt; dela ou à sua &lt;strong&gt;melhor amiga&lt;/strong&gt; – o ciúme opera &lt;strong&gt;maravilhas&lt;/strong&gt;. E o meu amigo sempre se mantém entretido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515981-110048576811075486?l=ojacareresponde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ojacareresponde.blogspot.com/feeds/110048576811075486/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515981&amp;postID=110048576811075486&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515981/posts/default/110048576811075486'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515981/posts/default/110048576811075486'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ojacareresponde.blogspot.com/2004/11/beco-sem-sada.html' title='BECO SEM SAÍDA'/><author><name>Jacaré Voador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05595906511369108375</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/82/355/1600/jacarevoador3.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515981.post-110001606493571554</id><published>2004-10-30T23:42:00.000+01:00</published><updated>2004-11-09T16:01:04.936Z</updated><title type='text'>ILÍCITA ATRACÇÃO</title><content type='html'>“&lt;em&gt;Tenho uma amiga com a qual me dou com alguma frequência. Ela namora há uns anos, mas acho que ultimamente anda a fazer-se a mim. Não é nada concreto, apenas uns toques, uns olhares, umas bocas que ela manda. E cada vez mais se queixa do namorado. Toda a gente me diz que eu me devia atirar a ela, e parte de mim quer, mas não passa de atracção física. Eu não gosto dela amorosamente e toda esta situação incomoda-me. Que pensa o Jacaré disto?&lt;/em&gt;”&lt;br /&gt;Leitor identificado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A experiência ensinou-me que envolvimentos com &lt;strong&gt;raparigas comprometidas&lt;/strong&gt; são sempre muito &lt;strong&gt;instáveis&lt;/strong&gt;. Tão depressa a gaja parece estar completamente a cagar no namorado e mais que disposta a oferecer-lhe um belo par de patins (quando não é de &lt;strong&gt;cornos&lt;/strong&gt;), como, num piscar de olhos, lhe volta a ser absolutamente devotada. Nada garante que ela não tenha um &lt;strong&gt;rebate de consciência&lt;/strong&gt; em pleno encornanço e se ponha a milhas, deixando um gajo agarrado ao pau (literalmente). Porquê que isto acontece? Porque, por muito má que seja, a relação cria &lt;strong&gt;hábitos&lt;/strong&gt; e todos sabemos que os hábitos são &lt;strong&gt;difíceis de perder&lt;/strong&gt;. Especialmente os &lt;strong&gt;maus&lt;/strong&gt; hábitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Avisado que está para este facto, prossigamos. Antes de tudo, é necessário o meu amigo tomar uma &lt;strong&gt;decisão&lt;/strong&gt;. Estabelecer um &lt;strong&gt;objectivo&lt;/strong&gt;. Quer saltar para a espinha da miúda? Então, faça-o. Faça-o &lt;strong&gt;literalmente&lt;/strong&gt;. Não perca tempo (nem a oportunidade) com falinhas mansas. Não fale; &lt;strong&gt;aja&lt;/strong&gt;. Da próxima vez que ela se insinuar, deite-lhe as garras e deixe o seu &lt;strong&gt;desejo carnal&lt;/strong&gt; falar por si. Seja &lt;strong&gt;convicto&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;confiante&lt;/strong&gt; e ela perderá a cabeça e deixar-se-á embalar pela loucura do momento, guiada pela libido. Mas &lt;strong&gt;cale-me essa boca&lt;/strong&gt; e faça tudo para calar também a dela – seja criativo e invente maneiras de manter a boca dela ocupada (&lt;em&gt;need I say more?&lt;/em&gt;). Porque, se ela não falar, também &lt;strong&gt;não pensa&lt;/strong&gt;. Grande parte das mulheres pensa com a &lt;strong&gt;língua&lt;/strong&gt; (porque é que acha que elas dão tanto à matraca?), portanto é imprescindível mantê-la ocupada – enquanto ela não parar para pensar como é &lt;strong&gt;errado&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;vergonhoso&lt;/strong&gt; encornar o namorado, é &lt;strong&gt;você&lt;/strong&gt; quem beneficia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou prefere manter-se bem afastado dessa embrulhada? Nada mais simples! Nesse caso, &lt;strong&gt;fale&lt;/strong&gt;! Seja directo e abra o jogo. Fale-lhe dos &lt;strong&gt;seus&lt;/strong&gt; sentimentos, fale-lhe dos sentimentos &lt;strong&gt;dela&lt;/strong&gt;. Fale-lhe da &lt;strong&gt;atracção&lt;/strong&gt; que existe entre ambos ou, melhor ainda, diga-lhe que está &lt;strong&gt;apaixonado&lt;/strong&gt; por ela. Vai ver a rapidez com que ela ganha distância de si e jura que sempre o encarou &lt;strong&gt;apenas e só&lt;/strong&gt; como amigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece paradoxal? Não é. Repare: o que existe entre si e esta rapariga é apenas uma &lt;strong&gt;atracção&lt;/strong&gt; (se física ou amorosa, pouco importa para o caso). Contudo, dado que a menina é comprometida, essa atracção é &lt;strong&gt;indigna&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;ilícita&lt;/strong&gt;. E, como tudo o que é ilícito, &lt;strong&gt;deliciosamente tentadora&lt;/strong&gt;. Porém, é também &lt;strong&gt;errada&lt;/strong&gt;. &lt;strong&gt;Vil&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;suja&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;ignóbil&lt;/strong&gt;. &lt;strong&gt;Vergonhosa&lt;/strong&gt;. &lt;strong&gt;PECAMINOSA&lt;/strong&gt;. Contudo, enquanto essa atracção permanecer nas sombras, intocada, e não for &lt;strong&gt;nomeada&lt;/strong&gt;, no fundo é como se &lt;strong&gt;não existisse&lt;/strong&gt;. E isso, obviamente, mantém apaziguada a consciência da menina atiradiça. A partir do momento em que se &lt;strong&gt;falar&lt;/strong&gt; no assunto e ele for &lt;strong&gt;nomeado&lt;/strong&gt;, é como se se deitasse um jorro de luz sobre a coisa, mostrando-a sob o seu verdadeiro aspecto: uma &lt;strong&gt;abominação malcheirosa e cabeluda&lt;/strong&gt;! E, acredite, a partir dessa hora, a rapariga só vai querer distância de todo o abjecto assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, cabe-lhe a &lt;strong&gt;si&lt;/strong&gt; decidir o que fazer. Contudo, também lhe digo isto: qualquer outro gajo na sua situação não pensaria duas vezes antes de se atirar à gaja – não é o &lt;strong&gt;pormenor&lt;/strong&gt; de gostar ou não dela que o impediria de a furar. Mas o meu amigo dá mostras de ser feito de &lt;strong&gt;outra&lt;/strong&gt; têmpera e revela alguma preocupação pelos seus &lt;strong&gt;sentimentos&lt;/strong&gt;, para além da mera atracção física. Obviamente, você não é um alarve que come só porque a mesa está posta. Isso torna-o uma pessoa &lt;strong&gt;nobre&lt;/strong&gt; e de &lt;strong&gt;valor&lt;/strong&gt;. Os meus &lt;strong&gt;parabéns&lt;/strong&gt;! Só espero que não fique muito &lt;strong&gt;frustrado&lt;/strong&gt; quando se aperceber que, neste mundo, os gajos nobres e escrupulosos como você acabam por &lt;strong&gt;nunca&lt;/strong&gt; comer gaja nenhuma.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515981-110001606493571554?l=ojacareresponde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ojacareresponde.blogspot.com/feeds/110001606493571554/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515981&amp;postID=110001606493571554&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515981/posts/default/110001606493571554'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515981/posts/default/110001606493571554'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ojacareresponde.blogspot.com/2004/10/ilcita-atraco.html' title='ILÍCITA ATRACÇÃO'/><author><name>Jacaré Voador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05595906511369108375</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/82/355/1600/jacarevoador3.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515981.post-109413020615210914</id><published>2004-09-01T15:51:00.000+01:00</published><updated>2004-09-02T14:03:26.153+01:00</updated><title type='text'>PAIXÕES VIRTUAIS</title><content type='html'>“&lt;em&gt;Conheci uma rapariga na net há uns quatro anos e desde então ficámos amigos. Nunca nos vimos em pessoa, mas partilhamos actualmente bastante intimidade. Mas nos últimos tempos ela tem andado cada vez mais insistente para o meu lado e recentemente declarou-me o seu amor. Eu até gosto dela como amiga e também a acho gira, mas isto parece-me tudo muito precipitado da parte dela. Será que há razão para interesse? Que devo fazer?&lt;/em&gt;”&lt;br /&gt;Leitor identificado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parafraseando a minha irmã, não percebo como é que o pessoal de antigamente fazia para &lt;strong&gt;namorar&lt;/strong&gt; quando não havia &lt;strong&gt;Internet&lt;/strong&gt;! Os meios modernos de comunicação são &lt;strong&gt;assombrosos&lt;/strong&gt;! Permitem coisas que, há alguns anos atrás (e não é necessário ir muito longe), seriam totalmente &lt;strong&gt;descabidas&lt;/strong&gt;! Quem diria ser possível estabelecer uma &lt;strong&gt;relação amorosa&lt;/strong&gt; com alguém com quem &lt;strong&gt;nunca&lt;/strong&gt; se esteve &lt;strong&gt;pessoalmente&lt;/strong&gt;?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para mim, casos como este só servem para &lt;strong&gt;confirmar&lt;/strong&gt; algo que há muito tempo observo à minha volta: há muita &lt;strong&gt;carência afectiva&lt;/strong&gt; por esse mundo afora. Toda a gente anseia por um pouco de &lt;strong&gt;atenção&lt;/strong&gt;. Ao ponto se de agarrarem desesperadamente a quem quer que dispense um pouco. Até mesmo alguém que nunca se viu ao vivo. Ou &lt;strong&gt;especialmente&lt;/strong&gt; alguém que nunca se viu ao vivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porquê “especialmente”? Quando conhecemos &lt;strong&gt;pessoalmente&lt;/strong&gt; alguém, há uma quantidade inconcebível de informação que passa &lt;strong&gt;sub-repticiamente&lt;/strong&gt; – desde a &lt;strong&gt;postura&lt;/strong&gt; do nosso interlocutor ao seu timbre de &lt;strong&gt;voz&lt;/strong&gt;, aos seus &lt;strong&gt;gestos&lt;/strong&gt; e ao seu &lt;strong&gt;olhar&lt;/strong&gt; – &lt;strong&gt;tudo&lt;/strong&gt; nos fornece dados sobre a personalidade da pessoa em causa (e &lt;strong&gt;muito mais&lt;/strong&gt; que o conteúdo da conversa estabelecida!). A soma de todos os dados permite-nos tecer uma &lt;strong&gt;impressão&lt;/strong&gt; positiva ou negativa acerca da pessoa em causa. E, com base nessa impressão, concluímos se nos interessa conhecer melhor a dita personagem... ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando conhecemos alguém &lt;strong&gt;virtualmente&lt;/strong&gt;, não temos acesso à tal informação sub-reptícia que existe quando contactamos alguém em pessoa. Assim sendo, damos muito mais importância ao &lt;strong&gt;conteúdo&lt;/strong&gt; da conversa. E criamos a impressão acerca do nosso interlocutor a partir &lt;strong&gt;desses&lt;/strong&gt; dados – impressão que é, obviamente, &lt;strong&gt;incompleta&lt;/strong&gt;. Contudo, se essa impressão for positiva, algo &lt;strong&gt;extraordinário&lt;/strong&gt; acontece: a nossa imaginação &lt;strong&gt;preenche&lt;/strong&gt; os dados em falta sobre a pessoa em causa. E, coisa maravilhosa, preenche-os com &lt;strong&gt;nuvenzinhas cor-de-rosa&lt;/strong&gt;! A impressão positiva (ainda que incompleta) que construímos da dita personagem combina-se com a tal &lt;strong&gt;carência afectiva&lt;/strong&gt; de que todos sofremos para criar do outro lado do monitor, e aos nossos olhos, o &lt;strong&gt;Príncice&lt;/strong&gt; ou &lt;strong&gt;Princesa Encantados&lt;/strong&gt; dos nossos sonhos! Incrível, mas &lt;strong&gt;verídico&lt;/strong&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pessoas que basta um mísero olhar (ao &lt;strong&gt;vivo&lt;/strong&gt;, claro; nada de fotos, que as fotos enganam) para sabermos que &lt;strong&gt;nem pensar! &lt;em&gt;no way!&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, de repente podem tornar-se os nossos &lt;strong&gt;melhores amigos&lt;/strong&gt; (ou &lt;strong&gt;mais&lt;/strong&gt;!) só porque nunca lhes vimos as fuças em carne e osso! A Net é, na verdade, &lt;strong&gt;democrática&lt;/strong&gt; – todos têm as mesmas oportunidades! E, à partida, todos são &lt;strong&gt;verdadeiramente&lt;/strong&gt; iguais!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas já estou a divagar há demasiado tempo... Vamos lá ao problema em causa. Serve toda esta arengada para mostrar que um gajo nunca deve subestimar o &lt;strong&gt;confronto físico&lt;/strong&gt;. Meu amigo, conhece a rapariga há &lt;strong&gt;quatro anos&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;nunca&lt;/strong&gt; combinou uma porcaria de um café com ela? Porquê?! Ela vive na &lt;strong&gt;Polónia&lt;/strong&gt; ou quê?! Faça-o, que diabos! Saberá &lt;strong&gt;imediatamente&lt;/strong&gt; se há ou não razão para interesse! E, na pior das hipóteses, só precisa de aguentar &lt;strong&gt;meia hora&lt;/strong&gt; com a gaja!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, como eu sempre digo, o &lt;strong&gt;primeiro café&lt;/strong&gt; não se nega a &lt;strong&gt;ninguém&lt;/strong&gt;!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515981-109413020615210914?l=ojacareresponde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ojacareresponde.blogspot.com/feeds/109413020615210914/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515981&amp;postID=109413020615210914&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515981/posts/default/109413020615210914'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515981/posts/default/109413020615210914'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ojacareresponde.blogspot.com/2004/09/paixes-virtuais.html' title='PAIXÕES VIRTUAIS'/><author><name>Jacaré Voador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05595906511369108375</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/82/355/1600/jacarevoador3.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515981.post-109391252063243741</id><published>2004-08-26T13:28:00.000+01:00</published><updated>2004-09-02T14:15:10.786+01:00</updated><title type='text'>XEQUE-MATE</title><content type='html'>“&lt;em&gt;Namorei com uma rapariga durante algum tempo, mas acabámos recentemente, durante uma discussão. Depois, eu arrependi-me e quis voltar, mas ela não. Os meus amigos dizem-me para cagar de alto na gaja, mas eu ainda gosto dela e ando a sofrer bués e não quero desistir sem lutar por ela. Será falta de amor-próprio correr atrás dela? Ou é uma prova que realmente a amo?&lt;/em&gt;”&lt;br /&gt;Leitor anónimo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixe-se de &lt;strong&gt;lérias&lt;/strong&gt; e faça-se &lt;strong&gt;homem&lt;/strong&gt;, caramba! Se &lt;strong&gt;realmente&lt;/strong&gt; gosta da rapariga e &lt;strong&gt;sente&lt;/strong&gt; que deve lutar por ela, então &lt;strong&gt;lute&lt;/strong&gt; (mesmo que tenha de ser contra &lt;strong&gt;ela própria&lt;/strong&gt;)! Um homem &lt;strong&gt;nunca&lt;/strong&gt; deve abandonar a liça enquanto não tiver a certeza absoluta que levou &lt;strong&gt;xeque-mate&lt;/strong&gt;. Em vez de se perder em dúvidas acerca da decisão a tomar, faça-se à vida! Tenha &lt;strong&gt;tomates&lt;/strong&gt;, homem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem duas barreiras que impedem um homem de rastejar atrás da mulher que o rejeitou: o &lt;strong&gt;orgulho&lt;/strong&gt; e o &lt;strong&gt;amor-próprio&lt;/strong&gt;. Por vezes, confundem-se, mas não são a mesma coisa. E se é aconselhável um gajo atirar o orgulho para trás das costas, já não é tão aconselhável fazer o mesmo ao amor-próprio. É isto que distingue o &lt;strong&gt;Altivo&lt;/strong&gt; (o orgulhoso cabeçudo) do &lt;strong&gt;Capacho&lt;/strong&gt; (o gajo que se deixa pisar) e do &lt;strong&gt;Justo&lt;/strong&gt; (que não se deixa pisar, mas também não deixa que o orgulho o impeça de mostrar o seu amor por uma rapariga – e de lutar por ela, se preciso for).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na prática, é muito difícil separar uma coisa da outra (especialmente quando um gajo está cego por amor), portanto, aconselho-o simplesmente a &lt;strong&gt;seguir os seus impulsos&lt;/strong&gt;. Se prefere &lt;strong&gt;cagar&lt;/strong&gt; nela, faça-o. Se acha que deve &lt;strong&gt;chorar baba e ranho&lt;/strong&gt; agarrado às saias dela, faça-o também. Em termos práticos, é &lt;strong&gt;igual&lt;/strong&gt;. Nenhuma das alternativas lhe garante a reconquista da dama. Porque há gajas que adoram que se rojem aos seus pés e outras que preferem ser desprezadas (embora o desprezo, regra geral, se revele bastante mais &lt;strong&gt;eficaz&lt;/strong&gt;, quando usado com &lt;em&gt;savoir faire&lt;/em&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A experiência ensinou este velho Jacaré que não há &lt;strong&gt;nada de mal&lt;/strong&gt; em um homem rastejar atrás de uma mulher, arrojando à lama o seu orgulho e até o seu amor-próprio. Vejo mais &lt;strong&gt;coragem&lt;/strong&gt; nessa atitude, de quem está disposto a &lt;strong&gt;sacrificar&lt;/strong&gt; tudo pelo sentimento, do que na do Altivo, que, basicamente, não passa de um &lt;strong&gt;poltrão&lt;/strong&gt; preocupado com as &lt;strong&gt;aparências&lt;/strong&gt;. Além disso, e eventualmente, o &lt;strong&gt;Rastejador&lt;/strong&gt; há-de aprender à conta das suas &lt;strong&gt;cabeçadas&lt;/strong&gt;. Aprender a dar-se mais &lt;strong&gt;valor&lt;/strong&gt;. E, quando isso acontece, o gajo deixa de perder tempo a correr atrás de quem &lt;strong&gt;não o ama&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, no fundo, é &lt;strong&gt;este&lt;/strong&gt; o busílis da questão: &lt;strong&gt;se ela o ama ou não&lt;/strong&gt;. Aconselho-o, caro amigo a perguntá-lo &lt;strong&gt;directamente&lt;/strong&gt; à sua recente ex-namorada. Se receber &lt;strong&gt;qualquer&lt;/strong&gt; outra resposta que não o “&lt;strong&gt;sim&lt;/strong&gt;,” ponha-se a andar sem sequer olhar para trás – não vale a pena perder o seu tempo com ela. Apenas o “sim” deixa entrever um possível entendimento, já que o problema da viabilidade da relação é &lt;strong&gt;exterior&lt;/strong&gt; ao sentimento. Quanto ao “&lt;strong&gt;talvez&lt;/strong&gt;,” é muito &lt;strong&gt;pior&lt;/strong&gt; que um “não,” porque revela &lt;strong&gt;indecisão&lt;/strong&gt;. E enquanto ela andar indecisa, você não anda, nem desanda. E fica &lt;strong&gt;dependente&lt;/strong&gt; do capricho dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Então e se ela estiver a &lt;strong&gt;mentir&lt;/strong&gt; por qualquer razão, ou &lt;strong&gt;equivocada&lt;/strong&gt; em relação aos próprios sentimentos?” pergunta o ingénuo leitor. Nesse caso, caro amigo, &lt;strong&gt;fuja&lt;/strong&gt; dela como se ela tivesse a &lt;strong&gt;peste&lt;/strong&gt;! A menos, claro, que lhe &lt;strong&gt;interesse&lt;/strong&gt; manter uma relação com uma gaja &lt;strong&gt;mentirosa&lt;/strong&gt; ou &lt;strong&gt;imatura&lt;/strong&gt;, que &lt;strong&gt;não sabe o que quer&lt;/strong&gt;. Gostos não se discutem e longe de mim tentar impingir-lhe que só as raparigas &lt;strong&gt;sinceras&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;seguras de si&lt;/strong&gt; (e dos próprios sentimentos) valem a pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, as outras também têm que &lt;strong&gt;comer&lt;/strong&gt; e, até calha bem, porque há para aí tanto gajo que não tem unhas para as raparigas maduras...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515981-109391252063243741?l=ojacareresponde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ojacareresponde.blogspot.com/feeds/109391252063243741/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515981&amp;postID=109391252063243741&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515981/posts/default/109391252063243741'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515981/posts/default/109391252063243741'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ojacareresponde.blogspot.com/2004/08/xeque-mate.html' title='XEQUE-MATE'/><author><name>Jacaré Voador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05595906511369108375</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/82/355/1600/jacarevoador3.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515981.post-109304899919427114</id><published>2004-08-18T22:37:00.000+01:00</published><updated>2004-08-21T01:43:19.193+01:00</updated><title type='text'>RELAÇÕES À DISTÂNCIA</title><content type='html'>“&lt;em&gt;conheço malta q namora com ppl de mto longe,ate do estrangeiro ás vezes,o jacare era capaz?&lt;/em&gt;”&lt;br /&gt;Leitor identificado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caro amigo, para começo de conversa, deixe-me dizer-lhe que sou &lt;strong&gt;absolutamente contra&lt;/strong&gt; relações à distância! Sempre fui e sempre serei. E desaconselho-as vivamente seja a quem for. Não há nada pior que estar &lt;strong&gt;longe&lt;/strong&gt; da pessoa amada! Eu que o saiba, pois falo por &lt;strong&gt;experiência própria&lt;/strong&gt; – com efeito (e infelizmente!), a minha bela &lt;strong&gt;Ruiva&lt;/strong&gt; não é de Lisboa. É de &lt;strong&gt;Vila do Conde&lt;/strong&gt;, acima do Porto!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É lixado, sim, mas podia ser &lt;strong&gt;muito pior&lt;/strong&gt;. Eu podia viver no &lt;strong&gt;Algarve&lt;/strong&gt; e não em Lisboa! &lt;strong&gt;Aí&lt;/strong&gt; era &lt;strong&gt;bem mais&lt;/strong&gt; lixado! Mas, mesmo assim, ainda estávamos no &lt;strong&gt;mesmo país&lt;/strong&gt;. Porque podia ser &lt;strong&gt;ainda pior&lt;/strong&gt;!... E é melhor ficarmo-nos por aqui, porque se há coisa que a vida me ensinou foi exactamente que não há &lt;strong&gt;nada&lt;/strong&gt; que seja &lt;strong&gt;tão mau que não possa piorar&lt;/strong&gt; (e &lt;strong&gt;prepúcio!&lt;/strong&gt;, que já me estou a contradizer! Afinal, chego à conclusão que até &lt;strong&gt;deve&lt;/strong&gt; haver algo &lt;strong&gt;bem pior&lt;/strong&gt; que estar um homem afastado da sua amada e não a poder beijar e abraçar sempre que disso sinta a vontade).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a verdade é que realmente existem algumas &lt;strong&gt;vantagens&lt;/strong&gt; nas relações de afastamento forçado. Para começar, a vida de um gajo quase não se altera. Tirando as contas telefónicas (que sofrem aumentos brutais, como é natural), tudo o resto permanece mais ou menos na &lt;strong&gt;mesma&lt;/strong&gt;. É esta, provavelmente, a &lt;strong&gt;única&lt;/strong&gt; ocasião em que um tipo pode afirmar com segurança que &lt;strong&gt;não&lt;/strong&gt; deixa de estar com os amigos para passar mais tempo com a sua mais-que-tudo (como se pode perceber, este tipo de relação é &lt;strong&gt;excelente&lt;/strong&gt; para as pessoas independentes, que levam vidas muito ocupadas e não têm tempo a perder com assuntos do coração). Além disso, dado serem &lt;strong&gt;raros&lt;/strong&gt; os momentos em que os namorados estão juntos, dão-lhes muito maior &lt;strong&gt;valor&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;importância&lt;/strong&gt;. O que, obviamente, só beneficia a própria relação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, existe o &lt;strong&gt;outro&lt;/strong&gt; lado da questão. Em termos de &lt;strong&gt;interacção física amorosa&lt;/strong&gt;, as relações à distância deixam muito a desejar. Com efeito, para que é que um gajo arranja uma namorada, se depois não lhe pode saltar em cima porque ela vive em &lt;strong&gt;cascos de rolha&lt;/strong&gt;?! &lt;strong&gt;Santa Cópula!&lt;/strong&gt;, se é para continuar a bater punhetas, não vale a pena arranjar uma namorada &lt;strong&gt;ausente&lt;/strong&gt;!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... O que nos leva a uma conclusão interessante: as pessoas que apostam em relações à distância (e que, efectivamente, as fazem funcionar) são, regra geral, pessoas para quem a relação amorosa vai &lt;strong&gt;muito além&lt;/strong&gt; da mera &lt;strong&gt;interacção física&lt;/strong&gt;, pessoas a quem interessa o &lt;strong&gt;compromisso sério&lt;/strong&gt; e a &lt;strong&gt;longo prazo&lt;/strong&gt;. Em suma e para resumir, &lt;strong&gt;pessoas maduras&lt;/strong&gt;. Porque &lt;strong&gt;ninguém&lt;/strong&gt; que esteja simplesmente interessado em relações fortuitas e alguma diversão inconsequente se mete numa embrulhada dessas. Ou, se se mete, rapidamente a abandona (ou atraiçoa), porque não suporta os sacrifícios necessários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conclusão da história: aqui o Jacaré é uma &lt;strong&gt;pessoa madura&lt;/strong&gt;! Que lindo! Só por ter descoberto isto, já valeu bem a pena ter redigido esta composição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E lá me lembrei de algo &lt;strong&gt;bem pior&lt;/strong&gt; que estar um homem afastado da sua amada... É não ter &lt;strong&gt;quem&lt;/strong&gt; amar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515981-109304899919427114?l=ojacareresponde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ojacareresponde.blogspot.com/feeds/109304899919427114/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515981&amp;postID=109304899919427114&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515981/posts/default/109304899919427114'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515981/posts/default/109304899919427114'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ojacareresponde.blogspot.com/2004/08/relaes-distncia.html' title='RELAÇÕES À DISTÂNCIA'/><author><name>Jacaré Voador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05595906511369108375</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/82/355/1600/jacarevoador3.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515981.post-109123329815961986</id><published>2004-07-29T22:10:00.000+01:00</published><updated>2004-11-15T02:37:27.940Z</updated><title type='text'>IMPLICÂNCIA</title><content type='html'>Comentário a propósito d’ “&lt;strong&gt;&lt;a href="http://ojacareresponde.blogspot.com/2004/07/o-jogo-das-escondidas.html"&gt;O Jogo Das Escondidas&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;,” entrada de sexta-feira, 16 de Julho:&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;epá .. tudo isto parece dar muito trabalho.. que aconteceu ao ‘ir para os bares tentar embebedar uma gaja?’.&lt;/em&gt;”&lt;br /&gt;Leitor identificado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comentário a propósito de “&lt;strong&gt;&lt;a href="http://agoeladojacare.blogspot.com/2004_07_01_agoeladojacare_archive.html#109070442493328406"&gt;Bendita Genética&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;,” de quinta-feira, 22 de Julho, n’ “A Goela”:&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;dude .. se só te mexes por gajas .. tens realmente um problema geez&lt;/em&gt;”&lt;br /&gt;O mesmo gajo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caro amigo, você anda a fazer de propósito para ser &lt;strong&gt;chato e cabeçudo&lt;/strong&gt;, não anda? Diga lá a verdade: é por ser &lt;strong&gt;eu&lt;/strong&gt;, não é? Confesse que ainda está ressentido por eu lhe ter chamado “&lt;strong&gt;&lt;a href="http://ojacareresponde.blogspot.com/2004/07/picar-e-ser-picado.html"&gt;&lt;em&gt;nerd&lt;/em&gt; dos computadores&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;” no outro dia. Deixe lá isso! &lt;strong&gt;Releve&lt;/strong&gt;, que a vida é curta e não vale a pena chatearmo-nos por tão pouco. E acredite que não o disse com má intenção – até os &lt;em&gt;nerds&lt;/em&gt; dos computadores fazem falta no mundo! Nem que seja para fazer outros cromos &lt;strong&gt;rir&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, vamos lá a isto. O meu amigo precisa de ter mais atenção. N’ “O Jogo Das Escondidas,” eu começo precisamente por ressalvar que “... caso queira &lt;strong&gt;algo mais&lt;/strong&gt; que apenas uma gaja em quem dar uns amassos e passar uma noite tórrida.” Naturalmente, isto &lt;strong&gt;põe de parte&lt;/strong&gt; engatar em bares. Pensei que, de tão &lt;strong&gt;óbvio&lt;/strong&gt;, não fosse necessário referi-lo textualmente. Não quer dizer que não se possa encontrar uma ou outra gaja porreira em bares. O que acontece é que é &lt;strong&gt;muito mais certo&lt;/strong&gt; encontrar alguém que partilhe os seus interesses &lt;strong&gt;noutros&lt;/strong&gt; ambientes, nomeadamente em cursos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se dá “&lt;strong&gt;muito trabalho&lt;/strong&gt;”?! É &lt;strong&gt;suposto&lt;/strong&gt; dar trabalho! Ou você pensa que as raparigas que &lt;strong&gt;realmente&lt;/strong&gt; valem a pena existem para aí ao pontapé? Que, a cada dois passos que se dá, se tropeça numa, não? Desiluda-se, homem! É preciso &lt;strong&gt;penar&lt;/strong&gt; para encontrar uma rapariga de jeito! Elas são &lt;strong&gt;raras&lt;/strong&gt;, e é por isso que são tão valiosas. Mas lembre-se que se ama &lt;strong&gt;mais&lt;/strong&gt; o que se conquistou com &lt;strong&gt;esforço&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mudando de assunto, que parte de “Bendita &lt;strong&gt;genética&lt;/strong&gt;, que me criou com o &lt;strong&gt;gosto&lt;/strong&gt; pela Dança...” é que você não entende? Eu não me “mexo só por gajas.” Se eu danço, é porque, acima de tudo, &lt;strong&gt;gosto&lt;/strong&gt; de o fazer. Porque me dá &lt;strong&gt;prazer&lt;/strong&gt;. É apenas uma &lt;strong&gt;feliz coincidência&lt;/strong&gt; interessar-me por algo que as raparigas na sua esmagadora maioria também gostam. E, já agora, também lhe digo que &lt;strong&gt;ninguém&lt;/strong&gt; se mexe &lt;strong&gt;só&lt;/strong&gt; por gajas. Por outras palavras, ninguém se sujeita a actividades que &lt;strong&gt;não gosta&lt;/strong&gt; movido &lt;strong&gt;apenas&lt;/strong&gt; pelo objectivo de engatar. Ou, pelo menos, não se sujeita &lt;strong&gt;por muito tempo&lt;/strong&gt;. Conheço, por exemplo, quem tenha ido a um ou outro &lt;strong&gt;funeral&lt;/strong&gt; levado apenas pela possibilidade de engatar uma menina chorosa com necessidade de consolo. Mas os funerais são ambientes tristes e deprimentes e, como &lt;strong&gt;não dão prazer&lt;/strong&gt;, ninguém se dedica a isso &lt;strong&gt;por sistema&lt;/strong&gt;. A menos, claro, que retire disso algum &lt;strong&gt;gozo&lt;/strong&gt; (hmmm... olha que ideia mais &lt;em&gt;twisted&lt;/em&gt; para uma BD!...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para acabar, deixo-lhe um conselho de amigo: antes de tentar &lt;strong&gt;entalar&lt;/strong&gt; um Jacaré velho e rodado, convém certificar-se que está bem &lt;strong&gt;seguro&lt;/strong&gt; do seu próprio jogo. Caso contrário, arrisca-se a passar vergonha devido à sua própria jactância (e ignorância). Não terei qualquer problema em &lt;strong&gt;dar-lhe razão&lt;/strong&gt; no dia em que, com uma &lt;strong&gt;argumentação elucidada e bem construída&lt;/strong&gt;, me fizer ver que estou errado. Mas o meu amigo vai ter que abrir bem os olhos e livrar-se de muito &lt;strong&gt;preconceitos&lt;/strong&gt; dessa sua cabecinha, se algum dia quiser levar a melhor sobre alguém &lt;strong&gt;minimamente inteligente e informado&lt;/strong&gt;. Não basta ser &lt;strong&gt;chato e cabeçudo&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seja como for, &lt;strong&gt;muito obrigado&lt;/strong&gt; por me fornecer tanto &lt;strong&gt;material&lt;/strong&gt; para “O Jacaré Responde”. É simpático da sua parte. &lt;em&gt;Keep‘em coming!&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515981-109123329815961986?l=ojacareresponde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ojacareresponde.blogspot.com/feeds/109123329815961986/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515981&amp;postID=109123329815961986&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515981/posts/default/109123329815961986'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515981/posts/default/109123329815961986'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ojacareresponde.blogspot.com/2004/07/implicncia.html' title='IMPLICÂNCIA'/><author><name>Jacaré Voador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05595906511369108375</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/82/355/1600/jacarevoador3.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515981.post-109070483453434452</id><published>2004-07-24T22:28:00.000+01:00</published><updated>2007-03-06T14:05:14.152Z</updated><title type='text'>QUANTIDADE VERSUS QUALIDADE</title><content type='html'>“&lt;em&gt;A minha namorada é insaciável. Adoro fazer sexo com ela e gosto de lhe dar prazer na cama, mas por mais que tente não consigo vir-me mais de três vezes por noite. Ela bem puxa pelo macaco, e faz-lhe festinhas, mas não há meio de o conseguir levantar depois da terceira. E já a terceira custa bués! Eu gosto da minha namorada, mas tenho medo de não a estar a satisfazer, porque ela está sempre pronta para mais; se mais eu desse, mais ela levava. Será que o problema é meu, que sou uma picha mole, ou é ela que é uma ninfomaníaca?&lt;/em&gt;”&lt;br /&gt;Leitor anónimo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O maior barrete que enfiaram ao género masculino foi fazê-lo crer que a prestação sexual de um gajo é tanto melhor quanto &lt;strong&gt;maior&lt;/strong&gt; o número de &lt;strong&gt;vezes seguidas que ele se vem&lt;/strong&gt; numa noite. Isso e a tanga de que &lt;strong&gt;não&lt;/strong&gt; se pode saltar à espinha duma gaja quando ela está com o &lt;strong&gt;período&lt;/strong&gt; ou sofre de &lt;strong&gt;enxaquecas&lt;/strong&gt;. Pfff! Enxa-&lt;strong&gt;quecas&lt;/strong&gt; – com um nome desses, até está mesmo a pedi-las, que raio!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois saiba, meu caro amigo, que nem o corpo masculino foi construído para ser &lt;strong&gt;mungido&lt;/strong&gt; continuamente à vontade do freguês. Nunca ouviu falar do &lt;strong&gt;período refractário&lt;/strong&gt;? Pois bem, o ciclo das reacções sexuais do homem é composto por quatro fases: a fase de &lt;strong&gt;excitação&lt;/strong&gt;, a fase de &lt;strong&gt;actividade&lt;/strong&gt;, a fase de &lt;strong&gt;orgasmo&lt;/strong&gt; e, finalmente, a fase de &lt;strong&gt;resolução&lt;/strong&gt;. Não vou perder tempo a explicar o que acontece em cada uma das fases porque penso que os nomes são suficientemente explícitos para todos entendermos do que estamos a falar. Direi apenas que é na fase de resolução que toma lugar aquilo a que se chama de &lt;strong&gt;período refractário&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu amigo está a ver aquela doce lassidão que se apodera de todo o seu corpo, logo após ter esvaziado os tomates, deixando-o tranquilo e em harmonia com o Universo, e prontinho para dormir na paz dos anjos? Pois bem, &lt;strong&gt;essa&lt;/strong&gt; é a fase de resolução, que se caracteriza exactamente pela descida dos níveis físicos de intensa actividade sexual para os de &lt;strong&gt;repouso&lt;/strong&gt;. Nessa altura, o que é que acontece ao “macaco”? &lt;strong&gt;Afrouxa&lt;/strong&gt;, já se sabe. E, por mais que se incite o bicho e se “lhe faça festinhas”, não há meio do animal se levantar &lt;strong&gt;tão cedo&lt;/strong&gt;. Ora bem, o &lt;strong&gt;período refractário&lt;/strong&gt; é exactamente o lapso de tempo que sucede ao orgasmo durante o qual é &lt;strong&gt;impossível&lt;/strong&gt; voltar a ter uma &lt;strong&gt;erecção&lt;/strong&gt;. Naturalmente, esse lapso de tempo varia de indivíduo para indivíduo, consoante a sua idade e condição física. Se um jovem saudável e repousado precisa de 10 minutos, em média, para voltar a hastear a bandeira, já um velho pode levar até &lt;strong&gt;vários dias&lt;/strong&gt; para o fazer! Lixado, hã?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto a elas, é comum dizer-se que &lt;strong&gt;não têm&lt;/strong&gt; período refractário. Na realidade têm, porém, ao contrário do homem, este não sucede &lt;strong&gt;necessariamente&lt;/strong&gt; ao orgasmo. O que significa que, se estimuladas, elas podem continuar o acto sexual &lt;strong&gt;imediatamente após&lt;/strong&gt; um orgasmo (já ouviu falar em &lt;strong&gt;orgasmos múltiplos&lt;/strong&gt;?). Contudo, tal como eles, também elas têm o seu &lt;strong&gt;limite&lt;/strong&gt; – e, se algumas precisam de muito para as mandar abaixo, outras há que ficam exaustas logo após o primeiro &lt;em&gt;round&lt;/em&gt;. Quer-me parecer que ao meu amigo lhe calhou uma peça mais &lt;strong&gt;dura de roer&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, não desespere. Para tudo há uma solução. E, no seu caso, até há &lt;strong&gt;várias&lt;/strong&gt;. Pode sempre largar essa gaja e arranjar outra &lt;strong&gt;menos resistente&lt;/strong&gt; que fique arrumada logo à primeira. Ou manter a gaja e oferecer-lhe antes um &lt;strong&gt;vibrador gordo&lt;/strong&gt; e baterias recarregáveis – e ela que se amanhe. Lembre-se é de investir num vibrador &lt;strong&gt;silencioso&lt;/strong&gt;, para poder dormir descansado (e saciado) enquanto ela se entretém sozinha pela noite adentro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, se quer a minha opinião mais sincera, digo-lhe já que acho todo esse esforço para dar várias seguidas &lt;strong&gt;absolutamente escusado&lt;/strong&gt;. É a velha questão da &lt;strong&gt;quantidade &lt;em&gt;versus&lt;/em&gt; qualidade&lt;/strong&gt;. No meu entender, basta apenas dar &lt;strong&gt;uma&lt;/strong&gt;. Uma que dure a noite inteira.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515981-109070483453434452?l=ojacareresponde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ojacareresponde.blogspot.com/feeds/109070483453434452/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515981&amp;postID=109070483453434452&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515981/posts/default/109070483453434452'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515981/posts/default/109070483453434452'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ojacareresponde.blogspot.com/2004/07/quantidade-versus-qualidade.html' title='QUANTIDADE &lt;em&gt;VERSUS&lt;/em&gt; QUALIDADE'/><author><name>Jacaré Voador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05595906511369108375</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/82/355/1600/jacarevoador3.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515981.post-108994224310375873</id><published>2004-07-16T02:35:00.000+01:00</published><updated>2004-07-24T22:37:04.983+01:00</updated><title type='text'>O JOGO DAS ESCONDIDAS</title><content type='html'>“&lt;em&gt;Já que o Jacaré parece ser tão sabedor, onde é que um gajo deve ir para conhecer gajas fixes?&lt;/em&gt;” &lt;br /&gt;Leitor identificado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu caro amigo, com certeza já viu (&lt;strong&gt;toda a gente&lt;/strong&gt; viu!) o filme “&lt;strong&gt;Um Príncipe em Nova Iorque&lt;/strong&gt;” (“Coming to America” na versão original), de John Landis. Aquele em que o Eddie Murphy faz o papel de &lt;strong&gt;Príncipe Akeem,&lt;/strong&gt; do Reino de Zamunda (algures na África), que, nas vésperas do seu casamento (arranjado), abandona o país natal com destino a &lt;strong&gt;Queens&lt;/strong&gt;, Nova Iorque, no intuito de lá encontrar uma mulher a quem ele possa verdadeiramente chamar &lt;strong&gt;rainha&lt;/strong&gt; e que o ame pela &lt;strong&gt;pessoa&lt;/strong&gt; que ele é e não pela sua &lt;strong&gt;posição&lt;/strong&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim que chegam à América (e depois de serem descaradamente roubados dos seus pertences), Akeem e Semmi (Arsenio Hall), o seu fiel servo, correm os bares da &lt;em&gt;night&lt;/em&gt; nova iorquina à procura de uma mulher. Mais que &lt;em&gt;uma&lt;/em&gt; mulher, eles procuram &lt;strong&gt;a&lt;/strong&gt; mulher – &lt;strong&gt;a rainha&lt;/strong&gt;. Obviamente, não encontram. Quando regressam, desanimados, ao carunchoso hotel onde estão instalados, encontram Clarence, o barbeiro (Eddie Murphy outra vez), a fechar o seu estabelecimento (que encerra tarde, hã? Já os “&lt;em&gt;boys from Africa&lt;/em&gt;” correram tudo o que é bar!). E é ele quem lhes dá a dica certa: não é nos bares que eles vão encontrar o &lt;strong&gt;tipo de mulher&lt;/strong&gt; que querem – para encontrar a mulher que procuram, é necessário ir ao &lt;strong&gt;sítio certo&lt;/strong&gt;. Como a reunião de &lt;em&gt;Black Awareness&lt;/em&gt;, por exemplo: “&lt;em&gt;There gonna be &lt;strong&gt;fine women&lt;/strong&gt; there!&lt;/em&gt;” afiança o barbeiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também na vida real, todos nós procuramos a &lt;strong&gt;rainha&lt;/strong&gt;. Ou o &lt;strong&gt;rei&lt;/strong&gt;, dependendo do género e inclinação sexual de cada um. Contudo, tal como no filme, &lt;strong&gt;antes&lt;/strong&gt; de iniciar a sua busca, convém saber &lt;strong&gt;o que&lt;/strong&gt; procura. Porque só sabendo &lt;strong&gt;o que&lt;/strong&gt; procura, saberá &lt;strong&gt;onde&lt;/strong&gt; procurar. É tão simples quanto isto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, pergunte-se que &lt;strong&gt;tipo de rapariga&lt;/strong&gt; procura. Caso queira &lt;strong&gt;algo mais&lt;/strong&gt; que apenas uma gaja em quem dar uns amassos e passar uma noite tórrida, provavelmente chegará à conclusão que procura uma rapariga que &lt;strong&gt;partilhe os seus interesses&lt;/strong&gt;. Essa resposta dá-lhe logo algumas pistas de onde procurar. Mais: essa resposta diz-lhe mesmo que, se ela partilha os seus interesses, há &lt;strong&gt;muitas chances&lt;/strong&gt; de a encontrar nos mesmos meios que &lt;strong&gt;você&lt;/strong&gt; frequenta! A Natureza é sábia, hã? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, o problema agrava-se quando um gajo tem a mania que é &lt;strong&gt;caracol&lt;/strong&gt; e passa os dias enfiado em casa, com medo de sair à rua e conhecer gente nova, ou quando os meios que frequenta são maioritariamente frequentados por pessoas do &lt;strong&gt;mesmo género&lt;/strong&gt; que o seu. No primeiro caso, a solução é resignar-se e &lt;strong&gt;bater punheta&lt;/strong&gt; (ninguém o vai arrastar para fora de casa). No segundo caso, também pode bater punheta (é saudável e sempre desentope a canalização), mas há outras alternativas: adaptar-se à realidade e dar em &lt;em&gt;gay&lt;/em&gt; (coisa que anda muito em voga nos tempos que correm), ou &lt;strong&gt;alargar a pesquisa&lt;/strong&gt;. Por outras palavras, invista nas suas diferentes &lt;strong&gt;áreas de interesse&lt;/strong&gt;. A solução é a &lt;strong&gt;diversidade&lt;/strong&gt;. Felizmente, a Natureza criou o ser humano com a capacidade de se interessar por &lt;strong&gt;vários&lt;/strong&gt; campos de actividade. Aproveite-a. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Jacaré aconselha:&lt;/strong&gt; aposte forte em cursos, mini-cursos e &lt;em&gt;workshops&lt;/em&gt;. Há-os das mais diversas áreas: de Dança, Fotografia, Informática, Teatro, Música, Desporto, Massagem, Culinária, &lt;em&gt;you name it&lt;/em&gt;. São os melhores locais para conhecer pessoas que partilhem os seus interesses. Além disso, sempre aprende alguma coisa e aumenta o seu currículo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E mesmo que acabe por conhecer só gajos, não desmoralize. Faça-se amigo deles, que eles hão-de ter &lt;strong&gt;amigas&lt;/strong&gt; que sempre lhe podem apresentar. Ou &lt;strong&gt;irmãs&lt;/strong&gt;. Ou até &lt;strong&gt;mães&lt;/strong&gt;...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515981-108994224310375873?l=ojacareresponde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ojacareresponde.blogspot.com/feeds/108994224310375873/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515981&amp;postID=108994224310375873&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515981/posts/default/108994224310375873'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515981/posts/default/108994224310375873'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ojacareresponde.blogspot.com/2004/07/o-jogo-das-escondidas.html' title='O JOGO DAS ESCONDIDAS'/><author><name>Jacaré Voador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05595906511369108375</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/82/355/1600/jacarevoador3.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515981.post-108903632124114937</id><published>2004-07-05T14:32:00.000+01:00</published><updated>2004-07-05T15:09:53.546+01:00</updated><title type='text'>PICAR E SER PICADO</title><content type='html'>A 21 de Junho de 2004, sob o título de “&lt;strong&gt;&lt;a href="http://atejaomarcotemum.blogspot.com/2004/06/tou-sentir-veia-artstica-de-novo.html"&gt;tou a sentir a veia artística... de novo!&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;” o meu amigo e colega &lt;strong&gt;mARco&lt;/strong&gt; publica o seguinte texto no seu &lt;em&gt;blog&lt;/em&gt; (visitem-no e curtam a sua visão corrosiva do mundo em &lt;a href="http://www.atejaomarcotemum.blogspot.com"&gt;www.atejaomarcotemum.blogspot.com&lt;/a&gt;):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“ontem tava na casa da minha namorada a ajudá-la a corrigir os testes dos putos a quem ela dá aulas... ela dá as cotações pra cada pergunta e eu somo-as... é uma pequena ajuda mas já lhe tira umas horas de trabalho tendo em conta que são 3 turmas, acho eu...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“mas enquanto ela via lá quanto é que tirava por cada erro ortográfico ou não, eu tinha de passar o tempo... então pus-me a desenhar (algo que já não fazia há muito tempo) um motarde... (a imagem teve uns retoques no fótóchópe... pronto, não foi no fótóchópe porque eu não percebo grande coisa daquilo, foi mesmo no peinte do uíndous!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“achei que o desenho ficou tão fixe que decidi trazê-lo, pra meter práqui como... logotipo?! não é grande coisa, eu sei, mas acho que não tá nada mau pra um artista iniciado como moi... e prálém disso, ainda consegui impressionar a minha namorada que disse: ‘sabes desenhar, sabes escrever, porque é que foste pra informática?’...”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para meu grande espanto, este belo elogio, vindo de uma rapariga que, se possui a &lt;strong&gt;sensibilidade&lt;/strong&gt; para apreciar tais qualidades no seu amado, só pode ser uma rapariga, no mínimo, &lt;strong&gt;inteligente&lt;/strong&gt;, provoca os seguintes comentários (que só posso classificar como originários de visões inacreditavelmente &lt;strong&gt;limitadas&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;elitistas&lt;/strong&gt; – e potencialmente &lt;strong&gt;frustradas&lt;/strong&gt;):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“LOL&lt;br /&gt;“porque engenharia é 50000 vezes mais fix que esses cursos homosexuais de artes ou que os cursos de filosofia de café.&lt;br /&gt;“alem de dar muito mais dinheiro”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“É assim mesmo. Se a minha namorada me dissesse uma coisa dessas, eu dáva-lhe um murro na cara e mostrava-lhe este site:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“http://money.cnn.com/2004/02/05/pf/college/lucrative_degrees/index.htm?cnn=yes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Se ela não pedisse desculpa, dáva-lhe outro murro, depois obrigava-a a despir-se e queimava-lhe a pele com cigarros, até que parecesse um queixo suiço cor-de-rosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Acredito que por esta altura já tivesse pedido desculpa - mas não sei! Só experimentando a sério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Hitokiri Zimbabue Nachagaiana”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terei perdido completamente o meu sentido de humor, ou esta é uma tentativa algo grosseira – e completamente &lt;strong&gt;frustrada&lt;/strong&gt; – de tentar provocar umas gargalhadas? &lt;em&gt;Don’t get me wrong&lt;/em&gt;, eu até sou um grande apreciador do &lt;strong&gt;macabro&lt;/strong&gt;, mas não compreendo que raio de piada pode ter uma graçola sobre &lt;strong&gt;queimar a pele da própria namorada com cigarros&lt;/strong&gt;, por muito grande (ou pequena) que tenha sido a sua falta. Ainda se fosse uma &lt;strong&gt;ex&lt;/strong&gt;-namorada... Para mim, este tipo deve ter &lt;strong&gt;sérios problemas&lt;/strong&gt;, sendo o primeiro estudar &lt;strong&gt;Engenharia Informática&lt;/strong&gt;. Obviamente, &lt;strong&gt;não posso&lt;/strong&gt; deixar passar estas provocações sem uma resposta à altura:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Pfff! Cambada de &lt;/em&gt;nerds&lt;em&gt; dos computadores! Os cursos de Artes não são homossexuais, têm é muitos homossexuais! Assim como também têm montes de &lt;strong&gt;gajas&lt;/strong&gt;! Ora, em terra de cegos, quem tem olhos é rei, o que significa que, quando não há competição, sobram mais gajas para aquele que &lt;strong&gt;não&lt;/strong&gt; é maricão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“E nos cursos de Engenharia Informática, há gajas? &lt;/em&gt;Suckers!&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Bem podem guardar o dinheiro que (pensam que) hão-de ganhar quando terminarem o curso. Há-de-lhes servir para &lt;strong&gt;comprar&lt;/strong&gt; o sexo que lhes andou a faltar nas primeiras três décadas das vossas vidas.”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Umas meras &lt;strong&gt;três horas&lt;/strong&gt; depois, já tenho uma resposta ao meu comentário! Ei-la:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“quando usei a palavra homosesual nao queria dizer que tinha mts gays .. e mesmo que quisesse, nem teria um sentido depreciativo, visto que nem sou totalmente straight.&lt;br /&gt;“o que quis dizer eh que so se aprende a fazer riscos, a pintar e os movimentos de todos os ‘artistas’ que, como suckavam forte e feio nas escolas existentes, criaram um estilo proprio pensando que estavam a inovar.&lt;br /&gt;“o que quis dizer com gay eh que o ppl de artes, letras e afins nao faz ponta de um corno. se pensam que realmente contribuem com algo de jeito deviam po-los a construir pontes, satelites, processadores .. ou seja um problema que precisa de uma solucao exacta e nao de um gajo a divagar ‘ai ai .. qual eh o sentido da vida? ai deixa me aqui fazer uns tracos, esculpir duas pedras ou entao virar um urinol (marcel duchamp http://www.humanitiesweb.org/gallery/125/tn1.jpg ) e pronto. sinto-me realizado’&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“(nao estou a dizer q essas pessoas suckam, ou q engenheiros sao melhores pessoas, estou apenas a referir-me ah disciplina)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“depois, sim em informatica ha gajas e cada vez mais. e sim vamos ganhar muito dinheiro porque, felizmente, os directores das empresas reconhecem o nosso valor e, alem disso, como eh q criavam produtos? com um pintor ou sociologo? lol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“quanto ao sexo, nao preciso de o comprar, apenas arranjar uma namorada. essa tua visao estereotipada nao corresponde nada ah realidade.&lt;br /&gt;“:p&lt;br /&gt;“cunhinha, aka o gajo que fez o 1º comment”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só no dia seguinte, produzo a minha resposta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Esta vai ser boa! Só para começar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;strong&gt;Homossexual&lt;/strong&gt; = pessoa que se interessa amorosa e sexualmente por indivíduos do mesmo sexo.&lt;br /&gt;“&lt;strong&gt;Lorpa&lt;/strong&gt; = gajo que não faz nada na vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Se o meu amigo quer chamar nomes às pessoas, ao menos use os adjectivos apropriados. Se quer chamar lorpa a um gajo, não lhe chame homossexual, porque induz quem o lê em erro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Em segundo lugar, gostei bastante da sua conversa sobre ‘disciplina’ e ‘contribuição’. Acho o seu discurso algo &lt;strong&gt;fundamentalista&lt;/strong&gt;, mas penso que poderia ir &lt;strong&gt;ainda&lt;/strong&gt; mais longe. Seja ousado! Porque não acabar com &lt;strong&gt;todas&lt;/strong&gt; as profissões excepto aquelas que realmente produzem a sério? Refiro-me às profissões ligadas ao sector primário, claro. Agricultura! Pecuária! &lt;strong&gt;Isso&lt;/strong&gt; sim, é que são profissões &lt;strong&gt;a sério&lt;/strong&gt;! Produtivas, hã? A abarrotar de disciplina, carago! &lt;strong&gt;Revolução Agrária, já!&lt;/strong&gt; O meu amigo é que poderia dar o exemplo: dedique-se a criar cabras, homem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Em terceiro lugar, não julgue que a carreira de Engenharia Electrónica lhe vai render muito dinheiro só porque ‘... felizmente, os directores das empresas reconhecem o nosso valor...’ &lt;strong&gt;Abra os olhos!&lt;/strong&gt; Não há &lt;strong&gt;ninguém&lt;/strong&gt; que ganhe dinheiro neste mundo sem trabalhar &lt;strong&gt;a sério&lt;/strong&gt;. Ou acha que o Bill Gates (só para dar o exemplo de um &lt;/em&gt;nerdzinho&lt;em&gt; dos computadores) se limitou a ter uma ideia genial na vida e anda agora a viver à conta dos lucros que essa ideia lhe rendeu? O gajo trabalhou e trabalhou bastante! E continua a trabalhar, que custa muito mais &lt;strong&gt;manter-se&lt;/strong&gt; no topo do que &lt;strong&gt;atingi-lo&lt;/strong&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Portanto, se realmente quer fazer dinheiro na vida, prepare-se para dar o litro, que aqui ninguém lhe dá nada de graça. Espero que &lt;strong&gt;realmente&lt;/strong&gt; goste de computadores, porque vai passar o resto da sua vida sentado à frente deles! Adeus vida social (&lt;strong&gt;qual&lt;/strong&gt; vida social? Estou a falar com um &lt;/em&gt;nerd&lt;em&gt; dos computadores! Ha ha ha!) e adeus saúde, tanto mental como física. Mas, deixe lá, haverá sempre o dinheiro (que, infelizmente, não terá oportunidades de gastar, porque estará muito ocupado a trabalhar).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Em quarto lugar, não me dê tangas! Gajas em Informática? Pois sim! Acredito que existam, mas devem ser tão raras quanto estudantes de informática que &lt;strong&gt;não&lt;/strong&gt; são virgens!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“E, por último, caraças!, quase me fez esquecer que só quis comentar este &lt;/em&gt;post&lt;em&gt; para dizer ao meu grande amigo mARco que gostei imenso de seu ‘motarde.’ Gosto sempre de ver uma pessoa que revela aptidões artísticas e não se limita a produzir. É indicador de uma inteligência superior. É verdade, acredite! Não sabia que a expressão artística só surgiu no Paleolítico Superior, com o &lt;/em&gt;&lt;strong&gt;Homo Sapiens&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;? Os anteriores eram demasiado limitados para a Arte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Se quiser, caro mARco, posso dar-lhe algumas dicas de ‘fótóchópe,’ que eu cá percebo bastante do assunto. Um abraço!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“P.S. Caraças, esta resposta, só por si, merecia uma entrada n' ‘&lt;strong&gt;A Goela&lt;/strong&gt;!’”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não foi para a “A Goela,” mas veio parar a “&lt;strong&gt;O Jacaré Responde&lt;/strong&gt;,” que esta discussão bem merece alguma notoriedade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se tinham escoado &lt;strong&gt;duas horas&lt;/strong&gt; depois de publicar a minha resposta (ainda as teclas do meu computador não tinham esfriado), e já o meu interlocutor respondia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“ahaha! lindo x'D&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“ok, por partes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“‘Se o meu amigo quer chamar nomes às pessoas, ao menos use os adjectivos apropriados. Se quer chamar lorpa a um gajo, não lhe chame homossexual, porque induz quem o lê em erro.’&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“hum .. se nunca viste alguem usar a palavra gay no sentido de lorpa .. entao nao deves sair muito .. toda a gente faz isso :p&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“depois.. sobre as outras profissoes nao serem necessarias .. obvio que sao .. nao quis dizer isso .. e se dei essa ideia peco desculpa mas, da maneira que oico as pessoas que nao sao do ‘agrupamento de ciencias’ falaram de nos .. devem pensar que sao mt melhores .. como disse uma vez a minha prof de filosofia do 11º ‘engenheiros? isso eh o pior que ha’ .. sim seria muito melhor sermos todos filosofos e estarmos nas grutas a discursar sobre a morte e a condicao humana *whatever*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“quando ao futuro .. tb eh obvio que tudo depende do trabalho (e cunhas e sorte e essas coisas todas que fazem parte da vida) .. e claro que existem muitas pessoas de todos os outros ramos que terao cargos de mais responsabilidade que engenheiros.&lt;br /&gt;“sobre o bill gates, bem na volta respeito o muito mais que tu .. e .. achas mesmo que esse ‘nerd’ se saiu mal na vida? eh rico .. tem uma mulher , filhos, dah imenso ah caridade .. nao vejo o mal sinceramente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“passar a vida atras dos computadores? sim parece me bem. se for a fazer o que gosto. nos, ao contrario dos ‘artistas’, nao andamos sempre a divagar (geralmente sobre algo com pouco interesse como ‘como representar X de maneira que ng entenda’.&lt;br /&gt;“vida social .. estou a ver que, para ti, se nao for sair todos os dias com 20 amigos, nao tenho vida. se entenderes assim, entao nao, nao tenho vida social.&lt;br /&gt;“tambem interpreto, pelo que escreveste, que um curso de jeito tem de ter, NO MINIMO, 70% de gajas, aposto que nem te importas se for gajas produzidas com teias de aranha na cabeca. tem eh de haver gajas. um homem a serio tem gajas! gajas! e sai todas as noites! (quem me dera ter esta vida, realmente. serio, a estupidez deve ser tanta que nem se apercebem da futilidade .. mas espera .. teem bue gajas! e saem bue. que fix).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“concluindo .. (e num tom mais serio) se me conhecesses tv reparasses que defendo todas ‘as profissoes’ (dizendo assim) porque acredita, se pensas que sou fundamentalista, nunca conheceste alguem realmente fundamentalista :p&lt;br /&gt;“por outro lado, tb eh *deveras* irritante ver pessoas que so se preocupam com ‘a forma da coisa’ a rebaixarem quem procura o conhecimento exacto (e eh o conhecimento exacto que eu valorizo).&lt;br /&gt;“por fim, tal como o que tenho escrito eh uma visao esterotipada porque, apesar de conhecer muitas pessoas de artes como aqui descrevi, tb conheco algumas com muito muito talento, espero que saibas que a tua visao tb eh muito esterotipada. tv infelizmente, hj, e cada vez mais, o que mais se ve nos cursos de engenharia sao ‘playboys’ com futebol e cerveja na cabeca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“cunhinha, o Taliba&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“p.s.: se quiseres continuar a discussao, nao levo a mal. alias divirto-me bastante a picar e a ser picado. como uma vez alguem disse ‘podes nao falar nao admitir ser mencionado ou picar e ser picado’ .. prefiro a segunda :))&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“p.s.2: (nunca mais acaba &gt;&lt;) sim, nao ha nada melhor que uma pessoa explorar todos os seus talentos. foi com muita pena que tive de desistir de algumas actividades para me dedicar a outras. sao opcoes.”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como não podia deixar de ser, &lt;strong&gt;eu&lt;/strong&gt; só respondi passados &lt;strong&gt;dois dias&lt;/strong&gt;. Entretanto, fui passar um dia na praia, com uma amiga... Ela bem me pôs protector solar, mas apanhei um escaldão na mesma. Ainda &lt;strong&gt;hoje&lt;/strong&gt; me está a cair a pele!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Caro amigo Cunha:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Você é um gajo porreiro! Chato e cabeçudo, mas porreiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Confesso que nunca ouvira alguém usar 'homossexual' para definir um 'lorpa.' &lt;strong&gt;Toda&lt;/strong&gt; a gente faz isso? A sério?! Não é que duvide da sua palavra, mas tenho de averiguar. Se calhar, o meu amigo tem razão – eu devia sair mais. Mas falta-me o tempo, sabe. Entre estudar na Faculdade e trabalhar à noite, &lt;strong&gt;ter&lt;/strong&gt; aulas de dança e &lt;strong&gt;dar&lt;/strong&gt; aulas de dança, tomar copos com amigos, sair com miúdas e bailar ocasionalmente nos inúmeros bailes de Danças de Salão que há por essa Lisboa afora, não me resta tempo para muito mais (e olhe que eu bem gostava de fazer mais!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Em relação à validade das profissões, penso que estamos conversados. Julgo que, afinal, a sua raiva não é bem contra 'o ppl de artes, letras e afins [que] nao faz ponta de um corno,' como o meu amigo referiu, mas sim contra 'o ppl de artes, letras e afins' que &lt;strong&gt;rebaixa&lt;/strong&gt; e se julga &lt;strong&gt;melhor&lt;/strong&gt; que os engenheiros, como a sua professora de Filosofia do 11.º ano (que, a avaliar pelo que me conta, também devia ser uma boa alienada, pobrezita). Deixe lá, caro amigo. Eu estudo Artes (já o tinha adivinhado, diga lá) e sempre sofri o estigma de ser considerado um &lt;strong&gt;lorpa&lt;/strong&gt; (perdão, um &lt;strong&gt;homossexual&lt;/strong&gt;) por todos aqueles que se dedicam ao estudo das ciências exactas (que, tal como você, acreditam que a &lt;strong&gt;sua&lt;/strong&gt; área de estudo é que contribui para o progresso da sociedade). Portanto (e ironicamente), sei bem como o meu amigo se sente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Quanto ao Bill Gates, acredite que não sinto por ele o mínimo desprezo. Pelo contrário! Tal como diz, acho que sim, ele saiu-se &lt;strong&gt;mesmo muito bem&lt;/strong&gt; na vida! Os meus &lt;strong&gt;sinceros&lt;/strong&gt; parabéns! O ponto que eu queria fazer passar é que ele &lt;strong&gt;trabalhou&lt;/strong&gt; (e continua a trabalhar) &lt;strong&gt;bastante&lt;/strong&gt; para chegar onde chegou (e lá se manter)! Quanto ao facto de lhe chamar '&lt;/em&gt;nerd&lt;em&gt;,' não o faço com sentido depreciativo, creia-me. Chamo-lhe '&lt;/em&gt;nerd&lt;em&gt;' simplesmente porque... bem, porque ele &lt;strong&gt;é&lt;/strong&gt; &lt;/em&gt;nerd&lt;em&gt;!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“E, a propósito de &lt;/em&gt;nerds&lt;em&gt;, e já que me pergunta, vamos esclarecer algumas coisas acerca daquilo que &lt;strong&gt;eu&lt;/strong&gt; considero '&lt;strong&gt;vida social&lt;/strong&gt;.' Ora, eu estudo Arquitectura. Porém, &lt;strong&gt;detesto&lt;/strong&gt; a raça dos Arquitectos. Porquê? Porque são gajos que têm a mania que Arquitectura é que é bom e &lt;strong&gt;só&lt;/strong&gt; vêem aquilo à frente dos olhos. A esmagadora maioria dos alunos de Arquitectura são gajos alienados cujo universo gira à volta do próprio umbigo. São tipos que &lt;strong&gt;apenas&lt;/strong&gt; se dedicam àquilo e não fazem mais nada! Obviamente, os gajos com quem me dou na Faculdade são tipos que têm &lt;strong&gt;outros&lt;/strong&gt; interesses na vida &lt;strong&gt;além&lt;/strong&gt; da Arquitectura e que, consequentemente, são pessoas mais &lt;strong&gt;ricas&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;completas&lt;/strong&gt; em termos de personalidade. Habitualmente, são pessoas que também têm uma &lt;strong&gt;vida social activa&lt;/strong&gt;, porque desdobram as suas atenções por várias áreas de interesse que as leva a conhecer muita gente. É uma consequência natural. Percebe? Eu dificilmente definiria ter 'vida social' como 'sair todos os dias com 20 amigos,' contudo, tenho de dar a mão à palmatória: em termos práticos, é &lt;strong&gt;esse&lt;/strong&gt; o resultado mais perceptível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Para finalizar, falemos de gajas. '... Interpreto, pelo que escreveste, que um curso de jeito tem de ter, NO MINIMO, 70% de gajas...' (Caramba, homem, você tem de reduzir &lt;strong&gt;tudo&lt;/strong&gt; a &lt;strong&gt;números&lt;/strong&gt;? Vida social = 20 amigos/dia; curso de jeito ≥ 70% de gajas... Controle-se!) Não, meu amigo, não. Em relação a raparigas, 70% é pouco! &lt;strong&gt;Quantas mais, melhor!!!&lt;/strong&gt; '... Aposto que nem te importas se for gajas produzidas com teias de aranha na cabeca...' Ora bem, é &lt;strong&gt;precisamente&lt;/strong&gt; por essa razão que quanto mais gajas, melhor! Não está a ver? É que &lt;strong&gt;grande parte&lt;/strong&gt; das gajas é 'produzida com teias de aranha na cabeca!' Um gajo tem de procurar &lt;strong&gt;bastante&lt;/strong&gt; para encontrar algumas que &lt;strong&gt;realmente&lt;/strong&gt; valham a pena. Por isso, quantas mais, melhor, porque mais chances há de se encontrar uma ou outra que valham a pena. Parece-me lógico, a si não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Por agora, é tudo. Antes de acabar, peço-lhe apenas um favor: tenha calma, leve o seu tempo e responda-me só daqui a dois ou três dias, pode ser? É que eu tenho uma vida para além disto e não tenho tempo para responder com a rapidez com que você o faz. Obrigado pela compreensão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Até para a semana e um grande abraço!”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, realmente, parece que o meu interlocutor levou o meu pedido &lt;strong&gt;muito a sério&lt;/strong&gt;, pois, até ao momento, não voltou a responder. Se calhar, fartou-se de me &lt;strong&gt;aturar&lt;/strong&gt;. Pode ser que, ao ver toda a discussão publicada (e comentada) n’ “O Jacaré Responde,” ele se sinta inspirado a dar mais algumas &lt;strong&gt;estocadas&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto esperamos, aproveitemos para dar um salto até &lt;a href="http://www.livejournal.com/users/eldereddas/"&gt;www.livejournal.com/users/eldereddas&lt;/a&gt; para dar uma vista de olhos ao &lt;em&gt;live journal&lt;/em&gt; deste meu &lt;strong&gt;novo amigo&lt;/strong&gt; Cunha. Ele até é um gajo porreiro. Chato e cabeçudo, mas porreiro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515981-108903632124114937?l=ojacareresponde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ojacareresponde.blogspot.com/feeds/108903632124114937/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515981&amp;postID=108903632124114937&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515981/posts/default/108903632124114937'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515981/posts/default/108903632124114937'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ojacareresponde.blogspot.com/2004/07/picar-e-ser-picado.html' title='PICAR E SER PICADO'/><author><name>Jacaré Voador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05595906511369108375</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/82/355/1600/jacarevoador3.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515981.post-108889038571263519</id><published>2004-07-03T22:30:00.000+01:00</published><updated>2004-07-05T14:30:19.410+01:00</updated><title type='text'>INSEGURANÇA</title><content type='html'>Originalmente publicada n’ “&lt;strong&gt;A Goela do Jacaré&lt;/strong&gt;,” foi esta a entrada que deu o mote e sugeriu a ideia para a criação d’ “&lt;strong&gt;O Jacaré Responde&lt;/strong&gt;.” Logo, nada mais justo do que publicá-la aqui, juntamente com um abraço para o meu colega &lt;strong&gt;mARco&lt;/strong&gt;, “&lt;strong&gt;o psicólogo&lt;/strong&gt;,” grande amigo e inspirador. Apreciem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“eu sou um gajo bué inseguro... sempre que a minha namorada começa a falar num tipo... qualquer que ele seja... que lhe fez isto, ou lhe disse aquilo... começo logo a fazer má cara, à procura de subjectividades em algo que possa ter dito... de subentendidos em algo que possa ter feito... depois tento lembrar-me que ela gosta muito de mim... e que me adora... (...) é claro que eu sei que quando se gosta de uma pessoa, tem-se sempre medo de a perder... mas será que estou acima ou abaixo da média... serei paranóico?”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu bom amigo, você é jovem e ainda tem muito que aprender acerca da índole humana em geral, e da feminina em particular. Para começar, descanse: você não é paranóico. Ou, pelo menos, &lt;strong&gt;não mais&lt;/strong&gt; que os outros. Todos nós, que neste momento bisbilhotamos a sua vida amorosa, nos identificamos com a sua insegurança, em maior ou menor grau. Afinal, homem que é homem, leva &lt;strong&gt;muito a sério&lt;/strong&gt; a eventualidade de ser encornado pela sua mais-que-tudo! Mas, ah!, orgulho vão! Desnecessária preocupação! O mundo está dividido em dois grupos: o dos que &lt;strong&gt;foram&lt;/strong&gt; encornados e o dos que &lt;strong&gt;vão ser&lt;/strong&gt;. Calha a vez a todos, portanto, deixe lá isso, que &lt;strong&gt;ninguém&lt;/strong&gt; se fica a rir. Se não for a sua actual namorada a enganá-lo, será outra. E elas, por sua vez, também o serão. Não gaste tempo “à procura de subjectividades... [ou] subentendidos” no discurso e no comportamento da sua namorada. Isso é ir à procura de chatices. É tão escusado procurar prever e evitar ser enganado como tentar prever e evitar um terramoto em Lisboa. Quando &lt;strong&gt;tiver&lt;/strong&gt; de acontecer, &lt;strong&gt;acontece mesmo&lt;/strong&gt;, mau grado todas as suas preocupações! Portanto, é deixar andar e evitar atrofiar com inquietações inúteis. Lembre-se simplesmente que, se ela lhe &lt;strong&gt;fala&lt;/strong&gt; dos gajos com quem se dá, é &lt;strong&gt;bom&lt;/strong&gt; sinal. Significa que não sente nada por eles. Porque, se ela sentisse, acredite que não lhe diria nada! Você seria o último a saber, como &lt;strong&gt;sempre&lt;/strong&gt; acontece nestas histórias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenha também em atenção que mulher é criatura matreira, que usa o Ciúme como bitola do Amor. Isto significa que ela o pode estar a &lt;strong&gt;manipular&lt;/strong&gt; intencionalmente, no sentido de &lt;strong&gt;provocar&lt;/strong&gt; a sua reacção e &lt;strong&gt;testar&lt;/strong&gt; o seu amor por ela. Se for este o caso (e é mais que provável que seja), &lt;strong&gt;nunca&lt;/strong&gt; lho atire à cara, porque ela o vai negar &lt;strong&gt;imperiosamente&lt;/strong&gt;! Deixe-a ficar com a versão dela e fiquemos nós com a verdade. Quanto a si, faça-se de parvo, entre no jogo dela. Reaja, tal como ela quer, para lhe mostrar que a ama. Mas faça-o só &lt;strong&gt;ocasionalmente&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;não exagere&lt;/strong&gt;! Mantenha uma certa distância emocional do assunto. Não lhe convém nada &lt;strong&gt;passar-se&lt;/strong&gt; de cada vez que ela fala &lt;strong&gt;de&lt;/strong&gt; outro gajo. Ou, pior, de cada vez que ela fala &lt;strong&gt;com&lt;/strong&gt; outro gajo, ou brinca &lt;strong&gt;com&lt;/strong&gt; ele, ou dança &lt;strong&gt;com&lt;/strong&gt; ele...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A insegurança mina uma relação. Porque ataca a sua base – a confiança mútua. E, se você não confia nela, decida: ou lhe dá com os pés e caga na relação, ou aposta nela e &lt;strong&gt;arranja&lt;/strong&gt; confiança. Se não consegue arranjar confiança &lt;strong&gt;genuína&lt;/strong&gt; (o que leva tempo, dá trabalho p’a caraças e não está ao alcance de todos), pode sempre &lt;strong&gt;fingi-la&lt;/strong&gt;. Para isso, basta tão-somente ignorar a maior parte do que a sua namorada diz – não se preocupe, que não vai perder nada de interesse. O seu grande problema, aliás, é precisamente dar &lt;strong&gt;tanta&lt;/strong&gt; importância ao que ela fala. Porque insiste em olhar o Sol directamente, se lhe magoa os olhos? Feche-os! O que é lhe interessa &lt;strong&gt;a si&lt;/strong&gt; as coscuvilhices da vida &lt;strong&gt;dela&lt;/strong&gt;? “... E ele disse blá e eu respondi blá-blá e ele fez blá-blá-blá...” Que conversa de caca! Ignore-a, homem! Enquanto ela está entretida com os seus mexericos, concentre-se mas é no filme porno da Fernanda Serrano que viu na &lt;em&gt;Net&lt;/em&gt; (&lt;em&gt;fake&lt;/em&gt;, mas sempre dá para ir sonhando) e vá respondendo “hmm-hmm” ao calhas, para a sua adorada pensar que você está atento à sua verborreia. Acima de tudo, lembre-se: ela é uma rapariga. E, como quase &lt;strong&gt;todas&lt;/strong&gt; elas, não sabe o que quer! Porque raios está você a dar ouvidos ao que diz alguém que não sabe o que quer?!...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515981-108889038571263519?l=ojacareresponde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ojacareresponde.blogspot.com/feeds/108889038571263519/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515981&amp;postID=108889038571263519&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515981/posts/default/108889038571263519'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515981/posts/default/108889038571263519'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ojacareresponde.blogspot.com/2004/07/insegurana.html' title='INSEGURANÇA'/><author><name>Jacaré Voador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05595906511369108375</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/82/355/1600/jacarevoador3.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6515981.post-10888894698150976</id><published>2004-07-03T22:12:00.000+01:00</published><updated>2004-07-03T22:17:49.816+01:00</updated><title type='text'>REI MORTO, REI POSTO</title><content type='html'>Hoje completam-se precisamente &lt;strong&gt;três meses&lt;/strong&gt; desde que comecei a escrever “&lt;strong&gt;A Pança do Jacaré&lt;/strong&gt;,” curiosamente também a um Sábado. Originalmente, “A Pança do Jacaré” foi criada para ser um complemento a “&lt;strong&gt;A Goela do Jacaré&lt;/strong&gt;,” &lt;em&gt;blog&lt;/em&gt; onde, desde finais de Fevereiro, venho publicando as minhas filosofias acerca da &lt;strong&gt;complexa interacção&lt;/strong&gt; que caracteriza a &lt;strong&gt;relação entre os géneros feminino e masculino&lt;/strong&gt; e, esporadicamente, sobre outros assuntos, de vária ordem e diferente cariz (mas muito menos apreciados pelos meus leitores, verdade seja dita). “A Goela” foi criada com um carácter ensaístico, elaborando as suas teorias na interpretação da análise dos &lt;strong&gt;dados&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;resultados&lt;/strong&gt; dos problemas focados, mas deixando de fora a experiência pessoal que permite passar daqueles para estes. Até agora, a sua frequência de publicação tem sido semanal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A criação d’ “A Pança” fez-se no intuito de preencher o espaço deixado em aberto pel’ “A Goela,” ou seja, se este é um &lt;strong&gt;&lt;em&gt;blog&lt;/em&gt; de opinião&lt;/strong&gt; onde os problemas são focados do ponto de vista geral, sem entrar no campo particular e pessoal, aquele apresenta-se mais como um &lt;strong&gt;diário pessoal&lt;/strong&gt;, onde os acontecimentos descritos decorrem da minha vivência diária. Consequentemente, a frequência de publicação d’ “A Pança” sempre foi errática, acontecendo ao sabor do momento ou, mais precisamente, dos acontecimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca cheguei a perceber se os meus leitores alguma vez distinguiram a subtil diferença. Mesmo que o tenham feito, duvido que tenham tomado interesse pelo assunto, pois sempre leram &lt;strong&gt;ambos&lt;/strong&gt; os &lt;em&gt;blogs&lt;/em&gt; indiscriminadamente. Seja como for, eu próprio cheguei à conclusão de que é escusado manter &lt;strong&gt;dois&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;blogs&lt;/em&gt; diferentes quando o conteúdo de ambos pode coexistir num único, sem qualquer prejuízo para o leitor. E, assim sendo, três meses após a criação d’ “A Pança,” anuncio, não a sua extinção, mas sim a sua &lt;strong&gt;fusão&lt;/strong&gt; n’ “&lt;strong&gt;A Goela&lt;/strong&gt;,” que, em consequência disso, sofrerá algumas alterações a nível de conteúdo e frequência de publicação, mas continuará a manter tudo aquilo a que os meus leitores estão já habituados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ainda mais obedecendo à lei que dita que “nada se cria, nada se perde, tudo se transforma,” tenho, coincidentemente, o prazer de anunciar a inauguração de um &lt;strong&gt;novo &lt;em&gt;blog&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, a funcionar paralelamente a “&lt;strong&gt;A Goela do Jacaré&lt;/strong&gt;.” Este novo &lt;em&gt;blog&lt;/em&gt; intitula-se “&lt;strong&gt;O Jacaré Responde&lt;/strong&gt;” e pretende fornecer apoio e acompanhamento psicológico a todas as &lt;strong&gt;pequenas ovelhas perdidas&lt;/strong&gt; que desesperadamente procuram a condução forte e segura de um guia moral e espiritual como o Jacaré. Porque este mundo é uma &lt;strong&gt;selva&lt;/strong&gt;, onde o homem tem medo do próprio homem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6515981-10888894698150976?l=ojacareresponde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ojacareresponde.blogspot.com/feeds/10888894698150976/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6515981&amp;postID=10888894698150976&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515981/posts/default/10888894698150976'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6515981/posts/default/10888894698150976'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ojacareresponde.blogspot.com/2004/07/rei-morto-rei-posto.html' title='REI MORTO, REI POSTO'/><author><name>Jacaré Voador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05595906511369108375</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/82/355/1600/jacarevoador3.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
